Serie A

Review da temporada: Bari

Muito seguro na marcação, Leonardo Bonucci foi o grande nome dessa boa campanha do Bari (Getty Images)

A CAMPANHA 10ª colocação, 50 pontos. 13 vitórias, 11 empates, 14 derrotas
FORA DA SERIE A Eliminado na terceira fase da Copa da Itália, pelo Empoli
O ATAQUE 49 gols
A DEFESA 49 gols
OS ARTILHEIROS Paulo Barreto (14 gols) e Edgar Álvarez, Riccardo Meggiorini e Sergio Almirón (ambos com 5)
ONIPRESENTES Leonardo Bonucci (38 jogos) e Jean François Gillet e Edgar Álvarez (ambos com 37)
O TÉCNICO Gian Piero Ventura
QUEM DECIDIU Leonardo Bonucci
QUEM DECEPCIONOU Antonio Langella
QUEM SURGIU Andrea Ranocchia
QUEM SUMIU Daniele De Vezze
MELHOR CONTRATAÇÃO Leonardo Bonucci
PIOR CONTRATAÇÃO Marco Pisano
NOTA DA TEMPORADA 7

Campeão da Serie B na temporada passada, o Bari chegou à divisão máxima do futebol italiano pela porta dos fundos, jogando fora a organização construída na temporada do título. A tentativa de venda para empresários norte-americanos foi mal sucedida e o técnico da ascenso, Antonio Conte, foi demitido. O mais lógico era pensar que esse time estava fadado a lutar contra o rebaixamento. Mas para a alegria dos torcedores pugliesi, as coisas tomaram outro rumo. A chegada do desacreditado Gian Piero Ventura fez muito bem ao grupo e, com um conjunto muito forte, o Bari fez campanha regular, alcançou a inédita marca de 50 pontos na Serie A e conseguiu escapar do rebaixamento, dez rodadas antes do fim do campeonato.

Muito disso se deve ao forte sistema defensivo montado pelo técnico genovês. Ventura apostou em dois jovens para o miolo da zaga e se deu muito bem: juntos, Bonucci e Ranocchia mostraram muita personalidade e boa técnica, destacando-se e chegando a figurar entre as menos vazadas do torneio. O primeiro jogou todas as partidas da Serie A. Já o segundo se machucou no meio da temporada, mas foi bem substituído por Andrea Masiello, quando necessário, empurrando Belmonte para a lateral. Destaque também para Barreto, que se recuperou da má fase do primeiro turno e acabou como artilheiro do time, com 14 gols (o índice poderia ter sido melhor se o brasileiro não tivesse desperdiçado cinco dos nove pênaltis que cobrou).

Enquanto isso, Langella, que tinha chegado do Chievo para dar um salto de qualidade no ataque galletti, não conseguiu se firmar hora alguma e foi deixado de lado pelo técnico Ventura: depois de um tempo, não foi mais relacionado nem para o banco de reservas. Outros que também não conseguiram engrenar foram Sestu e Pisano, contratados na janela de inverno para melhorar o elenco, mas que nada acrescentaram. Nada disso manchou a grande campanha do time da Puglia, que se mostrou a grande revelação do campeonato.

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