Serie A

9ª rodada: com goleada, Atalanta aproveita tropeços de adversárias e encosta na ponta



Na 9ª rodada da Serie A, Juventus, Inter e Napoli enfrentavam adversários abordáveis. A expectativa era de vitórias para as três equipes, que largaram como principais concorrentes ao título de 2019-20. No entanto, surpresa: o trio amargou empates e deixou o fim de semana positivo para Atalanta e Roma. Confira o que aconteceu na jornada e já vá se preparando: a 10ª rodada acontece entre terça e quinta dessa semana.

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O jogão

Um novo erro de De Ligt condenou a Juventus a um tropeço contra o Lecce (Getty)

Atalanta 7-1 Udinese

Gols e assistências: Ilicic (De Roon), Muriel (pênalti), Ilicic, Muriel (Gómez), Pasalic (Gómez), Muriel (pênalti) e Traoré; Okaka
Tops: Muriel e Ilicic (Atalanta)
Flops: Opoku e Samir (Udinese)

Sem dó nem piedade da Udinese, a Atalanta construiu um 7 a 1 para chamar de seu e encostou na dupla de gigantes que briga pelo scudetto. Com a goleada, a equipe de Gasperini chegou aos 20 pontos – a dois da Inter e três da Juventus. Por larga margem, os bergamascos também têm o melhor ataque da competição, com 28 gols marcados. São oito a mais que os nerazzurri de Milão, que vêm na sequência.

A máquina orobica, porém, ainda mostra grave instabilidade defensiva. Isso ficou nítido mais uma vez quando Kjaer, principal reforço da zaga, cometeu um erro crasso frente a Okaka e permitiu que a Udinese saísse em vantagem, aos 11 minutos. Na sequência, Gollini ainda precisou fazer uma defesa importante para evitar que Lasagna ampliasse. Aos 21, porém, os ventos mudaram: Ilicic, que estava apagado, entrou no jogo e empatou. Já aos 32, o esloveno arrumou pênalti e a expulsão de Opoku no mesmo lance. Muriel cobrou, fez valer a lei do ex e deu início ao show nerazzurro.

Com mais espaço para jogar, a Atalanta deslanchou. Ilicic marcou o terceiro ainda no primeiro tempo e, sete minutos depois do intervalo, a Dea já vencia por 5 a 1. O time da casa até tirou o pé do acelerador após construir tamanha vantagem, mas a patente fragilidade da defesa da Udinese permitia que as chegadas de Castagne, pelo flanco esquerdo, e as incursões centrais de Ilicic e Gómez continuassem levando perigo. Samir contribuiu com a farra atalantina após cometer um pênalti duríssimo e ainda restou tempo para que o marfinense Traoré, de apenas 17 anos, estreasse na Serie A com um gol de fora da área.

Olho no lance

O garoto Esposito e Lukaku lamentam empate da Inter contra o Parma (AFP/Getty)

Lecce 1-1 Juventus

Gols e assistências: Mancosu (pênalti); Dybala (pênalti)
Tops: Gabriel (Lecce) e Dybala (Juventus)
Flops: Calderoni (Lecce) e De Ligt (Juventus)

O Lecce treinado por Liverani sempre se destacou pelo poder ofensivo e pela coragem ao buscar o jogo. Contudo, para permanecer na elite mesmo com elenco limitado, uma equipe precisa saber a hora de se adaptar e buscar uma maior consistência defensiva. Nesse sentido, o que vimos no Via Del Mare foi um bom sinal para o torcedor da casa. Preocupado com o desgaste físico, Sarri poupou Ronaldo, Matuidi e Khedira, mantendo o 4-3-1-2 como sistema de jogo e promovendo as entradas de Bentancur, Can e Dybala. O Lecce por sua vez, teve Falco no banco e foi para o jogo com jogadores mais físicos em seu meio-campo.

Sem contar com os apoios de Ronaldo e com menos potência pela esquerda, já que Matuidi não estava em campo, a Vecchia Signora viu o Lecce igualar o jogo em termos físicos e limitar a circulação ofensiva dos atuais campeões. Tachtsidis vigiava Higuaín, Majer ficava com Bentancur e Diego Farias e Mancosu se revezavam para impedir que Pjanic organizasse o jogo da Juventus com tranquilidade. Com as duas equipes se anulando dentro de campo, o primeiro tempo foi marcado pelo domínio da Juventus em posse de bola e no número de finalizações: foram 15 tentativas, mas só uma acertou o alvo.

No começo do segundo tempo, Petriccione cometeu pênalti e Dybala converteu para inaugurar o marcador. O gol parecia definitivo, uma vez que os donos da casa seriam obrigados a se abrirem em busca do empate – e, dessa maneira, ofereciam maiores espaços para a progressão rival. Entretanto, apenas seis minutos do gol de Dybala, De Ligt colocou a mão na bola dentro da grande área (de novo!) e Mancosu cobrou com perfeição para empatar o duelo. Foi o quarto gol de penalidade do camisa 8 do Lecce no campeonato. Depois do empate, Sarri realizou algumas trocas e a Juventus aumentou sua produção ofensiva, mas sem conseguir chegar ao gol da vitória. Para a sorte dos bianconeri, Inter e Napoli também empataram na rodada.

Inter 2-2 Parma

Gols e assistências: Candreva e Lukaku (Candreva); Karamoh e Gervinho (Karamoh)
Tops: Candreva (Inter) e Karamoh (Parma)
Flops: Brozovic (Inter) e Sprocati (Parma)

Quando entrou em campo no San Siro para enfrentar o Parma, a Inter já sabia do resultado ruim da Juventus e ciente de que tinha a oportunidade de reassumir a liderança do campeonato. Por isso, o time entrou bastante pilhado na partida, jogando com muita intensidade e buscando anular a força de contra-ataque do Parma. Sem poder contar com Sensi, Conte mais uma vez apostou por Gagliardini na equipe titular. Apesar da falta de qualidade técnica e de não oferecer o que o baixinho oferece em termos de movimentação e criação ofensiva, o camisa 5 foi importante na pressão inicial interista.

Aos 23 minutos, Candreva abriu o placar. O meia aproveitou a sobra de bola de um escanteio e contou com desvio em Kulusevski e Dermaku para enganar Sepe e marcar o gol. O Parma – que esteve perdido nos primeiros 20 minutos – respondeu bem ao tento sofrido e tratou de dificultar a saída de bola da Inter. Para isso, D’Aversa colocou o jovem Kulusevski para realizar um trabalho individual sobre Brozovic e deixar o croata desconfortável em campo. Foi assim que o empate ocorreu: o regista errou ao iniciar uma jogada, Karamoh roubou a posse, acelerou e finalizou com qualidade, fazendo valer a lei do ex.

Depois do empate do Parma, a Inter foi ficando cada vez mais pressionada na partida e o segundo gol dos visitantes foi apenas questão de tempo. Brozovic errou novamente, Karamoh ficou no mano a mano com Godín, bateu o uruguaio com facilidade e rolou para Gervinho virar a partida. No segundo tempo, os nerazzurri voltaram a pressionar nos primeiros minutos de partida e Candreva novamente apareceu de maneira decisiva, achando Lukaku dentro da área. O belga dominou, fez o giro e empatou a partida. Depois do segundo gol, Conte tentou ajustar sua equipe, realizou mudanças e o time respondeu bem em termos de esforço e postura, mas – sem Sensi – esbarrou na falta de criatividade e deixou dois pontos pelo caminho.

Roma 2-1 Milan

Gols e assistências: Dzeko (Mancini) e Zaniolo; Hernandez (Calabria)
Tops: Zaniolo e Mancini (Roma)
Flops: Kessié e Conti (Milan)

Fazia tempo que uma rodada não era tão boa para a Roma. Neste final de semana, a equipe giallorossa conseguiu encostar no Napoli, quarto colocado, e ainda teve uma atuação dominante contra um rival historicamente complicado. O Milan, a bem da verdade, colaborou fortemente com isso. A equipe de Pioli acumulou erros individuais e facilitou muito a vida dos capitolinos, que estavam com muitos desfalques no meio-campo – o zagueiro Mancini chegou a ser improvisado como volante mais uma vez.

O jogo começou travado, com pouca penetração das duas equipes nas áreas adversárias. As oportunidades apareciam apenas em finalizações de fora da área e lances de bola parada. Foi assim que saiu o primeiro gol: depois de Zaniolo obrigar Donnarumma a espalmar um chute para escanteio, Dzeko apareceu desmarcado na grande área (em falha de Kessié) e abriu o placar. Na comemoração, colocou sua máscara na boca, como se fosse Hannibal – travestido em “assassino da grande área”.

A Roma teve oportunidades para ampliar, mas Donnarumma mantinha o Milan vivo com defesas importantíssimas. Depois que Hernandez encontrou um gol num lance fortuito, a Roma voltou a crescer, embalada pelos muitos erros dos rossoneri – a profusão de falhas se dava sobretudo na péssima saída de bola. Numa dessas lambanças, Dzeko roubou a posse e tentou passar em profundidade para Pastore. A bola sobrou para Zaniolo, que guardou. Os romanistas ainda tiveram mais algumas chances de ampliar (todas graças a erros crassos do Diavolo), mas não anotaram. Ainda assim, tomaram a quinta posição e mantiveram o Milan na parte de baixo da tabela – agora, na 12ª colocação.

Genoa 3-1 Brescia

Gols e assistências: Agudelo (Pinamonti), Kouamé (Ghiglione) e Pandev (Kouamé); Tonali
Tops: Kouamé (Genoa) e Tonali (Brescia)
Flops: Ankersen (Genoa) e Gastaldello (Brescia)

O “profe” Thiago Motta estreou com o pé direito no comando do Genoa. O ítalo-brasileiro não teve nem uma semana para trabalhar seus conceitos, mas já transformou sensivelmente a forma de jogar da equipe, que era desorganizada com Andreazzoli e não vencia desde a 2ª rodada. Passou no primeiro teste o chamado 2-7-2 – que, explicamos aqui, é um 4-3-3 com laterais e pontas abertos e muita movimentação dos jogadores na faixa central.

Na primeira etapa, porém, Genoa e Brescia praticamente se igualaram, e os visitantes chegaram a ter atuação levemente superior – que culminou no golaço de falta de Tonali. Motta soube avaliar o que estava dando errado em seu time e fez três alterações decisivas. Afinal, os três jogadores que entraram em campo marcaram os gols da vitória. Na Serie A, nunca havia ocorrido de os três substitutos de um mesmo time balançarem as redes num único jogo. Kouamé foi o que causou mais impacto: acertou a trave segundo depois de pisar no gramado, marcou um lindo gol de voleio, deu uma assistência e ainda incomodou a zaga bresciana até os minutos finais.

Os demais jogos

Como Hannibal, Dzeko contribuiu para que a Roma devorasse o Milan (Getty)

Fiorentina 1-2 Lazio

Gols e assistências: Chiesa (Ribéry); Correa (Immobile) e Immobile (Lukaku)
Tops: Immobile e Luis Alberto (Lazio)
Flops: Ranieri e Pezzella (Fiorentina)

Em Florença, tivemos um jogo de duas caras – ambos com hegemonia da Lazio. Mesmo como mandante, a Fiorentina de Montella não conseguiu se impor e viu os romanos pressionarem desde o apito inicial. O primeiro tempo, que teve nível bem superior ao segundo, começou com lance dúbio de pênalti e um gol anulado para a equipe celeste. Aos 22 minutos, o ímpeto laziale foi traduzido num belo gol: Immobile encontrou Correa no limite da linha de impedimento e o argentino driblou Dragowski para abrir o placar.

A Lazio poderia ter ampliado com o mesmo Correa, na sequência, mas dessa vez Dragowski levou a melhor. A defesa do polaco se mostrou importantíssima porque, aos 27, Ribéry fez uma ótima jogada pelo flanco esquerdo e encontrou Chiesa, que empatou fortuitamente. Depois do intervalo, Montella recuou as linhas de sua equipe e Inzaghi teve dificuldades de encontrar alternativas para fazer a Lazio deslanchar, sem a profundidade que gosta de explorar, com a criação de Luis Alberto e a movimentação de Immobile e Correa. Nesse sentido, a entrada de Lukaku foi fundamental: o belga quebrou as linhas com arrancadas e participou da jogada do segundo gol, marcado por Immobile, e daquela que originou o pênalti desperdiçado por Caicedo. O equatoriano, já nos acréscimos, parou em Dragowski.

Spal 1-1 Napoli

Gols e assistências: Kurtic (Gabriel Strefezza); Milik (Allan)
Tops: Kurtic (Spal) e Ospina (Napoli)
Flops: Paloschi (Spal) e Mertens (Napoli)

O Napoli de 2019-20 poderia constar num dicionário ilustrado como exemplo do verbete “estagnação”. Rodada após rodada, a equipe de Ancelotti apresenta as mesmas dificuldades de marcar gols. Seja por não conseguir ser eficiente ao tentar furar sistemas defensivos compactos, seja por não ter competência na hora de finalizar. Contra a Spal, o roteiro foi o mesmo de outros jogos, mas com desfecho pior para os azzurri: os napolitanos perderam a chance de diminuir a desvantagem para Juventus e Inter e, ao contrário, viram a Atalanta se distanciar e Roma e Lazio se aproximarem.

A partida começou com Petagna acertando o travessão numa cobrança de falta, o que poderia ter alterado o rumo das coisas. Afinal, Milik abriu o placar aos 9 minutos, com chute de fora da área, e logo a Spal empatou. Aos 16, o brasileiro Gabriel Strefezza construiu uma de suas muitas jogadas pela ala direita e serviu Kurtic, que deslocou Ospina. O goleiro colombiano salvou os napolitanos com uma defesaça, no início da etapa final, e acordou o seu time. Mesmo assim, o Napoli teve dificuldades de entrar na área dos estensi e tentou finalizações de fora dela – numa delas, Ruiz acertou a trave. De resto, Berisha respondeu com defesas importantes e segurou o empate.

Torino 1-1 Cagliari

Gols e assistências: Zaza (Belotti); Nández (Simeone)
Tops: Sirigu (Torino) e Nández (Cagliari)
Flops: Falque (Torino) e Ceppitelli (Cagliari)

Neste duelo entre times que correm por fora na luta por vagas continentais, o Cagliari se deu melhor, ainda que tenha deixado a zona de classificação para a Liga Europa. A equipe visitante, inclusive, poderia ter saído do Olímpico Grande Torino com uma vitória, mas Sirigu – que é sardo, como os casteddu – segurou o resultado. Isso, contudo, não impediu que o Toro deixasse o campo vaiado por parte da sua torcida. O clima não é bom e, no fim de semana, tem clássico com a Juventus.

O Cagliari teve excelente atuação de seus meio-campistas, liderados por Nainggolan e Nández – o primeiro, mais ativo na criação; o segundo, com mais intensidade. O uruguaio, contudo, também aparecia para concluir e aproveitou um domínio errado de Simeone para abrir o placar e marcar o seu primeiro gol em solo italiano. Por sua vez, o Torino dependeu demais de coelhos que Belotti tirava da cartola. Na etapa inicial, ele aproveitou um erro de Ceppitelli e só não marcou porque Olsen abafou, na saída de bola. O Galo, aliás, tirou o capitão rossoblù para dançar e forneceu a assistência para Zaza diminuir o prejuízo.

Bologna 2-1 Sampdoria

Gols e assistências: Palacio (Soriano) e Bani (Mbaye); Gabbiadini (Vieira)
Tops: Bani e Palacio (Bologna)
Flops: Bereszynski e Quagliarella (Sampdoria)

No jogo que movimentou o almoço de domingo na Itália, o Bologna não ofereceu chances à Sampdoria. Embalado por um Palacio em estado de graça, o time da casa foi amplamente superior aos blucerchiati e conseguiu ganhar três posições na rodada. Em uma única tacada, os felsinei deixaram Udinese, Milan e Torino para trás e subiram para a parte de cima da tabela.

Palacio foi um perigo constante para a defesa da Samp, que mesmo mais compacta desde a chegada de Ranieri, sofreu com o “vovô” de quase 38 anos. Não fosse Audero, o argentino teria anotado o primeiro já na etapa inicial, mas as redes foram balançadas apenas aos 48. A Sampdoria quase não conseguia entrar na área bolonhesa com a bola dominada e, por isso, as alternativas eram os chutes de média e longa distância.

Um deles, de Quagliarella, foi desviado por Gabbiadini e explodiu na trave – o próprio Manolo se utilizou desse caminho para marcar o tento de empate. Apesar de ter sofrido um golaço do seu antigo jogador, o Bologna não se assustou e matou a partida aos 78. Bani, que vinha sendo um pilar defensivo, coroou sua atuação com o tento decisivo.

Verona 0-1 Sassuolo

Gols e assistências: Djuricic (Boga)
Tops: Djuricic e Boga (Sassuolo)
Flops: Günter e Pessina (Verona)

No Marcantonio Bentegodi, Verona e Sassuolo abriram a rodada com um duelo morno, no qual os dois times sofreram para colocar em prática o melhor de suas ideias. Juric escalou os donos da casa no 3-4-2-1 e, como não pode contar com Miguel Veloso, optou por recuar Pessina para a linha de volantes. Já De Zerbi escalou o Sassuolo no 4-3-3, com o jovem Romagna como titular no lugar de Ferrari.

O jogo começou com o cenário esperado, com o Sassuolo controlando a posse de bola e colocando seus mecanismos táticos em ação. Ou seja, sustentar a saída pela direita com Toljan, contar com Berardi como o homem que oferece profundidade pelo mesmo flanco, deixar Magnanelli e Duncan mais fixos como volantes e liberar Boga e Duricic para flutuarem em zona central. Por sua vez, o Hellas trabalhou bem defensivamente, realizando bloqueios com os dois meias mais avançados e dificultando a fluidez do ataque rival.

No começo do segundo tempo, o Sassuolo finalmente conseguiu destravar uma situação produtiva de ataque e marcou. Numa transição rápida para o ataque, Magnanelli conduziu por dentro, achou Boga pela esquerda e o camisa 7 ativou Duricic por dentro. O sérvio finalizou com força e abriu o placar. Com a desvantagem, o Hellas se lançou ao ataque, com Salcedo e Stepinski em campo. Contudo, sem Miguel Veloso para organizar e se valer da bola parada, a equipe não teve eficácia e passou em branco.

Seleção da rodada

Donnarumma (Milan); Mancini (Roma), Bani (Bologna), Tomovic (Spal); Ilicic (Atalanta), Zaniolo (Roma), Luis Alberto (Lazio), Gómez (Atalanta); Kouamé (Genoa), Immobile (Lazio), Muriel (Atalanta). Técnico: Thiago Motta (Genoa).



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