Serie A

Review da temporada: Inter

Na 700ª partida de Zanetti pelo clube, Inter fecha temporada histórica com Tríplice Coroa (Getty Images)

A CAMPANHA 1ª colocação, 82 pontos. 24 vitórias, 10 empates, 4 derrotas. Campeã da Serie A e classificada para a próxima Liga dos Campeões.
FORA DA SERIE A Campeã da Supercopa Italiana contra a Roma, campeã da Coppa Italia sobre a Roma e campeã da Liga dos Campeões sobre o Bayern de Munique.
O ATAQUE 75 gols, o mais positivo.
A DEFESA 34 gols, a melhor defesa.
OS ARTILHEIROS Diego Milito (22 gols), Samuel Eto’o (12) e Mario Balotelli (9).
OS ONIPRESENTES Júlio César (38 jogos), Javier Zanetti (37) e Diego Milito (35).
O TÉCNICO José Mourinho
QUEM DECIDIU Diego Milito
QUEM DECEPCIONOU Davide Santon
QUEM SURGIU Rene Krhin
QUEM SUMIU Ricardo Quaresma
MELHOR CONTRATAÇÃO Diego Milito
PIOR CONTRATAÇÃO Marko Arnautovic
NOTA DA TEMPORADA 10

Em termos de conquistas, a temporada recém-concluída (veja um resumo detalhado da temporada interista aqui) entra para a história do clube como a mais gloriosa. A conquista da Tríplice Coroa é inédita para uma equipe italiana e foi, também, merecida. Embora tenha tropeçado bastante entre o fim de fevereiro e o início de abril e chegado a perder, naquele momento, a liderança da Serie A para a Roma, a Beneamata ganhou o 18º scudetto de sua história nos detalhes, fazendo valer a mentalidade vencedora desenvolvida por José Mourinho. Na Liga dos Campeões, o merecimento foi ainda maior: a virada sobre o Dynamo Kiev, nos minutos finais, foi o ponto de mudança de postura no torneio. A partir daí, foram mais sete vitórias em oito jogos, destacando-se os embates contra Chelsea, Barcelona e Bayern de Munique. A força das conquistas só demostraram que o técnico português conseguiu também aplicar tal mentalidade em solo internacional, após uma década em que o time se apequenou frente aos rivais. No fim das contas, a derrota para a Lazio na Supercoppa italiana não chegou a ser sentida.

No grupo coeso formado por Mourinho, todos os setores tiveram destaque. No ataque, Diego Milito foi o homem da tripletta e o matador que a equipe precisava após a saída de Ibrahimovic,. Il Principe foi responsável por 30 gols na campanha – muitos deles fundamentais, como nas decisões da Coppa Italia, da Serie A e a doppietta na final da LC. Eto’o, por sua vez, ofereceu cancha e determinação, ocupando função tática importante no 4-2-3-1 implantando pelo técnico de Setúbal. No meio-campo, enquanto Cambiasso se multiplicou por dois para proteger a defesa, Sneijder supriu com maestria a carência de criatividade que acometeu o setor por alguns anos, aparecendo como um dos principais jogadores do time e um dos melhores da temporada. Para completar, Lúcio e Samuel fizeram uma dupla de zaga aguerrida e muito sólida, auxiliada pela experiência de um Zanetti que envelhece como vinho e de um Maicon ainda mais efetivo no ataque. Júlio César também teve grandes momentos – como no segundo dérbi contra o Milan e as partidas contra o Barcelona -, mas sofreu com uma incostância excessiva para um goleiro de seu nível. Para a sorte da seleção brasileira, fechou a temporada em alta.

Para a próxima temporada, a Inter já encontra problemas para a próxima temporada. A saída emocionada de Mourinho para o Real Madrid (que pode levar outros jogadores, como Maicon) deve fazer o clube ir ao mercado, para tentar uma (difícil) substituição à altura. No momento, há poucos nomes disponíveis na praça e os concorrentes parecem ser Mihajlovic – que já vestiu nerazzurro e conhece a estrutura do clube – e Capello, sob contrato com a Federação Inglesa. As dificuldades que o clube pode enfrentar para manter-se no topo já são alvo de debate, sobretudo porque não é possível garantir certamente que a mentalidade vencedora persistirá, em caso de menores motivações após temporada tão prolífica. Pelo menos, o clube deve abocanhar cerca de 70 milhões de euros somando contratos e premiações a partir da conquista da Tríplice Coroa, podendo capacitar melhor seu elenco e estrutura interna. Se assim for, a Inter larga mais uma vez na frente dos rivais, em busca do sexto scudetto consecutivo.

1 comentário

  • A Inter mereceu realmente, no campeonato italiano teve um grande controle emocional e sabia que se fizesse sua parte chegaria ao titulo, mesmo atraz na tabela se manteve concentrada.
    Mihajlovic pode ser um bom tecnico mas acho que para manter o nivel ou pelo menos chegar perto das conquistas desse ano Capello seria o melhor nome, com mas experiencia na LC.
    Pra mim Zanetti é um exemplo para todos os jogadores, suas atitutdes dentro e fora de campo horam a palavra CAPITÃO. Não consigo entender como Maradona deixa um sujeito como esse fora de uma copa que pode ser sua ultima, é lamentavel, eu ate falei sobre no meu blog.
    A Inter salvou a Italia no Rank, se desse Bayern uma vaga na LC com certeza iria para Alemanha.

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