Serie A

Review da temporada: Bologna

No ano de seu centenário, o Bologna fez mais uma campanha mediana
e se contentou em comemorar somente a salvezza (Bologna.it)

A CAMPANHA 17ª colocação, 42 pontos. 10 vitórias, 12 empates, 16 derrotas
FORA DA SERIE A Eliminado na terceira fase da Coppa Italia, pelo Novara
O ATAQUE 42 gols
A DEFESA 55 gols
OS ARTILHEIROS Marco Di Vaio (12), Adaílton (11) e Marcelo Zalayeta (4)
ONIPRESENTES Daniele Portanova (36 jogos), Emiliano Viviano e Roberto Guana (ambos com 34)
O TÉCNICO Giuseppe Papadopulo (até a 8ª rodada), Franco Colomba (a partir da 9ª)
QUEM DECIDIU Marco Di Vaio
QUEM DECEPCIONOU Vagelis Moras
QUEM SURGIU Henry Giménez
QUEM SUMIU Massimo Marazzina
MELHOR CONTRATAÇÃO Emiliano Viviano
PIOR CONTRATAÇÃO Rafael Santos
NOTA DA TEMPORADA 4,5

Pelo segundo ano consecutivo, o Bologna conseguiu escapar do rebaixamento por um triz. Dessa vez, só não caiu porque seus adversários pareciam fazer força para ficar com a vaga para a Serie B. Porém, os planos para o centenário não eram muito diferentes desse. Com um mercado bem parado e sem nomes promissores, a salvezza sempre foi o principal (e único) objetivo do time de Renato Dall’Ara. A maior vantagem dos felsinei foi o bom aproveitamento contra os adversários diretos pela permanência: em seis jogos, apenas uma derrota – para o Siena.

Outra vez, Marco Di Vaio foi o jogador mais importante da equipe. Mesmo que não tenha sido eficiente como na temporada passada, quando alcançou a bela marca de 24 gols, o atacante foi decisivo e sagrou-se, de novo, artilheiro do time. Nessa temporada, contudo, teve com quem dividir as responsabilidades: o brasileiro Adaílton conquistou a titularidade e tornou-se peça indispensável no ataque rossoblù. Deixou sua marca 11 vezes. Destaque positivo também para o goleiro Viviano, que estreou na Serie A esse campeonato e formou o pilar mais forte da defesa felsinea. Agora, já tem seu nome vinculado a clubes maiores da Europa. O Arsenal, da Inglaterra, é um deles. Seria uma grande perda para o time de Bolonha.

À sua frente, Portanova e Britos também fizeram apresentações regulares, enquanto os reservas da parte defensiva não conseguiam surpreender. O grego Vagelis Moras até que teve suas oportunidades, mas suas participações apagadas não garantiram um lugar no time. Ao mesmo tempo, o brasileiro Rafael Santos, ex-Atlético Paranaense, apenas esquentava o banco. Rafael entrou em campo apenas duas vezes a temporada inteira e encabeça a lista de contratações mal sucedidas. Quem também decepcionou foi Stephen Appiah, que chegou ao clube em janeiro para dar um toque de experiência ao meio de campo do time, mas que acumulou o mesmo número de presenças que o brasileiro: duas.

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