Liga dos Campeões

Apagada, Juventus vê Lyon abrir vantagem nas oitavas da Champions League



Nesta quarta-feira de cinzas, a Juventus se encontrava na França, onde enfrentaria o Lyon pelo jogo de ida da oitavas de final da Champions League. Em meio a todo o caos que ocorre no norte da Itália por conta dos crescentes casos de coronavírus, a partida chegou a ter presença de torcedores italianos, que viajaram até o país vizinho e viram um time totalmente apático em campo. Se fosse no Brasil, falaríamos que a Juventus estava na ressaca do Carnaval. A derrota por apenas 1 a 0 saiu barata.

O começo do jogo mostrou algo que se esperava: um Lyon compacto e a Juve pressionando. As melhores jogadas dos bianconeri viriam pelos lados e principalmente com Cristiano Ronaldo, que caía pelo flanco esquerdo enquanto Dybala era o falso 9. Com 7 minutos, o português cruzou na área e por pouco Cuadrado não conseguiu chegar na bola. Essa pressão se manteve pelos primeiros 20 minutos e só parou quando o time francês acertou o travessão com Toko-Ekambi, que se antecipou à defesa para escorar uma cobrança de escanteio fechada.

Isso acordou o time da casa e assustou os visitantes. O Lyon já começava a controlar o meio-campo com Aouar e Bruno Guimarães, dinâmicos no perde e pressiona e também nas trocas de passe – sobretudo em oposição ao pequeno futebol apresentado por Pjanic e Rabiot. Conhecedor do futebol de Pjanic, com quem trabalhou entre 2013 e 2016, na Roma, o técnico Rudi Garcia soube colocar o seu antigo pupilo em dificuldade.

Para piorar para a Juventus, em cobrança de falta a favor do clube italiano, De Ligt acabou levando um severo corte na cabeça. O holandês teve que sair de campo para conter o sangramento e voltou com uma touca branca, no melhor estilo Chiellini. Porém, quando o zagueiro estava sendo atendido, o Lyon aproveitou a superioridade numérica. Aouar fez bela jogada, invadiu a área e tocou para Tousart abrir o placar. Festa para a torcida que lotou o Groupama Stadium.

Quem achou que o Lyon voltaria a se fechar depois de abrir o marcador se enganou. Porém, faltou mais precisão nas finalizações para arrancar um resultado ainda mais positivo. Toko-Ekambi, muito confortável no mano a mano com Bonucci, era o mais perigoso do OL.

A partir dos 15 minutos do segundo tempo a Juventus deu uma acordada com a entrada de Ramsey no lugar de Pjanic. Porém, jogar melhor do que na primeira etapa não era muito difícil. Pouco depois, Cuadrado deu lugar para Higuaín e, com isso, Dybala ficou mais solto. La Joya teve uma boa oportunidade perto da marca do pênalti mas pegou mal na bola. A reta final do jogo, então, voltou a ser de ataque contra defesa.

Na tentativa de tentar chegar ao empate, a Juventus até marcou. Dybala recebeu belo passe de Bentancur e chegou a finalizar para as redes, mas estava em posição de impedimento. Também houve espaço para polêmicas de arbitragem. Num lance, Ronaldo se chocou com Denayer dentro da área e ficou pedindo pênalti, mas deu para perceber que foi um choque natural do jogo. Já nos acréscimos, Bruno Guimarães segurou Dybala dentro da área, gerando muita reclamação dos jogadores da Juve. Porém, o árbitro Jesús Gil Manzano estava próximo do lance e também considerou o lance normal. O VAR respeitou a decisão de campo.

Apagada, a Juventus somou números negativos nessa partida. Foi a primeira vez desde 2004 que a equipe italiana não deu um mísero chute a gol na Champions League. Parte disso se deve até mesmo ao craque do time, que insistiu em cobrar faltas. Desde que chegou ao clube, Ronaldo bateu 38 e carimbou a barreira em 24 delas.

Por fim, Sarri voltou a perder em competições europeias depois de 22 partidas de invencibilidade. O treinador disse nas entrevistas pós-jogo sobre a dificuldade de implementar o seu sistema ofensivo e disse que sempre pede para seus jogadores tocarem a bola rápido. A volta ocorre apenas no dia 17 de março e veremos se o napolitano conseguirá modificar mecanismos da equipe até lá, adaptando-a a seus preceitos.

Por enquanto, a Juventus se concentra no Derby d’Italia desse domingo, contra a Inter, e o torcedor sonha com a reedição do que ocorreu nas oitavas de final da UCL do ano passado: depois de perderem de 2 a 0 para o Atlético de Madrid, os bianconeri viram Ronaldo marcar uma tripletta e classificar o time para a próxima fase.



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