Serie A

Cinema em Casa / Sessão da Tarde

“Enchente: Quem salvará nossos filhos?” , “A Lagoa Azul” , “Os Goonies” , “Tango e Cash” , “Curtindo a Vida Adoidado” … ?

Não, nenhum desses. Mas quase tão reprisado quanto.

Roma 3-2 Genoa Taddei, Vucinic; Rossi, León; De Rossi
Apesar da boa campanha da Roma na competição e de uma quantia considerável de triunfos, o filme ‘manjado’ ao qual me refiro não é uma vitória da squadra giallorossa, mas sim sua capacidade de complicar jogos que parecem estar ‘no papo’. Contra o Genoa, sábado passado, não foi diferente. Roma estava sem Totti, ainda com problemas físicos, portanto no seu lugar entrou Vucinic, teoricamente fazendo o papel do único atacante, jogando pelo centro. Teoricamente. Spalletti levou o time a campo com Tonetto fazendo as vezes de esterno sinistro, Giuly na sua ineficaz prestação como trequartista, e Taddei, como sempre, de esterno destro. Assim sendo, Vucinic (para desespero de Spalletti) cansou de pender para o lado esquerdo, quase que roubando a posição do experiente Tonetto.

Entretanto, o time da casa entrou jogando bem, se lançando ao ataque e dominando as ações no campo, e logo aos 13′ De Rossi acertou um lançamento primoroso para Tonetto que, justiça seja feita, cruzou muito bem, para um desajeitado Taddei que deu de canela, Rubinho não conseguiu segurar, e o próprio Taddei ficou com a sobra, desta vez não desperdiçando. Poucos minutos depois, aos 17′, viria o 2º gol romanista, graças ao talento individual de Mirko Vucinic, que, sem medo, arriscou um chute felicíssimo de esquerda de fora da área. Um golaço.

Time jogando em casa, 2-0, com um belo gol, torcida apoiando, expectativa da Inter poder tropeçar e a diferença diminuir. Tudo conspirava para um jogo tranqüilo e festa no Olímpico, certo? Claro que não, quem conhece o time da capital e acompanhou principalmente essa temporada sabe muito bem do que a equipe é capaz (tanto positivamente quanto negativamente), e dessa vez o lado negativo veio à tona muito rápido. Com alguns minutos após o segundo gol, o time recuou, parou de prender a bola no ataque e não ameaçou mais o gol de Rubinho. A equipe de Gênova, por sua vez, começou a crescer no jogo, e fazer-se mais presente no ataque. Porém, o gol não saiu, e a Roma teve a sorte de ir para o intervalo com uma bela vantagem, e a chance de Spalletti corrigir o erro na postura dos jogadores.

Se o allenatore tentou algo de fato, nunca saberemos. Pois antes que pudesse surtir algum efeito visível no time, o Genoa marcou seu primeiro gol, aos 13′. Após bela jogada em conjunto, Borriello rematou à queima roupa, Doni conseguiu defender, mas a bola caiu no pé de Rossi, que com a meta livre, chutou tranqüilo para marcar. Mal deu tempo para a Roma se recompor – nem mesmo de sentir o baque de ter levado um gol – e tomou outro logo em seguida, questão de segundos. Foi apenas dar a partida que o Genoa roubou a bola, foi para o ataque e León acertou um petardo de fora da área. 2-2. Time atordoado, pressão da torcida, medo de não conseguir vencer, a Inter poder ganhar e disparar na ponta da tabela. Eis aí o filme que todos nós já conhecemos.

Porém, desta vez, o fado pendeu para o lado romanista, uma vez que na squadra ainda estava ele, o obscuro iluminado Taddei. A Roma, depois do gol, partiu para cima, pois sabia que um tropeço nesse jogo seria dizer adeus ao (já improvável) título. E, aos 35′ do segundo tempo, após bate-rebate na área, a bola sobrou para o brasileiro, que com inteligência fingiu um chute, aplicando uma finta em Borriello, o qual não tendo muita intimidade na zaga caiu seco, derrubando o brasileiro dentro da área.

Daniele De Rossi para a cobrança e a tensão tomava conta do Stadio Olimpico. Entretanto, o jovem ídolo converteu sem hesitação, chutando forte no canto direito do goleiro. Com os 3 pontos, a Roma conseguiu um desfecho inovador, para um filme que há muito vem se repetindo. O assunto já havia sido abordado aqui, e você pode conferí-lo ou relembrá-lo clicando neste link.

Outras obras do mesmo elenco, filmografia 2007/2008:
Roma 2-2 Juventus
Fiorentina 2-2 Roma
Roma 4-4 Napoli
Empoli 2-2 Roma
Inter 1-1 Roma

7 comentários

  • A Roma realmente mostra-se extremamente capaz de complicar confrontos que pareciam simples.

    Difícil de compreender é a presença de Taddei, que apesar de ter evoluído em algo desde que saiu do Brasil, não tem a qualidade necessária para figurar na equipe titular da Roma.

    Abraços, belo blog

  • Como ja falei nesse maravilhoso blog o problema do Roma è a condiçao fisica,o preparo nao è adequato para o time enfrentar ainda 3 competiçoes.O Taddei nesse ano fracassou completamente,acho que passou por algo de ruim quando se machucou no começo da temporada. Aqui em Roma depois 2 semanas a diretoria mantera sigilo sobre o que se passou com ele,o resultado è que o jogador ficou fora por um tempao sem ninguem saber bem o que se passou com ele. E desde que voltou nao foi o mais o Taddei das ultimas 2 temporadas,o seja, um jogador que evouluiu bastante desde a epoca do Palmeiras e que o Spalletti acha insubstiuivel pelo papel tatico que ele cumpre.
    Abraço

  • O que questiono é apenas a profundidade do elenco da Roa, e o Taddei é um bom exemplo disso. Acredito que faltam boas peças de reposição e até mesmo possíveis titulares em termos gerais para concorrer a Série A e na UCL. A equipe é boa, mas ainda falta capacidade técnica para almejar melhores resultados.

  • Alexandre,
    concordo.Para ter o elenco a altura das 3 competiçoes ainda faltam uns 2-3 jogadores do mesmo nivel do proprio Taddei e um centroavante de alto nivel.
    Abraço

  • Discordo dessa afirmação. Há uma temporada, aí sim, faltavam várias opções. Mas agora falta é aproveitá-las… Exemplos? No meio-campo, se Taddei se contunde, podem ocupar aquela posição Giuly, Esposito, Mancini, Cassetti e Cicinho. Do outro lado, com Mancini, pode-se incluir aí Vucinic e Tonetto, excluindo Cicinho. Se De Rossi fica indisponível, em seu lugar podem atuar Brighi, Pizarro, Aquilani e Perrotta. Falta é melhorar os seus 11 com um ou outro jogador top.

Deixe um comentário