Seleção italiana

Os 23 de Lippi: Giampaolo Pazzini

Opção viável a Gilardino no setor ofensivo italiano, Pazzini tem tido poucas oportunidades
na Nazionale. Mas está provado que azul lhe cai bem… (Getty Images)

Pazzini jogou em todas as seleções italianas de base e atingiu seu auge no Europeu Sub-19 em que venceu marcando gol na final contra Portugal. Também deixou sua marca na inauguração do novo Wembley, com uma tripletta contra a Inglaterra sub-21. Por clubes, teve um ótimo começo por sua Atalanta e vem de dois grandes campeonatos com a Sampdoria. Na África do Sul, voltará a vestir azul, esta cor que lhe cai tão bem. Principalmente se Lippi confirmar a utilização do 4-2-3-1 que tem testado nos treinamentos antes do torneio, um módulo no qual Gilardino sempre provou ter dificuldades. Ainda que o camisa 11 largue na frente pela camisa de titular no ataque, Pazzini poderá incomodar com o passar dos dias.

Mais um produto das categorias de base da Atalanta, Pazzini chegou em Bérgamo aos 14 anos para treinar no clube e morar num abrigo para garotos de outras regiões. Na Primavera nerazzurra, fez uma parceria de sucesso com seu amigo Montolivo. Foi de Pazzini o passe para o primeiro gol de Montolivo na categoria, aliás. Nos profissionais, subiram juntos, como titulares. No ataque oróbico, marcou nove gols em 39 jogos da Serie B e chamou a atenção de alguns times da Serie A, para onde voltou com a Atalanta. Continuou seis meses em nerazzurro, até ser contratado pela Fiorentina, que pagou 6,5 milhões de euros por ele em janeiro de 2005.

Em sua meia temporada de estreia, marcou três gols, um deles num empate inesperado contra a Juventus em 3 a 3. Com a opção de Cesare Prandelli por um esquema com um só atacante, Luca Toni, Pazzini acabou com pouco espaço entre os titulares, mas ainda assim deixou seus gols. Em dois anos, foram 12 nas poucas partidas como titular, o que lhe rendeu a expectativa de ser o herdeiro natural de Toni. Sem o camisa 30, o jovem artilheiro assumiu a titularidade e participou diretamente de mais de 20% dos gols da Fiorentina no campeonato, mas viu seu espaço diminuir com a contratação de Gilardino, em 2008.

Depois da chegada do ex-milanista, Pazzini só começou três partidas como titular até dezembro e acabou negociado com a Sampdoria, que pagou 9 milhões para tê-lo como acompanhante de Cassano no ataque blucerchiato. Fantantonio lhe recomendou a camisa 10, Pazzini aceitou. Em seus sete primeiros jogos, fez seis gols. Logo no primeiro semestre como referência ofensiva doriana, mostrou grande entrosamento com Cassano e marcou contra Juventus, Milan, Inter e Roma. Na temporada recém-encerrada, na qual jogou com uma máscara em várias partidas, foi ainda melhor e fez 19 gols. Inclusive o que decidiu a vaga na Liga dos Campeões para a Samp, na última rodada, contra o Napoli. Em todo o setor ofensivo da seleção italiana, é quem vem em melhor fase.

Giampaolo Pazzini
Nascimento: 2 de agosto de 1984, em Pescia
Posição: atacante
Clubes: Atalanta (2003-05), Fiorentina (2005-09), Sampdoria (2009-hoje)
Seleção italiana: 7 jogos, 1 gol
Títulos: 1 Europeu Sub-19 (2003)

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