Mercado

Pílulas do mercado de inverno

Peça fundamental no Porto da última temporada, Guarín estava encostado no time português e chega para brigar com Palombo pela vaga deixada por Thiago Motta no meio-campo da Inter (inter.it)

O mercado de inverno é conhecido como mercado de reparação, porque as equipes normalmente o utilizam apenas para fazer pequenos ajustes em seus elencos. Menos movimentado que o de verão, raramente reserva grandes surpresas. Dessa vez, não foi diferente. Excluindo-se um ou outro negócio, foi um mercado bem pouco movimentado, no qual Inter, Juventus e Milan, nesta ordem para este blogueiro, fizeram as melhores contratações. Lembramos que a tabela com todas as contratações do mercado de inverno e do de verão se encontra na página Mercado 2011-12, no menu do site. Veja nossa breve análise, time a time.

Legenda
Após o nome de cada jogador, estará entre parênteses a modalidade da transferência, em casos nos quais a negociação não tenha sido em definitivo.
(e) – empréstimo
(re) – retorno de empréstimo
(tde) – transferência definitiva após empréstimo
Posições:
g – goleiro
ld – lateral direito
le – lateral esquerdo
z – zagueiro
v- volante
m – meio-campista
mat – meia-atacante
a – atacante

Atalanta
Chegam:
Guglielmo Stendardo (z, Lazio) (e)
Alessandro Carrozza (m, Varese) (e)
Riccardo Cazzolla (m, Juve Stabia) (e)

Saem:
Matteo Ardemagni (a, Modena) (e)

Leonardo Pettinari (m, Varese) (e)
Simone Padoin (m, Juventus)
Fabio Caserta (m, Juve Stabia)

Mexeu pouco. A diretoria preferiu dar confiança ao elenco que tem e, mesmo com a importante perda de Padoin no penúltimo dia do mercado, não agiu para trazer um substituto imediato. Carmona, que vinha jogando pouco, deve assumir sua vaga e Cazzolla e Carozza, dupla que vem da Serie B e promete dar dores de cabeça aos narradores, deve ser opção de banco. Stendardo, por sua vez, deve assumir vaga de titular aberta com a lesão de Capelli, que está fora da temporada.

Bologna
Chegam:
Matteo Rubin (le, Parma)
Fredrik Sorensen (ld, Juventus)
Ishak Belfodil (a, Lyon) (e)

Saem:
Massimo Coda (a, Siracusa) (e)
Riccardo Pasi (a, Chiasso) (e)
Federico Rodríguez (a, Piacenza) (e)
Manuel Gavilán (a, Piacenza) (e)

Mais um time que mexeu pouco. Nos movimentos em saída, emprestou dois jovens que prometem, mas que pouco tiveram chances no time principal para ganharem alguns minutos e experiência na Lega Pro. Entre os que entraram, a aposta é na juventude: Sorensen foi bem na Juve, mas terá muita concorrência no clube emiliano (Raggi, Garics e até mesmo Pulzetti e Casarini); Belfodil jogou pouco no Lyon, mas é um atacante que promete dar certo na Itália pelo seu físico. Rubin, na lateral esquerda, retorna ao clube pelo qual foi muito bem dois anos atrás e deve brigar pela posição, que não tem dono fixo ainda.

Cagliari
Chegam:
Daniele Dessena (m, Sampdoria) (e)
Nicolas Bovi (m, Reggiana)
Mauricio Pinilla (a, Palermo) (e)

Saem:
Salvatore Burrai (m, Latina)
Daniele Magliocchetti (z, Reggiana)
Davide Biondini (m, Genoa)
Paolo Dametto (z, Prato) (e)
Mauro Vigorito (g, Triestina) (e)

Faltava alguém para fazer gols e esse alguém chegou. Pinilla chega emprestado do Palermo para assumir vaga de titular, já que Nenê, Thiago Ribeiro, El Kabir e Larrivey somam, juntos, apenas seis gols. Metade deles é do argentino, que esteve prestes a ser negociado com o Reggina, da Serie B. No meio-campo, a saída de Biondini pode fazer com que o time perca em intensidade sobretudo na marcação, mas a contratação de Dessena (um retorno ao clube onde viveu boa fase) foi feita para diminuir este impacto. Ao menos o clube fez muitos esforços para segurar o belga Nainggolan, atualmente a peça mais importante na estrutura da equipe de Davide Ballardini, que recebeu proposta da Juventus.

Catania
Chegam:
Marco Motta (ld, Juventus) (e)
Felipe Seymour (v, Genoa) (e)
Juan Pablo Carrizo (g, Lazio) (e)
Osarimen Ebagua (a, Torino) (e)
Wellington (le, Uberaba)

Saem:
Keko (a, Grosseto) (e)
Fabio Sciacca (m, Grosseto) (e)
Mariano Andújar (g, Estudiantes) (e)
Pablo Ledesma (v, Boca Juniors)
Maxi López (a, Milan) (e)
Gennaro Delvecchio (v, Lecce)
Pablo Álvarez (le, Zaragoza) (e)

O Catania foi um dos times mais ativos no último dia do fechamento do mercado, quando fechou com Carrizo, Motta, Seymour, Ebagua e Wellington. Também, pudera: três saídas importantes aconteceram neste inverno. A mais importante foi, claro, a saída de Maxi López para o Milan, que o clube siciliano preferiu resolver em casa: Bergessio assumirá a titularidade, enquanto Ebagua, que vinha sendo reserva no Torino, chega para compor elenco. No gol, Andújar forçou a barra para deixar o clube e deixou uma lacuna no elenco. Carrizo, além de não chegar perto do nível do titular da seleção argentina, ainda não tem ritmo de jogo, já que era o terceiro goleiro da Lazio. Por outro lado, Seymour deve substituir bem Ledesma e Motta busca reencontrar seu futebol esquecido anos atrás, na Udinese. O brasileiro Wellington é uma aposta para um elenco que, mesmo tendo três argentinos a menos após a janela, ainda é o mais portenho da Itália.

Cesena
Chegam:
Vangelis Moras (z, Swansea)
Daniel Pudil (m, Granada) (e)
Alex Teodorani (g, Spal) (re)
Vincenzo Iaquinta (a, Juventus) (e) 
Mario Santana (mat, Napoli) (e)
Simone Del Nero (m, Lazio) (e)

Saem:
Cesar Meza Colli (a, Alavés) (e)
Aldo Simoncini (g, Valenzana)
Éder (a, Sampdoria) (e)
Marko Livaja (a, Inter)
Alex Teodorani (g, Carrarese)
Erjon Bogdani (a, Siena)
Abdelkader Ghezzal (a, Levante)
Antonio Candreva (m, Udinese) (re)

Desastre à vista. Depois de fazer uma boa campanhana última temporada, inclusive no mercado, o Cesena “presenteou” sua torcida com um mau mercado de verão. E um ainda pior no inverno. O time se desfez, de uma hora para outra, de quatro atacantes: dois deles, Éder e Bogdani, jogavam com frequência, e Livaja é uma promessa. Apenas Iaquinta, cheio de problemas físicos e com idade já avançada, não é um grande alento, mas ao menos o jogador, campeão mundial pela Itália em 2006, conhece mais o caminho do gol que os outros jogadores supracitados. Mesmo assim, é difícil que o Cesena desocupe o posto de pior ataque do torneio. A saída de Candreva para a Lazio deverá pesar, sobretudo porque Santana, seu substituto, não vinha jogando pelo Napoli e não tem o mesmo fôlego de anos atrás. E, se Pudil e Moras dão mais experiência ao setor defensivo, a contratação de Del Nero, refugo da Lazio, é risível.

Chievo
Chegam:
Ivan Sala Merli (z, Foligno)
Simone Bentivoglio (m, Sampdoria) (re)
Sergio Viotti (g, Triestina) (re)
Marcos De Paula (a, Bari) (re)
Nikola Gulan (le, Fiorentina) (e)
Dario Dainelli (z, Genoa) (e)

Saem:
Simone Bentivoglio (m, Padova) (e) 
Sergio Viotti (g, Grosseto) (e)

Entre Gulan, De Paula e Dainelli, apenas o último deve flertar com a titularidade no Chievo, uma das equipes com o elenco mais inchado no futebol italiano. A equipe não disputa nenhuma competição além do campeonato italiano e se dá ao luxo de ter um elenco com 31 jogadores – ou seja, pelo menos treze vão para as tribunas a cada fim de semana. E, mesmo assim, a equipe opta por trazer o brasileiro De Paula de volta de seu empréstimo, para um setor que já tem outros seis nomes – incluindo Paloschi e Grandolfo, duas promessas, e Pellissier, titular absoluto. Pelo visto, o presidente Campedelli tem ganhado bastante dinheiro com a venda de doces da sua empresa, a Paluani – que, por sinal é a principal patrocinadora do Chievo – e não tem se importado em ensinar a arte de, aparentemente, rasgar dinheiro.

Fiorentina
Chegam:
Savio Nsereko (a, Juve Stabia) (re)
Amauri (a, Juventus)
Haris Seferovic (a, Neuchâtel Xamax) (re)
Francesco Carraro (mat, Modena) (re)
Rubén Olivera (mat, Lecce)
Kenneth Zohore (a, FC Copenhagen)

Saem:
Alberto Gilardino (a, Genoa)
Marco Augusto Romizi (m, Bari)
Santiago Silva (a, Boca Juniors)
Savio Nsereko (a, Vaslui)
Haris Seferovic (a, Lecce) (e)
Nikola Gulan (le, Chievo) (e) 
Francesco Carraro (mat, Pro Vercelli) (e) 
Gianni Munari (m, Sampdoria)
Khouma El Babacar (a, Racing Santander) (e)

O que dizer de um mercado que teve duas negociações fracassadas por falta de garantia bancária no pagamento por um dos jogadores e por não-obtenção de passaporte comunitário pelo outro? A Fiorentina tem passado longe de ser eficiente em campo e no mercado, como anos atrás. Dessa vez, se Gilardino deixou o clube por falta de motivação e Silva porque fracassou mais uma vez na Itália, faltou repor com mais qualidade e planejamento. El Hamdaoui, do Ajax, e Pizarro, do Lanús, seriam boas reposições, mas faltou ao clube verificar melhor a situação de ambos os jogadores e não deixar para fechar os negócios nas últimas horas. Amauri estreou bem e teve ótima passagem pelo Parma, na última temporada, mas não jogava há oito meses e, convenhamos, apostar todas as fichas em um jogador de 32 anos e sem ritmo de jogo é arriscado. No meio-campo, a contratação de Olivera, um bom jogador para compor elenco e não para ser titular – como será -, apenas revela a falta de ambições da equipe. No quesito revelações, no qual a Fiorentina tem experimentado sucesso nos últimos anos, uma troca: Babacar ganhará minutos no futebol espanhol e o dinamarquês Zohore, seu substituto, tem tanto potencial quanto o senegalês e terá mais chances.

Genoa
Chegam:
Alberto Gilardino (a, Fiorentina)
Davide Biondini (m, Cagliari)
Cesare Bovo (z, Palermo) (tde)
Giuseppe Sculli (a, Lazio)
Danijel Aleksic (a, Kavala) (re)
Roger Carvalho (z, Figueirense)
Ciro Immobile (a, Juventus)
Fernando Belluschi (m, Porto) (e)

Saem:
Sebastián Ribas (a, Sporting (e)
Andrea Caracciolo (a, Novara) (e)
Alexander Merkel (m, Milan)
Danijel Aleksic (a, Saint-Étienne)
Felipe Seymour (v, Catania) (e)
Ciro Immobile (a, Pescara) (e)
Dario Dainelli (z, Chievo) (e)
Lucas Pratto (a, Vélez) (e)

Mercado de verão ou inverno, não importa: o Genoa é sempre ativo, contratando ou vendendo. A pouca paciência de Preziosi com a adaptação dos reforços e, antes mesmo disso, a falta de planejamento nas contratações, faz com que gente como Ribas, Caracciolo, Pratto e Seymour – que chegaram no verão – seja emprestada ou que Sculli, que tenha saído do time há um ano, retorne tão logo surja a oportunidade. O meio-campo foi bem reforçado com as contratações de Belluschi e Biondini, além de Sculli e do retorno à forma de Jankovic, que são versáteis e podem jogar tanto ali quanto no ataque. Ataque que já vinha bem e ganhará mais qualidade com Gilardino, parceiro de qualidade para Palacio, que poderá voltar a ser mais garçom que goleador. Merece destaque também a contratação de Immobile, artilheiro da Serie B pelo Pescara, que se juntará ao time na próxima temporada. Na defesa, uma das mais confusas do campeonato – principalmente após a chegada de Pasquale Marino e seu esquema  tático kamizake – Bovo pode ganhar mais espaço com o empréstimo de Dainelli, mas tanto ele quanto Roger Carvalho, um dos melhores do Brasileirão 2011, pelo Figueirense, terão trabalho.

Inter
Chegam:
Marko Livaja (a, Cesena)
Felice Natalino (ld, Verona) (re)
McDonald Mariga (v, Real Sociedad) (re)
Juan (z, Internacional) 
Aiman Napoli (a, Verona) (re) 
Fredy Guarín (v, Porto) (e)
Angelo Palombo (v, Sampdoria) (e)

Saem:
Luca Caldirola (z, Brescia) (e)
Emiliano Viviano (g, Palermo)
Jonathan (ld, Parma) (e)
Philippe Coutinho (mat, Espanyol) (e) 
Felice Natalino (ld, Crotone) (e)
McDonald Mariga (v, Parma) (e)
Sulley Muntari (m, Milan) (e) 
Thiago Motta (v, Paris Saint-Germain)
Aiman Napoli (a, Prato) (e)

Depois de um mercado de verão questionável, a Inter mexeu pouco, mas foi inteligente. Vendeu, por um valor alto, Thiago Motta ao Paris Saint-Germain e trouxe, por empréstimo, dois jogadores interessantes para realizar a mesma função que ele, em busca da solução para o setor mais frágil da equipe, o meio-campo. Motta, de quase 30 anos, vinha jogando bem, mas muito pouco: se machucava com frequência e, acima de tudo, quis transferir-se para a equipe parisiense, encerrando ciclo muito positivo em Milão. Guarín chegou machucado e não poderá jogar a Liga dos Campeões, mas é candidato a ser titular tão logo se recupere, oferecendo uma mobilidade e um combate que não tem sido tão vistos no meio-campo interista há algum tempo. Palombo, apesar de um ano mais velho que Thiago Motta, está mais inteiro fisicamente e deve oferecer o mesmo que Guarín, mas atuando um pouco mais recuado. O brasileiro Juan mal deve jogar e terá tempo de aprender com os colegas a resolver problemas mostrados durante o Mundial sub-20. No mercado em saída, os jogadores que sairam emprestados em busca de espaço não devem fazer falta.

Juventus
Chegam:
Marco Borriello (a, Roma) (e)
Filippo Boniperti (m, Ascoli) (re)
Carlo Pinsoglio (g, Pescara) (re)
Fausto Rossi (m, Vicenza)
Martín Cáceres (ld, Sevilla) (e)
Cristian Pasquato (a, Lecce) (re)
Ciro Immobile (a, Pescara) (re)
Simone Padoin (m, Atalanta)
Ouasim Bouy (m, Ajax)

Saem:
Filippo Boniperti (m, Carpi) (e)
Iago Falqué (mat, Tottenham) (tde)
Fredrik Sorensen (ld, Bologna)
Carlo Pinsoglio (g, Vicenza)
Amauri (a, Fiorentina)
Simone Di Dio (z, Perugia) (e)
Cristian Pasquato (a, Torino) (e)
Luca Toni (a, Al Nasr)
Ciro Immobile (a, Genoa)
Fausto Rossi (m, Brescia) (e)
Marco Motta (ld, Catania) (e)
Vincenzo Iaquinta (a, Cesena) (e)

Assim como entre julho e setembro, Juventus se movimentou bem no mercado, mas não conseguiu diminuir significativamente seu elenco. Se dessa vez, o número de entradas é menor que o de saídas (três a cinco), três objetos misteriosos com alto salário ainda continuam treinando em Vinovo, sem perspectivas de jogar: Grosso, Krasic e Elia. Transferências de Iaquinta, Amauri e Toni, pelo menos, desincham bastante o ataque, que ganha com a saída dos três e a chegada de Borriello. Quem também deve ser útil é Cáceres, jogador que deve ser reserva, mas que por sua versatilidade pode atuar em qualquer posição da defesa. É, certamente, um ganho em relação a Motta e ao promissor, mas ainda inexperiente Sorensen. Padoin, por sua vez, é um lutador nato e, com muita determinação obediência tática – qualidades que tanto agradam ao técnico Antonio Conte – deve ser bastante utilizado pelo treinador, não obstante seja um dos nomes menos badalados do elenco bianconero.

Lazio
Chegam:
Emiliano Alfaro (a, Liverpool-URU)
Ettore Mendicino (a, Gubbio) (re)
Antonio Candreva (m, Udinese) (e)

Saem:
Giuseppe Sculli (a, Genoa)
Guglielmo Stendardo (z, Atalanta) (e)
Ettore Mendicino (a, Taranto) (e)
Tommaso Ceccarelli (a, Juve Stabia) (e)
Djibril Cissé (a, Queens Park Rangers)
Juan Pablo Carrizo (g, Catania) (e)
Luis Cavanda (le, Bari) (e)
Simone Del Nero (m, Cesena) (e)

Assim como à Fiorentina, faltou planejamento à Lazio. A equipe romana chegou a sonhar alto e negociou com Honda e Nilmar (especula-se que também com Arshavin), mas acordou com Candreva – que é útil, mas passa longe de ser um jogador para dar o chamado salto de qualidade. Além disso, permitiu que Cissé deixasse o clube sem ter um atacante engatilhado para substitui-lo e deve sofrer com isso ao longo do campeonato – inclusive, hoje, contra o Milan, Klose é dúvida e o único atacante disponível no elenco principal é Rocchi. Nesse cenário, a cessão de Sculli, dias antes, também pode acabar pesando, ao passo que Kozák e o recém-contratado Alfaro, promessas, devem ganhar oportunidades. Oportunidades que o jovem Ceccarelli, artilheiro nas divisões de base e algo ambientado ao ritmo de treinamento do time principal, poderia ter na Serie A, mas buscará pela Juve Stabia, na segundona. Para quem briga por uma vaga na Liga dos Campeões, tais erros de planejamento podem custar muito caro.

Lecce
Chegam:
Leonardo Migliónico (z, Livorno)
Manuele Blasi (v, Parma)
Haris Seferovic (a, Fiorentina) (e)
Gennaro Delvecchio (v, Catania)
Valeri Bojinov (a, Sporting) (e)
Luis Muriel (a, Udinese) (e)
Luca Di Matteo (m, Palermo) (e)

Saem:
Djamel Mesbah (le, Milan)
Rodney Strasser (m, Milan) (re)
Stefano Ferrario (z, Parma) (e)
Bryan Bergougnoux (a, Omonia Nicosia) (e)
Cristian Pasquato (a, Juventus) (re)
Luis Muriel (a, Granada) (re)
Rubén Olivera (mat, Fiorentina)

Sem dinheiro em caixa, o negócio é improvisar. O Lecce repete a fórmula do mercado anterior e contrata jogadores experientes e algumas revelações a custo zero. Entre as contratações, a que deve fazer mais efeito é a de Bojinov, atacante que passou com sucesso pelo clube em meados dos anos 2000 e deve ser a referência do perigoso trio de ataque formado juntamente com o habilidoso Muriel e o experiente Di Michele. Seferovic, artilheiro do Mundial sub-17 de 2009, vencido pela sua Suíça, tem acumulado decepções, mas ainda pode explodir. No meio-campo, Blasi e Delvecchio nunca foram grandes jogadores, mas são destruidores de jogo que podem ajudar um time modesto a se salvar do rebaixamento. O problema é que as perdas de Mesbah e Olivera, peças-chave no elenco, podem acabar pesando bastante na busca pelo objetivo da temporada.

Milan
Chegam:
Djamel Mesbah (le, Lecce)
Rodney Strasser (m, Lecce) (re)
Alexander Merkel (m, Genoa)
Cristian Daminuta (v, Tiraspol) (re)
Maxi López (a, Catania) (e)
Giacomo Beretta (a, Ascoli) (re)
Michelangelo Albertazzi (z, Getafe) (re)
Phillip Prosenik (a, Chelsea)
Sulley Muntari (m, Inter) (e)
Kingsley Umunegbu (m, Chiasso)
Lucas Roggia (a, Internacional) (e)

Saem:
Pierre-Emerick Aubameyang (a, Saint-Étienne) (tde)
Taye Taiwo (le, Queens Park Rangers) (e)
Cristian Daminuta (v, Baia Mare) (e)
Giacomo Beretta (a, Juve Stabia) (e) 
Michelangelo Albertazzi (z, Varese) (e)

Mais uma vez, o Milan faz um mercado gastando muito pouco. Apesar de quase cometer a extravagância de contratar Tévez, os rossoneri acabaram ficando com Maxi López, que chega para disputar com El Shaarawy a terceira ou quarta vaga de um ataque fortíssimo. Na lateral, a troca de Taiwo, que nunca se ambientou, por um aguerrido Mesbah deve ser vantajosa para o clube de Milanello. No meio-campo, setor que, por estar dizimado por lesões, era o que mais necessitava de reforços, Adriano Galliani e Max Allegri preferiram trazer de volta Merkel e Strasser, jovens que já estão por dentro da filosofia de trabalho implantada no clube. E, para a sorte dos rossoneri, quem sabe Muntari não siga a tendência dos jogadores que trocam a rival Inter pelo clube de Milanello e não acabe sendo um grande reforço? Ainda sobrou espaço para a chegada do brasileiro Lucas Roggia, que deve ser integrado à equipe Primavera.

Napoli
Chegam:
Eduardo Vargas (a, Universidad de Chile)
Mehdi Kabine (a, Carpi)

Saem:
Giuseppe Mascara (a, Novara)
Leandro Rinaudo (z, Novara) (e)
Mehdi Kabine (a, Carpi) (e)
Mario Santana (mat, Cesena) (e)

Com o elenco praticamente fechado, o Napoli não tinha muito o que fazer no mercado a não ser reduzir seu elenco. E, por isso, tratou de negociar gente como Rinaudo, que nem havia jogado no campeonato, e Mascara e Santana, que não chegaram a ser opções válidas no ataque azzurro. Por outro lado, para compensar, Eduardo Vargas foi uma contratação de peso e com potencial para render milhões ao clube nos próximos anos. Caso o chileno se adapte e mostre na Itália o mesmo futebol que o colocou como principal jogador da ótima Universidad de Chile, o Napoli poderá se dar ao luxo de deixar Lavezzi ir embora no verão.

Novara
Chegam:
Andrea Caracciolo (a, Genoa) (e)
Daniel Jensen (m, sem clube)
Giuseppe Mascara (a, Napoli)
Leandro Rinaudo (z, Napoli) (e)
Gabriel Silva (ld, Granada) (e)

Saem:
Carlos Labrín (z, Palermo)
Luigi Giorgi (m, Siena) (e)
Riccardo Meggiorini (a, Torino)
Alex Pinardi (mat, Vicenza) (e)
Pablo Granoche (a, Varese) (e)

Segundo pior ataque e, com média de dois gols sofridos por jogo, pior defesa da Serie A. Foi com esse panorama que a diretoria do Novara foi ao mercado em busca do milagre da salvação. Para o centro da defesa, a única contratação foi de Rinaudo, que não joga com frequência há pelo menos dois anos, quando passou anônimo por Juventus e Napoli. Para o ataque, Mascara e Caracciolo chegam para assumir a titularidade e marcar os gols que Meggiorini e Granoche, negociados, e Rubino, Jeda e Morimoto pouco conseguiram fazer. No meio-campo, o experiente Jensen chega para fazer companhia a Rigoni no municiamento do ataque. Promessa de fria para Gabriel Silva, que vinha bem no Palmeiras e agora tentará a sorte no lanterna italiano. Se vingar, possivelmente trocará o Granada, clube satélite da Udinese e detentor do seu passe, pela equipe de Údine.

Palermo
Chegam:
Franco Vázquez (mat, Belgrano)
Agon Mehmeti (a, Malmö)
Milan Milanovic (z, Siena) (re)
Daniel Capelletti (z, Sassuolo) (re)
Carlos Labrín (z, Novara)
Emiliano Viviano (g, Inter)
Massimo Donati (v, Bari)
Benito Nicolas Viola (m, Reggina)

Saem:
Daniel Capelletti (z, Juve Stabia) (e)
Cesare Bovo (z, Genoa) (tde)
Francesco Benussi (g, Torino) (e)
Mauricio Pinilla (a, Cagliari) (e)
Mauro Cetto (z, Lille) (e)
Benito Nicolas Viola (m, Reggina) (e)
Luca Di Matteo (m, Lecce) (e)

Dessa vez, o Palermo até que foi tímido no mercado. Boa parte das transferências (chegadas de Mehmeti, Vásquez e Labrín) já estava definida desde o meio de 2011 e os rosanero só agiram para corrigir pequenas deficiências, liberando jogadores que precisavam de mais espaço, como Pinilla, e aqueles que não se adaptaram, como Cetto. Como nem Tzorvas nem Benussi convenceram no gol, a diretoria foi inteligente ao perceber que Viviano já se recuperava da lesão na Inter e precisaria de um time mediano para voltar a jogar. Agora, a equipe tem um dos grandes goleiros em atividade na Itália. Donati, que surpreendentemente permaneceu no Bari mesmo com a queda para a Serie B, custou pouco e deve dar muita consistência na volância, ao lado de Migliaccio. Nos dois jogos em que esteve em campo, já deu uma amostra disso.

Parma
Chegam:
Jonathan (ld, Inter) (e)
Stefano Okaka (a, Roma) (e)
Stefano Ferrario (z, Lecce) (e)
Gabriele Paonessa (mat, Gubbio) (re)
David Lofquist (m, Mjällby)
Stefan Ristovski (ld, Crotone) (re)
Alessandro Elia (m, Viareggio) (re)
McDonald Mariga (v, Inter) (e)

Saem:
Nwankwo Obiora (v, Gubbio) (e)
Matteo Rubin (le, Bologna)
Zé Eduardo (v, Empoli) (e)
Fabio Borini (a, Roma) (tde)
Manuele Blasi (v, Lecce)
Gabriele Paonessa (mat, Como) (e)
Abderrazzak Jadid (m, Grosseto) (e)
Alessandro Elia (m, Arzanese) 
David Lofquist (m, Gubbio) (e)
Graziano Pellè (a, Sampdoria) (e)
Hernán Crespo (a, rescisão de contrato)

O Parma, em tese, vai reforçado para a segunda parte do campeonato. Só deixaram o clube jogadores que estavam sem espaço e jovens que precisavam de experiência e, em contrapartida, foram contratados jogadores que podem ser titulares ou que ao menos darão força ao banco de reservas. Os dois principais reforços chegam da Inter: Jonathan brigará com Valiani por uma posição na ala direita do 3-4-3 que Donadoni tem utilizado, enquanto Mariga possivelmente assumirá a titularidade no meio-campo, em sua volta ao time em que viveu a grande fase de sua carreira. É possível, aliás, que Donadoni estude mudanças no esquema tático para abrigar o queniano, que tem características muito semelhantes às do capitão Morrone, com quem jogou junto anos atrás.

Roma
Chegam:
Nicolás López (a, Nacional de Montevidéu)
Fabio Borini (a, Parma) (tde)
Alexis Ferrante (a, Piacenza)
Valerio Virga (m, Virtus Lanciano) (re)
Simone Sini (z, Bari) (re)
Marquinho (m, Fluminense) (e)

Saem:
Marco Borriello (a, Juventus) (e)
Stefano Okaka (a, Parma) (e)
Gianluca Caprari (a, Pescara) (e)
Simone Sini (z, Livorno) (e)
Ahmed Barusso (v, Nocerina) (e)
David Pizarro (m, Manchester City) (e)

A Roma também mexeu pouco no elenco. Pensando no futuro, a equipe giallorossa garantiu a contratação em definitivo de Borini e também contratou os jovens Nicolás López e Ferrante (este último jogará pela equipe Primavera). Marquinho, por sua vez, deve oferecer sua versatilidade a Luis Enrique, que poderá utilizá-lo até mesmo como lateral-esquerdo. Entre os brasileiros que chegaram na Itália neste mercado, deve ser o que mais entrará em campo na temporada. No mercado de saída, o meia-atacante Caprari terá minutos de jogo pelo Pescara de Zeman e Okaka, que ainda não mostrou evoluções desde que surgiu, será reserva no Parma. Borriello e Pizarro, que pouco entraram em campo na primeira metade da temporada, estão saindo por empréstimo e dificilmente vestirão novamente a camisa romanista.

Siena
Chegam:
Luigi Giorgi (m, Novara) (e)
Niccolò Gianetti (a, Gubbio) (re)
Erjon Bogdani (a, Cesena)

Saem:
Gennaro Troianiello (mat, Sassuolo)
Milan Milanovic (z, Palermo) (re)
Gabriele Angella (z, Udinese) (re)
Mihail Ivanov (g, Piacenza) (e)
Niccolò Gianetti (a, Südtirol) (e)

Saídas insignificantes e uma contratação que dificilmente terá impacto. O mercado do Siena foi modesto, mas até que o presidente Antonio Mezzaroma tentou surpreender: no último dia do mercado, ofereceu um contrato de um ano e meio a Pippo Inzaghi, que acabou recusando. O clube acabou ficando com Bogdani, que estava na reserva do Cesena e retorna ao Siena para continuar na reserva. Ou alguém imagina que o albanês barrará o capitão Calaiò ou a grande fase do jovem Destro?

Udinese
Chegam:
Jean-Alain Fanchone (le, Arles)
Gelson Fernandes (m, Saint-Étienne) (e)
Bryan Carrasco (ld, Audax Italiano) (e)
Gabriele Angella (z, Siena) (re)
Matej Vydra (a, Brugge) (re)
Luis Muriel (a, Granada)
Antonio Candreva (m, Cesena) (re)
Juan Surraco (m, Torino) (re)
Michele Pazienza (v, Juventus) (e)

Saem:
Thierry Doubaï (v, Sochaux) (e)
Gabriele Angella (z, Reggina) (e)
Emanuele Belardi (g, Reggina)
Luis Muriel (a, Lecce) (e)
Abdoul Sissoko (v, Brest) (e)
Piermario Morosini (m, Livorno) (e)
Juan Surraco (m, Grosseto)
Antonio Candreva (m, Lazio) (e)

Na Udinese, a prioridade foi reforçar a volância, afetada pela participação de Badu e Asamoah, titulares da equipe, pela seleção de Gana na Copa Africana de Nações. A equipe zebrada de Údine até tinha os garotos Sissoko e Doubaï como substitutos em potencial, mas parece que ambos ainda não estão maduros – tanto é que foram emprestados para equipes de pequenas ambições na França. Por isso, a diretoria foi de encontro à sua postura usual no mercado e foi atrás de uma dupla de jogadores experientes. Gelson Fernandes, que jogou bem pelo Chievo na última temporada, e Pazienza, que retorna ao clube, deverão ser titulares até a volta dos ganeses e, mesmo com a volta dos dois da CAN, poderão brigar pela titularidade. Além do mais, ambos podem ser inscritos na Liga Europa e darão profundidade ao elenco bianconero em um período de muitos jogos. Uma lição à Lazio no quesito planejamento. A rigor, a Udinese larga na frente dos laziale e briga com a Inter pela terceira vaga na Liga dos Campeões.

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