Serie A

Parada de inverno: Lazio

Foggia pula em Pandev: com Rocchi lesionado, o macedônio trabalhou dobrado

A campanha
7ª colocação. 17 jogos, 27 pontos. 8 vitórias, 3 empates, 6 derrotas. 26 gols marcados, 22 sofridos.

O time-base
Carrizo; De Silvestri, Siviglia, Rozehnal, Radu; Lichtsteiner, Ledesma, Brocchi, Mauri; Pandev, Zárate.

O comandante
Delio Rossi. O técnico terminou o ano da mesma forma como começou a temporada: contestado pela torcida. O presidente Claudio Lotito garante total apoio a Rossi, mas não foram raras as vezes em que surgiram na imprensa italiana nomes de possíveis substitutos no comando laziale – o último deles foi Diego Simeone. Há duas temporadas, Rossi fez milagre ao levar uma Lazio mediana à Liga dos Campeões, mas já faz hora extra na capital, já que não parece ser capaz de tirar o máximo de um elenco que tem melhorado bastante a cada janela de transferências. Problemas internos com alguns dos líderes do elenco, indecisão tática e quebra de resultados. Não vai ser difícil explicar sua saída, caso ocorra.

O herói
Goran Pandev. O mais fácil seria apontar Zárate, mas o argentino foi o reflexo desta Lazio, de início fulminante e queda acentuada de rendimento. Quando os biancocelesti mais precisaram, Zárate se mostrou o dono de um time que nunca possuiu. Porque esta Lazio é do macedônio Pandev, que tem crescido a cada ano de forma constante e já é um dos melhores atacantes do cenário europeu. Em 2008, foram 40 jogos e 16 gols, além das assistências. Com apenas 25 anos, Pandev já deixou para trás o jogador instável que era e joga com garantias tanto de trequartista quanto de seconda punta. Tudo isso por apenas 450 mil euros por temporada, uma pechincha.

O vilão
Stefano Mauri. Desde que deixou a Udinese, é a pior fase de Mauri. O jogador iniciou na Lazio de Rossi improvisado como trequartista e surpreendeu com ótimas prestações, ao ponto de ser constantemente pedido na seleção italiana. Mas o bom passado ficou para trás. Há pouco menos de um ano, o jogador foi afastado do time titular por problemas internos nunca revelados que culminaram também em má fase técnica. Enquanto parte dos gossip italianos apostam num envolvimento do jogador com a filha do técnico, outra parte aposta que Mauri foi o líder da ala contrária a Rossi dentro do elenco. Com todos os desfalques por lesões no meio-campo laziale, Mauri voltou a ser utilizado, seja como esterno no 4-4-2 ou interno no 4-3-1-2, mas está longe de reeditar suas melhores atuações. E, salvo um grande imprevisto, deixa a Lazio ao fim da temporada pela porta dos fundos.

A perspectiva
Vaga na Liga dos Campeões. No papel, o time titular da Lazio é muito bom, mas faltam algumas definições e mesmo opções aos onze iniciais. Siviglia é soberano na zaga, mas não tem mais fôlego para disputar toda a Serie A como titular. A seu lado, Rozenhal tem se adaptado, mas Cribari e Diakité fazem um torneio pífio. Na lateral-esquerda, Radu não vem mal, mas falta mais espaço para o sérvio Kolarov. No meio, problemas variados causam problemas na montagem da equipe – os pessoais de Mauri, os físicos de Matuzalém, os psicológicos de Foggia, os técnicos de Brocchi. Mutarelli e Mudingayi, negociados em julho, fazem falta. Mas o tridente Pandev, Zárate e Rocchi pode dar uma felicidade além de uma vaga na Liga Europa, agora que o capitão retorna da lesão que o tirou de praticamente todo o início da temporada.

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