Liga dos Campeões

Liga dos Campeões: Inzaghi segura o tabu

Com 70 gols marcados, Pippo é o maior artilheiro da história das copas europeias.
Gerd Muller e Raúl ficaram para trás (Foto: Getty Images)

Agora são sete jogos entre as duas equipes no San Siro. E o que caminhava para ser a primeira vitória merengue em território milanês, terminou em um empate histórico e agradável de assistir. Graças ao brilho do artilheiro Filippo Inzaghi, que marcou dois gols hoje, os rossoneri se mantiveram invictos na disputa: cinco vitórias e dois empates. Além assegurar o tabu, Inzaghi alcançou também mais dois recordes pessoais: ultrapassou Van Basten na lista de artilheiros do Milan e tornou-se o maior goleador da história das copas europeias.

Mas antes de o atacante de 37 anos entrar para fazer história e virar capa de todos os sites especializados, o Milan passou por maus momentos. O Real Madrid entrou em campo com postura bem ofensiva e não tomou conhecimento dos donos da casa. Como se jogasse em seu estádio, partiu para cima do Milan e deu trabalho ao goleiro Abbiati durante toda a primeira etapa. Ao final do tempo acumulava 18 chutes a gol, contra apenas seis do time de Milão. E também um gol a favor. Dí Maria aproveitou mau posicionamento da zaga e enfiou boa bola para o conterrânero Higuaín abrir o placar.

Do outro lado, viu-se os mesmo erros de sempre. Pato, Ronaldinho e Ibrahimovic não voltam para ajudar na marcação e o time italiano passa aperto sempre que enfrenta um adversário mais rápido e criativo. Nas estatísticas, a supremacia física madrilenha também aparece. Enquanto o time do Milan percorreu pouco mais de 102 quilômetros, o Real chegou a quase 108 quilômetros. É quase como ter um jogador a mais. Para ordem de comparação, Ronaldinho correu 5,8 quilômentros durante seus 60 minutos em campo. O brasileiro, aliás, foi protagonista nos dois lances de maior perigo do Milan no primeiro tempo. Apesar de não ter feito grande partida, colocou Ibrahimovic em condições de marcar duas vezes.

As alterações que mudaram o jogo
No segundo tempo, o Real Madrid entrou com a mesma intensidade e tudo indicava que logo o time de Mourinho marcaria mais gols e definiria a partida. Porém, o favoritismo espanhol não durou muito. Aos 14′, em uma alteração questionável do técnico Allegri, Inzaghi entrou e mudou totalmente o ritmo do jogo. Se a maioria pensava que a entrada do atacante no lugar de Ronaldinho acabaria com qualquer chance de ligação entre meio-campo e ataque, a alteração serviu exatamente para dar uma sobrevida ao Milan. Com a correria e raça características, Inzaghi contaminou seus companheiros e o time mudou de postura. Mourinho já sabia. Na véspera do primeiro duelo, o técnico português afirmou que Pippo era o único atacante milanista que lhe dava medo.

Aos 23′, Pepe, que fez primeiro tempo perfeito, vacilou e deixou Ibrahimovic ir ao fundo cruzar. Cassillas também cooperou e não conseguiu tirar a bola, que sobrou fácil para Inzaghi marcar. Dez minutos mais tarde, o atacante marcaria mais um, dessa vez em posição irregular que o bandeira não viu. O lançamento foi de Gattuso, que saiu de campo aplaudido de pé, mais tarde. A recuperação do jogador impressiona. Desde o título mundial na Copa de 2006 ele não joga tão bem. Méritos para Allegri.

Pontos positivos também para Mourinho, que não se deixou abalar com o clima de euforia no estádio e teve coragem de tirar o zagueiro Pepe e colocar o ofensivo Pedro León em campo. O jovem meio campista foi o autor do gol de empate, aos 94′, após boa jogada com Benzema, pela direita do ataque. O resultado estragou a noite perfeita para os milanistas, mas fez justiça ao que os dois times apresentaram ao longo do jogo. Assim, o Real Madrid garantiu antecipadamente sua classificação para as oitavas de final da competição e o Milan continuou na segunda colocação do grupo, uma vez que o Auxerre venceu o Ajax no outro jogo do grupo (confira classificação).

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Basel 2×3 Roma
Na Suiça, a Roma reencontrou o caminho das vitórias e devolveu a derrota sofrida para o Basel na semana retrasada. Em um jogo em que Totti finalmente voltou a marcar (foram 178 dias de seca), Menez, Ranieri e até o jovem Greco também se destracaram. Nos primeiros 15 minutos, a equipe da casa pressionou como pôde e a noite parecia que não seria das melhores para os romanistas. Porém, as boas intervenções de Júlio Sérgio e a boa percepeção tática de Ranieri mudaram o jogo. Passando Simplício para a ala direita e deixando Menez jogar atrás de Totti e Vucinic, como trequartista, o técnico italiano acordou sua equipe e a partida mudou de lado. Menez marcou o primeiro, em chute colocado de fora da área, e Totti ampliou, de pênalti.

Na segunda etapa, a pressão do time suiço continuou e aos 24′ Frei diminuiu a vantagem gialorossa. Com o perigo aumentando e a Roma precisando da vitória, Ranieri apareceu bem mais uma vez: sacou o exausto Menez e apostou em Greco, que fez sua estreia internacional. Após apenas dois minutos em campo, o jovem mostrou seu cartão de visitas e ampliou para seu time. O gol de Shaqiri para o Basel aos 38′ assustou um pouco, mas a Roma esteve firme e segurou o resultado. Não foi uma grande partida do time italiano, mas a equipe já mostra alguma melhora. Destaque para a eficiência nos remates: foram sete tentativas e três no alvo. O Basel chutou 28 vezes, mas apenas sete na direção do gol. Os dois que entraram não foram suficientes para garantir algum ponto. Com o resultado, a Roma sobe para a segunda colocação do grupo e chega com moral para o clássico contra a Lazio, no fim de semana.

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