Serie A

Balanço final: Milan

Kaká comemora seu 95º e último gol pelo Milan, contra a Fiorentina

A CAMPANHA 3ª colocação, 74 pontos. 22 vitórias, 8 empates, 8 derrotas. Classificado para a Liga dos Campeões.
FORA DA SERIE A Eliminado pela Lazio nas oitavas-de-final da Coppa Italia e eliminado pelo Werder Bremen na terceira fase da Copa da Uefa.
O ATAQUE 70 gols, o mais positivo.
A DEFESA 35 gols, a 2ª menos vazada.
OS ARTILHEIROS Kaká (16 gols), Alexandre Pato (15), Filippo Inzaghi (13).
OS ONIPRESENTES Alexandre Pato (36 jogos), Gianluca Zambrotta (34) e Clarence Seedorf (33).
O TÉCNICO Carlo Ancelotti
QUEM DECIDIU Filippo Inzaghi
QUEM DECEPCIONOU Andrea Pirlo
QUEM SURGIU ninguém
QUEM SUMIU Alessandro Nesta
MELHOR CONTRATAÇÃO David Beckham
PIOR CONTRATAÇÃO Andryi Shevchenko
NOTA DA TEMPORADA 5

Dida; Zambrotta, Nesta, Maldini, Favalli; Beckham, Pirlo, Seedorf; Kaká, Shevchenko e Ronaldinho. Há cinco anos, um Milan assim faria inveja a qualquer outra equipe. Mas, ao fim dessa temporada, os adversários só se estapeariam para contratar Kaká, Pirlo e Beckham. Com uma média de idade absurda para a disputa de dois torneios de alta prioridade (Serie A e Copa Uefa), no papel o Milan tinha um elenco de altíssimo nível. Mas as inúmeras polêmicas, lesões e seqüências de jogos transformou essa equipe cheia de Bolas de Ouro em um conjunto “normal”.

O mercado foi desastroso, com o retorno de Sheva e a chegada de Ronaldinho, mas sem a contratação de um zagueiro com potencial titular. O Milan só salvou a temporada com a classificação para a LC graças a Pato no primeiro turno e Inzaghi no segundo, além de Kaká, que marcou 16 vezes mesmo em sua pior temporada. O meio-campo, ponto forte nas últimas temporadas, sumiu com a letargia de Pirlo, a lesão no joelho direito de Gattuso e a insuficiência de Flamini. Beckham, quem diria, foi quem deu aos rossoneri um toque de qualidade, ao lado de um decisivo Ambrosini, novo capitão após a aposentadoria de Maldini.

Se a meta era conquistar a Copa Uefa e romper o domínio da Inter na Itália, a queda fácil para o Werder Bremen e a chegada na última rodada ainda sem nem garantir a vaga direta na CL dão uma boa mostra de que o Milan ambicionou demais com um elenco tão mal construído. Não cabe a Ancelotti explicar o motivo de tanta distância em relação à Inter. Melhor perguntar para Braida, Galliani e Berlusconi, que bancaram tantas contratações arriscadas. Se o elenco não sofrer uma ampla reformulação, a vida útil de Leonardo como treinador não deve passar de um ano. E a saída algo forçada de Kaká para o Real Madrid não o ajuda em nada.

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