Serie A

5ª rodada: o frenesi de Milan e Roma marcou um fim de semana agitado na Itália

Quem gosta de ver gol precisa romper com seus preconceitos e assistir a Serie A. Nesta rodada foram “apenas” 41 marcados e somente o Genoa não balançou as redes no confronto contra a Inter. A jornada, que começou com um frenético 3 a 3 entre Sassuolo e Torino, terminou com o mesmo placar entre Milan e Roma. Por sua vez, a Juventus não conseguiu os três pontos contra o Verona, em casa, e o Napoli deu continuidade à sua ascensão. Confira tudo o que aconteceu de melhor no fim de semana italiano.

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Milan 3-3 Roma

Gols e assistências: Ibrahimovic (Rafael Leão), Saelemaekers (Rafael Leão) e Ibrahimovic (pênalti); Dzeko (Pellegrini), Veretout (pênalti) e Kumbulla
Tops: Rafael Leão (Milan) e Dzeko (Roma)
Flops: Tatarusanu (Milan) e Karsdorp (Roma)

Em uma partida com seis gols, quem roubou a cena foi Piero Giacomelli. O árbitro marcou duas penalidades bem polêmicas e só não comprometeu o resultado porque errou para os dois lados e o empate persistiu até o seu apito final. No entanto, se a sua atuação não foi a responsável pela perda dos 100% de aproveitamento do (ainda invicto e líder) Milan, foi capaz de manchar o espetáculo de San Siro, no qual o português Rafael Leão foi protagonista.

Antes do jogo o Milan teve uma péssima noticia: o reserva Hauge e o titularíssimo Donnarumma testaram positivo para covid-19. Com isso, Tatarusanu estrearia na meta rossonera. Porém, em menos de dois minutos de jogo, Leão e Ibrahimovic deixaram qualquer imprevisto de lado com um belo gol – no qual se destacou a enfiada do camisa 17. Só que Tatarusanu comprometeu na primeira vez em que foi exigido, aos 15. O romeno saiu muito mal em cobrança de escanteio e facilitou a vida de Dzeko, que empatou. O jogo, então, ficou lá e cá: tivemos bola na trave da Roma e Tatarusanu fez duas grandes defesas para se redimir.

No começo da segunda etapa, o time da casa marcou de novo: outra bela bola de Leão, desta vez para Saelemaekers finalizar bem. Só que Giacomelli resolveu aparecer e deu um pênalti inexistente para cada lado. O primeiro foi para a Roma, que empatou com Veretout, e logo depois Ibra pode marcar sua terceira doppieta na temporada. A partir de então, o árbitro perdeu o controle do jogo, distribuiu diversos cartões amarelos para ambos os times e até expulsou um assistente do Milan. Em meio ao caos, o terceiro empate da Roma veio do mesmo jeito que o primeiro: na bola parada. Ibrahimovic não conseguiu cortar o cruzamento no primeiro pau e o ótimo Kumbulla aproveitou a sobra. No meio de semana, Milan e Roma têm compromissos pela Liga Europa: em casa, enfrentam Sparta Praga e CSKA Sofia, respectivamente.

Benevento 1-2 Napoli

Gols e assistências: R. Insigne (Lapadula); L. Insigne (Politano) e Petagna (Politano)
Tops: Insigne e Politano (Napoli)
Flops: Sau e Tuia (Benevento)

Benevento e Napoli fizeram mais do que um jogo de Serie A ou um do que um clássico da Campânia: proporcionaram um encontro entre e irmãos. Roberto, do Benevento, e Lorenzo, do Napoli, proporcionaram o “Derby de Insigne”, no qual o mais velho levou a melhor. Eles são os primeiros irmãos a se enfrentarem pelo campeonato desde Paolo e Fabio Cannavaro, cujo último embate ocorreu num Napoli-Juventus, de 2010. Contudo, os fratelli Insigne foram apenas os segundos a marcarem na condição de adversários. Apenas István e Ferenc Nyers, num Inter-Lazio de 1949, haviam sido capazes deste feito.

O começo de jogo foi bastante morno. Apesar de ser o mandante, o Benevento ficou na defensiva para aproveitar os contra-ataques, estratégia que deu certo aos 30 minutos: Lapadula fez uma boa jogada e tocou para Roberto Insigne chutar forte e se emocionar após o gol. O camisa 19 é napolitano, se formou com a camisa do Napoli e estreou na elite vestindo azul, mas nunca teve chances reais. Calhou de anotar o seu primeiro na elite justamente contra seu time do coração.

Só que o seu irmão estava do outro lado. Lorenzo Insigne liderava um Napoli que partiu para cima e deu trabalho a Montipò. O goleiro efetuou boas defesas para evitar o empate e contou até com o travessão para parar a cabeçada de Manolas. Os visitantes ganharam em ofensividade com a entrada de Politano, já na segunda etapa, e chegaram ao empate aos 60 minutos, quando Lorenzinho chutou de longe, com a canhota. Abatido com o gol, Pippo Inzaghi fez três substituições ao mesmo tempo para acordar o seu time, mas não deu certo. Pouco depois das mudanças, o grandalhão Petagna aproveitou o passe de Politano para marcar o primeiro gol pelo clube e levar os pontos para Nápoles. Com o placar, o time partenopeo chegou à vice-liderança da Serie A e deixou o Benevento no meio da tabela. Na quarta, os giallorossi recebem o Empoli, pela Coppa Italia, e o Napoli enfrenta a Real Sociedad, pela Europa League.

No duelo entre os irmãos Insigne, o azzurro Lorenzo levou a melhor sobre Roberto, do Benevento (LaPresse)

Sassuolo 3-3 Torino

Gols e assistências: Djuricic, Chiriches (Djuricic) e Caputo (Berardi); Linetty (Vojvoda), Belotti e Lukic (Belotti)
Tops: Duricic (Sassuolo) e Belotti (Torino)
Flops: Ayhan (Sassuolo) e Sirigu (Torino)

Num daqueles dias em que o Mapei Stadium acaba coberto por um espesso nevoeiro e fica parecendo o Alfredo Jaconi, de Caxias do Sul, Sassuolo e Torino proporcionaram um espetáculo de futebol para os que se esforçaram para acompanhar a partida. Os mandantes controlaram na primeira etapa, com 69% de posse de bola, e foram mais ativo graças às jogadas criadas por Locatelli e Raspadori. O Torino soube se defender bem e, na hora de atacar, chegava com mais perigo do que o adversário. Num dos ataques grenás, Linetty aproveitou o cruzamento de Vojvoda, dominou e finalizou bem para abrir o placar.

A neblina continuou forte no segundo tempo, mas os goleiros não tiveram dificuldades de enxergar. Consigli e Sirigu estavam com a visão em dia, mas só um operou grandes defesas: enquanto o arqueiro dos donos da casa deu show, o confiável veterano do Toro cometeu alguns erros em que não costuma incorrer, mas deu sorte de nenhum deles ter resultado em gols.

Aos 61, De Zerbi efetuou três mudanças de uma só vez e viu o jogo mudar. Dez minutos depois, as alterações deram resultado: Berardi fez boa jogada e achou Müldür que, da direita, cruzou rasteiro para Djuricic tocar de letra e fazer um golaço. A partir de então, a partida ficou maluca. O Torino acordou depois do gol e fez dois em sequência: Belotti e Lukic deixaram o jogo em 3 a 1. Só que, em apenas dois minutos, o Sassuolo empatou novamente. Chiriches fez um golaço com um chute de fora da área e Caputo finalmente apareceu, superando Bremer no alto e deixando o dele, de cabeça. Apesar do empate, o Sassuolo se manteve na vice-liderança do campeonato, enquanto o Torino pode comemorar com seu primeiro ponto e ir para o duelo contra o Lecce, pela Coppa, com mais moral. O Sassuolo folga durante a semana.

Genoa 0-2 Inter

Gols e assistências: Lukaku (Barella) e D’Ambrosio (Ranocchia)
Tops: Ranocchia e D’Ambrosio (Inter)
Flops: Zapata e Ghiglione (Genoa)

A Inter enfrentou dificuldades para superar um Genoa muito defensivo, mas depois de muito tentar conseguiu sair com uma importante vitória do Marassi, encerrando um jejum de três partidas sem triunfos. Treinado por Maran, um especialista em retrancas, o time da casa defendia com oito jogadores e, por vezes, chegava a ter seus onze atletas atrás da linha da bola. Os genoveses não chutaram nenhuma vez ao gol – sua única finalização foi para fora – e Handanovic assistiu a partida de camarote.

Na etapa inicial, os comandados de Conte não conseguiram finalizar à meta – foi a primeira vez que isso aconteceu sob a batuta do treinador. Após 58 minutos em que a Inter não conseguia explorar a profundidade e só cruzava para a área rival, uma mudança de postura do Genoa (associada às entradas de Barella e Hakimi nos lugares de Eriksen e Perisic) fez com que o placar se movimentasse. Os grifoni tentaram adiantar suas linhas e logo foram punidos pela boa jogada de Barella, que tocou para Lukaku abrir o placar. Com a vantagem, a Beneamata teve mais facilidade de controlar o jogo e fez o segundo com D’Ambrosio, após ótima participação de Ranocchia. O zagueiro também fez uma partida bastante segura do ponto de vista defensivo. No meio de semana, a Inter espera jogar mais contra o Shakhtar Donetsk, pela Champions League, enquanto o Genoa encara o Catanzaro, pela Coppa Italia.

D’Ambrosio e Lukaku garantiram uma suada vitória da Inter sobre o Genoa (imago)

Juventus 1-1 Verona

Gols e assistências: Kulusekvski (Morata); Favilli (Zaccagni)
Tops: Rabiot (Juventus) e Silvestri (Verona)
Flops: Bernardeschi (Juventus) e Barák (Verona)

A Juventus ainda não conseguiu embalar no campeonato. Com diversos desfalques, o time foi a campo com Bernardeschi no lado esquerdo – o que se provaria um problema – e, mais uma vez, não conseguiu vencer sem Cristiano Ronaldo. Em seu domingo negativo, a Velha Senhora também viu Bonucci se machucar e virar dúvida para o confronto do meio de semana contra o Barcelona – lembrando que Chiellini e De Ligt também estão no estaleiro. O Verona, que nada teve a ver com isso, somou o seu primeiro ponto em Turim depois de um jejum de 32 anos.

O time da casa começou atacando com tudo: Ramsey achou Cuadrado livre na direita e o colombiano encheu o pé para acertar no travessão. O mesmo Cuadrado se transformou em garçom e enfiou uma bela bola em profundidade para Morata fazer um golaço de cavadinha – anulado por impedimento, após intervenção do VAR. O Hellas também atacava, sobretudo com jogadas inteligentes de Zaccagni e Colley, e também teve um tento anulado.

O mesmo Zaccagni seria o responsável pela jogada que abriu o placar. Bernardeschi errou um passe bobo no meio-campo e a bola sobrou para o trequartista do Verona acionar Favilli, que entrara no lugar de Kalinic. Assim que o atacante que estreou profissionalmente com a camisa bianconera fez valer a lei do ex – e saiu machucado –, Pirlo colocou Kulusevski na esquerda para resolver os problemas da Juve: foi do sueco, com uma bela jogada, o gol de empate. O time melhorou com o camisa 44 e teve muitas chances antes e depois do tento, mas parou no travessão, com Dybala, e em Silvestri. O arqueiro apareceu com três boas defesas na reta final do jogo e garantiu um importante ponto. Enquanto a Juve tem compromisso pela UCL, o Hellas tem clássico pela Coppa Italia: enfrenta o Venezia.

Atalanta 1-3 Sampdoria

Gols e assistências: Zapata (pênalti); Quagliarella (Damsgaard), Thorsby (Jankto) e Jankto (Keita)
Tops: Jankto e Damsgaard (Sampdoria)
Flops: Palomino e Gómez (Atalanta)

O sábado começou com uma zebra, motivada pela má atuação da Atalanta e uma boa execução de proposta de jogo por parte da Sampdoria. Muito permissiva do ponto de vista defensivo, a Dea já sofreu 12 gols em cinco jogos e, para piorar, Hateboer e Gosens fizeram falta para os nerazzurri: poupados por conta do duelo contra o Ajax, pela Champions League, os alas não começaram a partida e as triangulações do time não tiveram a mesma qualidade com Depaoli e Mojica. Gómez, que passou os 90 minutos em campo, também não brilhou.

Méritos também para o ótimo esquema defensivo que Ranieri montou, encurtando os espaços e compactando as linhas para não deixar a defesa doriana exposta. A Dea ainda tentou 20 finalizações da Dea e teve 66% de posse de bola, mas a Samp matou a partida em contra-ataques e jogadas muito objetivas. No primeiro ataque, Quagliarella marcou o seu – na primeira etapa, o veterano ainda perdeu um pênalti, muito bem defendido por Sportiello.

Aos 59, depois de continuar desempenhando bem a sua proposta, a Samp ampliou. Thorsby tabelou com Jankto e entrou na área para completar o lançamento preciso. A Atalanta chegou a diminuir de pênalti, com Zapata, aos 80, e foi com tudo para o ataque, ficando mais exposta aos contragolpes. Foi assim que, nove minutos depois, a Sampdoria garantiu sua terceira vitória seguida. Jankto e Keita atravessaram metade do campo, em ótima jogada, e o checo definiu com um chute cruzado. Durante a semana, os times viram a chavinha: na terça, a Atalanta recebe o Ajax, pela UCL, e a Samp encara a Salernitana, pelo terceiro turno da Coppa Italia.

A Juventus teve muitas dificuldades para superar a forte defesa do Verona (imago)

Lazio 2-1 Bologna

Gols e assistências: Luis Alberto e Immobile (Fares); De Silvestri (Santander)
Tops: Luis Alberto e Fares (Lazio)
Flops: Danilo e Tomiyasu (Bologna)

Em bom momento, embalada pela vitória sobre o Borussia Dortmund na Champions League, a Lazio fez o seu dever de casa contra o Bologna. O time romano foi a campo sem Milinkovic-Savic, poupado, e ainda deixou Lazzari, Luiz Felipe e Parolo descansando no banco. Os visitantes até saíram na frente, com um chute de fora da área de Svanberg, mas o VAR pegou uma falta na origem do lance e o tento acabou anulado. O primeiro tempo foi equilibrado, com leve vantagem do Bologna, mais ativo. Insatisfeito, Inzaghi mudou ainda antes do intervalo e colocou Lazzari e Escalante nas vagas de Marusic e Lucas Leiva: com problemas físicos, os dois não conseguiam imprimir a intensidade que o treinador queria.

Nos 45 minutos finais, foi a vez de a Lazio atacar mais e fazer o Bologna, vazado pelo 38º jogo seguido, ficar em maus lençóis: os veltri empataram com o Duisburg de 1975 e agora detêm o recorde negativo continental no quesito. O placar acabou sendo aberto aos 54, em uma jogada construída com passes rápidos desde a defesa e finalizada com um chute forte de Luis Alberto. O segundo veio aos 76, com o inexorável artilheiro laziale: Fares cruzou de costas e Immobile cabeceou pra baixo, como manda o manual.

O placar era pesado demais para um Bologna que fazia uma boa partida e, além de obrigar o estreante Reina a fazer boas defesas, acertara o travessão com Orsolini. Os visitantes chegaram a diminuir com De Silvestri, cria de Formello, mas já era tarde demais para buscar o empate. Na terça, os bolonheses recebem a Reggina, pela Coppa Italia, e na quarta os laziali viajam até a Bélgica para encararem o Club Brugge, pela Champions League.

Fiorentina 3-2 Udinese

Gols e assistências: Castrovilli (Biraghi), Milenkovic (Castrovilli) e Castrovilli (Biraghi); Okaka e Okaka (Forestieri)
Tops: Castrovilli (Fiorentina) e Okaka (Udinese)
Flops: Lasagna e  Nicolas (Udinese)

Quem precisa de Chiesa quando se tem Castrovilli? Os jovens potencializados pela Viola continuam sendo importantes nos momentos em que o time mais precisa. O novo camisa 10 da equipe de Florença foi o dono do jogo contra a Udinese e chegou à incrível marca de quatro gols em cinco rodadas: atuando mais adiantado, o apuliano já anotou mais do que em toda a temporada anterior.

Castrovilli abriu o placar com 11 minutos de jogo, depois de aproveitar o cruzamento rasteiro de Biraghi. Pouco depois foi a vez de o meia ser o garçom, ao colocar na medida para Milenkovic cabecear para o gol vazio. A Udinese estava apática em campo e teve sua única chance em uma falha de Drągowski: o polonês não segurou um cruzamento fácil, mas conseguiu se recuperar e desviar antes que Lasagna empurrasse para as redes. Antes do intervalo, o time visitante cresceu e Okaka diminuiu, escorando de cabeça.

O segundo tempo começou como o primeiro: com gol de Castrovilli. O meia acertou um belo chute no ângulo e mostrou quem mandava na partida. Depois do terceiro tento, a Viola adotou uma postura defensiva típica dos times treinados por Iachini e deixou a bola com a Udinese. Os friulanos ameaçavam sempre com Okaka, que obrigou Dragowski a mostrar um tempo de reação apurado numa defesaça e ainda anotou sua doppietta no finalzinho, ao se posicionar entre os marcadores e subir mais alto do que eles. Pela Coppa Italia, as equipes terão adversários do Vêneto pela frente: o Padova, no caso dos violetas, e o Vicenza, no dos alvinegros.

Em grande momento, Castrovilli é o maestro da Fiorentina (LM/imago)

Cagliari 4-2 Crotone

Gols e assistências: Lykogiannis, Simeone (João Pedro), Sottil (Zappa) e João Pedro; Junior Messias (Reca) e Molina
Tops: João Pedro e Sottil (Cagliari)
Flops: Cigarini e Magallán (Crotone)

Pouco se esperava deste duelo na Sardenha, mas os times rossoblù entregaram uma partida bastante animada. Depois de um começo conturbado, o Cagliari conseguiu sua segunda vitória seguida no campeonato, enquanto o Crotone continua na lanterna da competição. Foram os visitantes que abriram o placar, aos 20 minutos, com o brasileiro Junior Messias. Há apenas duas temporadas, o meia-atacante de 29 anos estreava profissionalmente na Itália: chegara ao país em 2015 com o sonho de ser jogador e dividia seu tempo entre o trabalho como entregador numa loja de eletrodomésticos e o futebol amador.

Só que a alegria de Messias durou pouco. O empate do Cagliari veio a galope, com uma boa cobrança de falta de Lykogiannis. Apesar de ficar pouco com a bola, o time sardo estava com a mira em dia e virou aos 35, quando João Pedro passou em profundidade para Simeone bater forte e cruzado. Ainda houve tempo para mais dois gols antes do intervalo. Aos 43, Molina acertou um chutaço de fora da área, depois de uma sobra de cobrança de escanteio. Na sequência, o aguerrido Sottil aproveitou o cruzamento de Zappa e escorou, de cabeça.

No segundo tempo, os visitantes tentavam reagir e buscar um novo empate, mas sofreram uma baixa importante quando Cigarini, ex-Cagliari, foi expulso logo aos 48 minutos. Mesmo com um a menos, o time até teve uma oportunidade com Simy, mas parou em Cragno. Com placar favorável, o time da casa administrou o resultado e chegou ao último gol apenas aos 83, quando João Pedro aproveitou rebote do goleiro Cordaz em um escanteio e se tornou o segundo maior artilheiro do clube na Serie A, com 45 gols. Agora os dois clubes trocam a chave e focam na terceira fase da Coppa Italia, na qual o Cagliari enfrenta a Cremonese e o Crotone recebe a Spal.

Parma 2-2 Spezia

Gols e assistências: Gagliolo e Kucka (pênalti); Chabot (Bastoni) e Agudelo (Nzola)
Tops: Cornelius (Parma) e Agudelo (Spezia)
Flops: Karamoh (Parma) e Terzi (Spezia)

Foi apenas nos acréscimos que o Parma conseguiu um empate com sabor de vitória – e deu ao Spezia um retrogosto extremamente desagradável. O time da Ligúria, estreante na Serie A, está mostrando bom futebol e dando trabalho para adversários mais experientes, vendendo caro cada partida. No Tardini, o destino lhe foi ingrato, já que a vantagem chegou a ser de dois gols e três finalizações explodiram nas traves dos crociati.

Com 31 minutos de bola rolando, o Spezia já tinha 2 a 0 a seu favor. Chabot fez o primeiro de cabeça, em uma cobrança de escanteio de Bastoni, enquanto – apenas três minutos depois – Nzola aproveitou o erro de saída de bola do Parma e tocou para Agudelo ampliar. Os mandantes responderam à ofensiva rapidamente, com os mesmos três giros do ponteiro do relógio, e diminuíram depois de o goleiro Provedel rebater uma cabeçada e Gagliolo aproveitar o rebote.

No segundo tempo, o Spezia só não fez o terceiro por causa da trave: o poste impediu que boas finalizações de Estévez, Agoumé e Verde estufassem as redes. Mesmo sem conseguir o terceiro gol, o time visitante controlou a partida até os últimos minutos, quando o Parma passou a assustar Provedel. Foi então que, aos 92, o veterano Terzi derrubou Cornelius na área de forma totalmente displicente e Kucka converteu a penalidade, deixando tudo igual. Durante a semana, o Parma enfrenta o Pescara e o Spezia visita o Cittadella, pela copa nacional.

Seleção da rodada

Silvestri (Verona); D’Ambrosio (Inter), Ranocchia (Inter), Lovato (Verona), Jankto (Sampdoria); Djuricic (Sassuolo), Castrovilli (Fiorentina), Luis Alberto (Lazio); João Pedro (Cagliari), Rafael Leão (Milan); Belotti (Torino). Técnico: Claudio Ranieri (Sampdoria).

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