Serie A

Review da temporada: Bari

A partir desta segunda-feira, realizamos nosso tradicional review da Serie A italiana. Analisaremos a temporada de cada um dos times que disputaram o campeonato, apontando erros, acertos, destaques e decepções de cada equipe. A cada dia serão três postagens sobre o que de melhor e pior aconteceu na Serie A. Acompanhe através dos nossos feeds, do nosso Twitter e também do Facebook. Começamos a partir do lanterna Bari e vamos até o campeão Milan, sem esquecer, é claro, da seleção e dos melhores da temporada. Boa leitura!

Comemoração de gols no Bari foram coisa rara: o pior ataque da competição só funcionou após o rebaixamento e teve média de menos de um gol por jogo (Getty Images)

A campanha: 20ª colocação, 24 pontos. 5 vitórias, 9 empates e 24 derrotas
Ao final de 2010: 20ª colocação
Fora da Serie A: Eliminado pelo Milan nas oitavas de final da Coppa Italia
O ataque: 27 gols, o pior
A defesa: 56 gols, a terceira pior
Time-base: Gillet; A. Masiello, Belmonte (Glik), Rossi, Parisi; Almirón, Donati, Gazzi (Bentivoglio); Álvarez (Huseklepp), Barreto (Rudolf), Ghezzal (Kutuzov).
Os artilheiros: Paulo Vitor Barreto (4 gols), Francesco Grandolfo e Gergely Rudolf (ambos com 3)
Os onipresentes: Andrea Masiello, Jean-François Gillet (36 partidas), Alessandro Gazzi e Massimo Donati (ambos com 31)
Os técnicos: Gian Piero Ventura (até a 24ª rodada) e Bortolo Mutti (a partir da 25ª)
O decisivo: Jean-François Gillet
A decepção: Paulo Vitor Barreto
A revelação: Francesco Grandolfo
O sumido: Emanuel Rivas
Melhor contratação: Marco Rossi
Pior contratação: Paul Codrea
Nota da temporada: 1

Nesta temporada, o Bari deu um belo curso de como ser rebaixado com um elenco que tinha total capacidade de permanecer na Serie A. Após o mercado de verão, a equipe permaneceu praticamente a mesma que conquistou o recorde de pontos da história do clube e a décima posição na temporada anterior – saíram os zagueiros Bonucci, titularíssimo, e Ranocchia, que perdeu a segunda parte do campeonato lesionado. A defesa não se comportou muito bem, apesar de partidas seguras de Rossi e de Andrea Masiello, além do respeito imposto pelo goleiro e capitão Gillet, mas a inexistência de um matador foi o ponto crucial para o fracasso dos pugliesi. Sem o Barreto dos melhores dias, tanto Ventura quanto Mutti tentaram pelo menos quatro opções ofensivas diferentes. Faltou continuidade.

Com crédito após uma ótima temporada, Ventura permaneceu no cargo por mais tempo do que deveria. Após sua saída, Mutti deixou de usar sempre o esquema 4-4-2 e experimentou o time no 4-3-1-2 e no 4-3-3, mas não conseguiu mudanças muito expressivas – exceto uma pequena melhora de performance, mas não de resultados. Para isso, falaram mais alto o mau desempenho de gente que foi fundamental na última temporada, como o já citado Barreto e Almirón, que viveu problemas com a torcida. As lesões de Rivas e de Ghezzal por boa parte do campeonato também acabaram prejudicando o time, que não teve uma alternativa confiável pelo flanco esquerdo por muito tempo.

No final das contas, o rebaixamento foi muito merecido – no total, o time passou 30 rodadas na zona de rebaixamento, tendo a adentrado na 9ª rodada para não mais sair. O Bari marcou em apenas metade das partidas do campeonato, teve média de menos de um gol por jogo e só chegou a realizar mais de dois gols em oito encontros. A falta de poder de reação da equipe também pode ser verificada diversas vezes, como quando os biancorossi engataram duas sequências de cinco derrotas e uma outra de seis, além de duas sequências de 12 jogos sem vencer. A única boa notícia foi a revelação, na última rodada, do jovem atacante Francesco Grandolfo, de 19 anos, autor de 18 gols no campeonato Primavera e de três na Serie A. Vivendo uma grave crise financeira, talvez seja a hora de o clube recomeçar a partir dos jovens.

1 comentário

  • Acho que o elenco do Bari já era de serie B.
    As lesões atrapalharam muito a equipe porem a falta de peças atrapalho muito mais, incrível como os times na itália não colocam jogador da base nessas horas.

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