Serie A

Parada de inverno: Roma

Júlio Sérgio: “melhor terceiro goleiro do mundo” nunca mais (PuntoSport)

Campanha
4ª posição. 17 jogos, 28 pontos. 8 vitórias, 4 empates, 5 derrotas. 27 gols marcados, 22 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 3, da 13ª à 15ª rodada
Maior sequência de derrotas: 3, da 8ª à 10ª rodada
Maior sequência de invencibilidade: 7, da 11ª à 17ª rodada
Maior sequência sem vencer: 3, da 8ª à 10ª rodada
Artilheiro: Francesco Totti, 9 gols
Fair play: 39 amarelos, 2 vermelhos

Time-base
Júlio Sérgio; Cassetti, Burdisso, Mexès (Juan), Riise; Taddei (Menez), De Rossi, Pizarro (Brighi), Perrotta; Vucinic, Totti.

Treinador
Luciano Spalletti, até a 2ª rodada; Claudio Ranieri, a partir da 3º. Spalletti pediu a conta depois de duas derrotas, algo totalmente inevitável diante do ambiente desgastado que se formou em Roma nas últimas temporadas. Ranieri, romano e romanista, veio e conseguiu ajeitar o time. Nada daquele jogo que encha os olhos, porém a Roma se vê, depois de muito tempo, livre de um só esquema tático. Com o treinador toscano, os giallorossi se prenderam ao 4-2-3-1, que com o tempo perdeu sua força. Seu substituto também resgatou o futebol de Taddei, as condições físicas de Juan – deu-lhe treinos mais leves -, e descobriu Júlio Sérgio, novo titular no gol romanista.

Destaque
Júlio Sérgio Bertagnoli. Há seis meses, o brasileiro era considerado a quarta opção para defender a meta da Roma: Doni, Lobont e Artur estavam à sua frente. Com as lesões dos dois primeiros e o mau desempenho do terceiro, Bertagnoli tomou a vaga e não soltou mais. Atuando de forma segura, tornou-se essencial à equipe, além de ter realizado um excelente derby – o que, vale lembrar, conta muito por lá. Outro destaque positivo fica por conta de Totti, que, depois de anos sem realizar a pré-temporada com o elenco, finalmente conseguiu alguma forma física, fator determinante na sua alta média de gols: foram 9 em 12 jogos.

Decepção
Júlio Baptista. Se na temporada passada Baptista demonstrou qualidade suficiente para ser no mínimo um reserva de luxo, nesta ele parece ter perdido sua motivação. Apagado quando em campo, dá cada vez mais motivos para Ranieri seguir lhe dando poucas oportunidades. Como tem um dos maiores salários do elenco, deve partir já em janeiro, tendo a Inter como provável destino. Cicinho é outro brasileiro que não vai bem: completamente ignorado pelo treinador, está atrás de Cassetti, Motta e até Burdisso numa preferência pela titularidade na lateral direita.

Perspectiva
Liga dos Campeões. Principal meta no início da temporada, o maior torneio do continente se tornou uma necessidade para a Roma. Se não se classificar, o rombo financeiro vai fazer a squadra se desfazer de alguns nomes importantes no ano que vem. Entretanto, se mantiver a regularidade que tem apresentado, tal objetivo se mostrará nada utópico. Em caso de alguma sequência boa, há a chance de brigar pelo título. Remota, porém, levando-se em conta o abismo técnico e mental que lhe separa da provável campeã Internazionale.

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