Coppa Italia

“I’ll be there for you…

…cause you’re there for me too.” (Crane/Kauffman/Willis)

Bastava à Juve uma vitória simples para passar de fase na Coppa Italia. Mas não faltou suor e lágrimas na classificação bianconera para as quartas-de-final, onde provavelmente encontrará a Inter. Se em campo ficou à mostra que a Juventus mantém-se perdida taticamente, também ficou claro que o elenco está fechado entre si, e com Ranieri. O taticismo nunca foi o forte do técnico romano, mas, sempre que o elenco lhe deu apoio, os resultados surgiram – até por isso suas melhores fases foram enquanto comandava planteis mais modestos.

Time comemora gol de Nedved, quando tudo parecia fácil

A partida parecia se encaminhar para um jogo-treino nos primeiros minutos. Aos quatro, Marchionni recebeu lançamento, driblou Antonini na grande área, e bateu de esquerda. Aos dez, o mesmo Marchionni finalizou e a bola sobrou para Nedved ampliar. A partir daí a soberba tomou conta do time, que outra vez se perdeu dentro de campo, como já havia sido contra o Catania. Nedved, com liberdade para se movimentar por todo o campo, não tinha o setor esquerdo coberto com eficiência em suas saídas, o que acabou gerando um buraco na região.

O terror da Juve logo veio com a torção no joelho de Chiellini, que deve ficar pelo menos um mês afastado. Em seu lugar, entrou Boumsong, fazendo sua primeira partida na temporada. Se ele era o terror da torcida na Serie B quando tinha ritmo de jogo, até mesmo Del Piero viu-se apreensivo enquanto Boumsa entrava no gramado. Com o meio-campo perdido, dois cruzamentos de Abate poderiam ter posto tudo a perder. No primeiro, Antonini se antecipou a Zanetti; no segundo, foi Pozzi quem chegou antes de Grygera para fechar o primeiro tempo com um empate.

Iaquinta, dois gols e um pênalti sofrido, puxa a comemoração

No segundo tempo, o sempre inócuo Tiago deu lugar a Salihamidzic, o que não melhorou de início a produtividade da velha senhora. Mas Piccolo permitiu que Iaquinta finalizasse com tranqüilidade dentro da grande área para pôr de novo a Juve em vantagem. O empate chegou em dois minutos, quando Vannucchi aproveitou o salseiro instaurado na defesa para cruzar para Pozzi fazer de cabeça. De volta ao 4-4-2 (e desta vez de forma perceptível), Nedved cruzou e a bola desviou em pelo menos dois jogadores antes de sobrar para Iaquinta assinar a doppietta.

Ao terço final, Pratali deixou o campo após sofrer um golpe na cabeça, ficando o Empoli com dez. A Juve se aproveitou e pôs pressão até que Tosto, improvisado na zaga, derrubasse Iaquinta em um pênalti infantil. Delpi converteu e a partir daí o jogo inexistiu. Pozzi chegou a perder uma chance ao cabecear livre, e Salihamidzic se esforçou para errar um gol facílimo. A classificação será comemorada com ares não muito festivos: Chiellini se junta a Jorge Andrade e Zebina no departamento médico e Grygera deverá voltar a ser improvisado na zaga ao lado de Legrottaglie nas próximas semanas. Sorte da Juventus que o mercado ainda está aberto.

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