Liga Europa

Liga Europa: Dever de casa

Iaquinta finalmente reencontrou sua forma física e ajudou a Juventus a arrancar
um empate do Manchester City, na Inglaterra (Getty Images)

Se a cartilha diz que para se dar bem em uma competição o time deve vencer em seu território e empatar fora, os italianos fizeram o dever de casa direitinho essa semana. Tanto na Liga dos Campeões (aqui e aqui), quanto na Liga Europa. Hoje, a Juventus, time de melhor ataque da Serie A, foi à Inglaterra enfrentar o Manchester City, que tem a melhor defesa da Premiere League, e saiu com um sorriso no rosto. A equipe de Turim, diferente do que ocorreu na primeira rodada, conseguiu se postar bem defensivamente e arrancou um bom empate na casa do adversário.

Com as ausências de Aquilani e Quagliarella, que não estão inscritos na Liga Europa por já terem jogado a competição esse ano pelos seus ex-times, Delneri foi obrigado a fazer algumas alterações. Para o meio, optou por Sissoko e Marchisio, deixando Felipe Melo no banco. E na frente, lançou sua única opção: Iaquinta. Por opção tática, insistiu no fraco Martínez para a ponta esquerda. O uruguaio ainda não conseguiu apresentar um bom futebol na Juventus, mas conta com o apoio do técnico, que deixa o (pouco) melhor Pepe na reserva.

O jogo começou com uma Juventus mais eficiente, bem postada em campo e levando perigo ao gol de Hart. Já na segunda oportunidade, aos 10′, Iaquinta acertou um belo chute e abriu o placar. A equipe bianconera continuou melhor por mais alguns minutos, antes de deixar o City trabalhar a bola e começar a assustar. Aos 34′, Barry acertou a trave de Manninger e mostrou como o gol estava amadurecendo. Ele veio logo em seguida, com Johson, que aproveitou bom passe de Touré.

Na segunda etapa, a Juve apresentou uma consistência defensiva não vista até agora. Bonucci e, principalmente, Chiellini foram muito bem no combate e afastaram o perigo. Sissoko também teve importante papel na contenção do forte meio de campo inglês e ainda apareceu bem ofensivamente no final do jogo, quando quase marcou um gol. Faltou mais intensidade ao ataque para que a Velha Senhora saísse com um resultado melhor. Martínez foi inoperante pela esquerda e Krasic não conseguiu aparecer bem como em outras oportunidades, pela direita. E, todos sabem, a chegada pelas pontas é essencial para que o 4-4-2 de Delneri seja efetivo no ataque.

Do outro lado, faltou ao técnico Roberto Mancini a sensibilidade de tirar Adebayor um pouco antes para colocar Tevez na posição em que rende mais: a de centroavante, jogando mais centralizado. Depois que ele fez a alteração, aos 30′ do segundo tempo, seu time melhorou bastante. Foi mais ou menos no mesmo momento em que a Juve voltou a melhorar, com a entrada de Felipe Melo. Antes do final, Del Piero ainda teve uma grande oportunidade de desempatar a partida, em uma bela cobrança de falta que bateu no travessão de Hart.

O ponto fora de casa foi comemorado por técnico e jogadores juventinos, mas é bom lembrar que a situação não está tão tranquila assim. Por conta do péssimo resultado contra o Lech Poznan, a equipe soma só dois pontos e ocupa apenas a terceira colocação do grupo no momento.

Veja aqui os gols e o relato da partida.

Steaua Bucareste 3×3 Napoli
Na Romênia, aconteceu de tudo: briga entre torcidas, expulsão de jogador e agressão ao árbitro. Além de futebol, é claro. Em campo, o Napoli começou sendo humilhado pelo Steaua Bucareste. Aos 16′, os partenopei já perdiam por 3 a 0, mostrando, mais uma vez, muita desatenção. O apagão napolitano só terminou aos 30′, quando o atacante Kapetanos foi expulso, por agredir Santacroce. Com mais calma e um jogador a mais, o time de Mazzari conseguiu diminuir antes do intervalo. No segundo tempo, com as (tardias) entradas de Lavezzi e Hamsik, o time não saiu mais de perto da área romena. Hamsik e Cavani empataram o jogo, antes do apito final do árbitro, que logo foi cercado e agredido por jogadores do Steaua. Eles reclamavam dos oito minutos de acréscimo dado pelo juiz para repor o tempo que o goleiro romeno levou sendo atendido, mais as substituições. No final das contas, o jogo serviu para o Napoli mostrar sua força e poder de reação. E uma lição: Lavezzi e Hamsik não são nomes para o banco de reservas.

Veja o relato e os gols da partida.

Sampdoria 1×0 Debrecen
A Sampdoria também passou por dificuldades, mas conseguiu vencer o Debrecen em casa e acumular pontos importantes. Coincidentemente, ou não, o resultado positivo (que não ocorria desde a vitória contra a Lazio no dia 29 de agosto) veio na volta do time ao 4-4-2 que deu tão certo na temporada passada. O jogo marcou também o reencontro de Pazzini com o gol. O atacante fez de pênalti e garantiu a vitória blucerchiata, após um mês sem comemorar. Com o rodízio de jogadores aplicado por Di Carlo, Manini e Koman ocuparam as pontas do meio de campo, nos lugares de Semioli e Guberti, e não fizeram boa partida, o que, somada à apresentação apagada de Cassano, explica a fraca atuação ofensiva. Defensivamente o time foi bem: o goleiro Curci foi o melhor do jogo e a linha de quatro postada a sua frente também se comportou muito bem. Agora, a Samp ocupa o segundo lugar do grupo, com um empate e uma vitória.

Veja os melhores momentos e o gol da partida.

Palermo 1×0 Lausanne
Nem parece o mesmo time que abateu a Juventus em pleno Olímpico de Turim, semana passada. Na noite de ontem, o Palermo precisou de 80 minutos para marcar um gol e vencer o fraco time da segunda divisão suiça. Foi a única vez no jogo inteiro que o time rosanero conseguiu penetrar na defesa do Lausanne. Antes disso, apenas chutes de longe, quase sempre mal sucedidos. Migliaccio, depois de quatro meses afastado por lesão, foi o autor do gol e o melhor em campo. Pastore também teve uma boa participação, enquanto Miccoli ainda recupera sua forma. O próximo desafio do Palermo é contra o CSKA Moscou, dia 21 de outubro.

Veja o relato, os melhores momentos e o gol da partida.

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