Serie A

Balanço final: Palermo

A união faz a força: com grupo coeso, Palermo fez boa campanha

A CAMPANHA 8ª colocação, 57 pontos. 17 vitórias, 6 empates, 15 derrotas.
FORA DA SERIE A Eliminado pelo Ravenna no terceiro turno da Coppa Italia.
O ATAQUE 57 gols, o 6º mais positivo.
A DEFESA 50 gols, a 9ª mais vazada.
OS ARTILHEIROS Edinson Cavani (14 gols), Fabrizio Miccoli (14), Fábio Simplício (8).
OS ONIPRESENTES Fábio Simplício (37 jogos), Mattia Cassani, (36), Edinson Cavani (35).
O TÉCNICO Stefano Colantuono (1ª rodada) e Davide Ballardini (da 2ª rodada em diante).
QUEM DECIDIU Edinson Cavani
QUEM DECEPCIONOU Igor Budan
QUEM SURGIU Davide Succi
QUEM SUMIU Roberto Guana
MELHOR CONTRATAÇÃO Simon Kjær
PIOR CONTRATAÇÃO Morris Carrozzieri
NOTA DA TEMPORADA 7,5

Fazia tempo que o ambiente interno da equipe rosanera não era tão tranquilo durante uma Serie A. Nem mesmo a derrota por goleada contra o Catania, no dérbi siciliano, fez o presidente Maurizio Zamparini ameaçar demitir o treinador Davide Ballardini (só gerou um silenzio stampa). Isso se deve a seu excelente trabalho, que possibilitou o desempenho frutífero de alguns jogadores-chave da equipe. Assumindo o time na segunda rodada, Ballardini – que já havia feito um bom trabalho no Cagliari – teve de jogar com as peças que Stefano Colantuono tinha trazido para o clube, mas não teve muitas dificuldades em montar uma equipe competitiva. Jogando quase sempre no 4-3-1-2, as qualidades de Simplício, Miccoli e, especialmente, de Cavani, puderam aparecer melhor. Alguns jogadores limitados, como Guana e Tedesco, foram relegados ao banco de reservas.

Miccoli e Cavani constituíram uma das duplas mais entrosadas deste campeonato. Do Romário do Salento já se esperava boa temporada, mas seu companheiro teve desempenho acima da média: o uruguaio finalmente justificou a aposta feita anos atrás, após o Sul-Americano sub-20 de 2007. Em uma equipe que se preparava para ficar viúva de Amauri, El Caníbal não sentiu a pressão e foi um dos principais destaques da Serie A. Importante para um time que não teve tanta sorte no mercado de verão, no que diz respeito a atacantes: Túlio de Melo mal chegou e logo voltou para a França, e o croata Budan acabou se tornando um grande flop. Davide Succi, contratado ao Ravenna, da Lega Pro, após eliminar a equipe siciliana da Coppa Italia, apareceu muito bem na reta final da temporada, marcando cinco de seus seis gols no Calcio.

Se o ataque foi bem, a defesa poderia ter sido melhor. Amelia, contratado para ser referência, a cada dia mais se mostra um goleiro apenas razoável – chegou até a levar gol do meio-campo no dérbi siciliano. Cassani e Balzaretti fazem sua parte, mas o miolo de zaga não é tão confiável: Bovo é apenas mediano e Carrozzieri é extremamente violento. A propósito, o jogador decepcionou a torcida, por testar positivo para cocaína no final da temporada. Por outro lado, o dinamarquês Simon Kjær é uma das maiores pérolas do futebol italiano e substituiu Barzagli com muita competência. Porém, pensando na próxima temporada, a torcida do Palermo já começa a colocar uma pulga atrás da orelha: Cavani e Kjær também são sondados por outras equipes. Ballardini brigou com o presidente e deixou o clube. Para iniciar novo trabalho, foi anunciada a contratação de Walter Zenga, após bom ano no rival Catania.

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