Serie A

Injeção de ânimo

Stefano Pioli é a aposta do Bologna para o lugar de Bisoli. Primeiro objetivo do técnico é dar coesão ao grupo, ganhar moral e soltar a lanterna (Getty Images)

Como o esperado, Pierpaolo Bisoli não sobreviveu a mais uma derrota do Bologna e foi demitido após o jogo contra a Udinese, no último domingo. O anúncio oficial só foi feito na terça-feira, mas a decisão foi tomada logo após a partida, confirmou o presidente Guaraldi. Bisoli acumulou apenas um ponto em cinco jogos à frente da equipe e fez o pior início de campeonato dos rossoblù desde que eles voltaram à Serie A, em 2008. De lá para cá, o time já trocou de técnico seis vezes. Só nos últimos 13 meses, foram cinco mudanças.

Desta vez, quem assume o comando do clube é Stefano Pioli, ex-Palermo e Chievo. Na temporada passada, à frente dos gialloblù, Pioli fez ótima campanha e, com trabalho consistente, salvou a equipe do rebaixamento antes do esperado e conquistou uma surpreendente 11ª colocação para o time. Os bons resultados chamaram a atenção do presidente Zamparini, do Palermo, que o contratou para guiar seu time em 2011-12. A história entre Palermo e Pioli, no entanto, não durou muito: com a queda precoce do time na Liga Europa e outros maus resultados em amistosos de pré-temporada, Zamparini demitiu Pioli antes mesmo de ele completar três jogos oficiais no comando da equipe.

Agora, o treinador vai tentar recuperar seu prestígio na Serie A e sabe que o desafio não será fácil. O Bologna tem elenco limitado e deve lutar contra o rebaixamento até as últimas rodadas. O próprio presidente do clube tem ciência das limitações do time, como mostrou em declaração sobre a demissão de Bisoli: “Ele pagou por culpas que não são suas. Mas no futebol, como todos sabem, é mais fácil trocar apenas um técnico do que um conjunto de 11 jogadores”. Por isso, a aposta de Guaraldi é mais no espírito motivacional de Pioli do que em suas convicções táticas.

Na Emília, o treinador deve repetir a formção que utilizou em Chievo na última temporada: um 4-3-1-2, com Koné, Mudingayi e Pulzetti no meio, Diamanti de trequartista e Ramirez e Di Vaio no ataque. A outra opção seria escalar uma defesa com três zagueiros e tentar explorar as pontas, montando um meio de campo com cinco homens. Apesar de não ter sido bem sucedida em Palermo, a opção pode ser uma boa alternativa para dar mais segurança à defesa da equipe, que já sofreu dez gols neste campeonato.

No ataque, a situação também é preocupante. O time marcou apenas dois gols em cinco jogos e vê seu maior ídolo, Marco Di Vaio, em má fase. O grande desafio de Pioli talvez seja a recuperação do bom futebol do capitão, que ainda não apareceu neste início de Serie A e é essencial para o bom rendimento do time. O ex-treinador, com quem não tinha boa relação, é um obstáculo a menos para o atacante, que ainda tem que se preocupar com a boa forma física. Tentar encaixar o jogo de Acquafresca, uma das principais contratações do mercado, também ajudaria. A estreia de Pioli é no próximo domingo, dia 16, contra o Novara, fora de casa.

2 comentários

  • Também não gosto do Pioli, mas não acho que foi tão má escolha assim. Situação de Bisoli já era insustentável no clube e, dentro do orçamento do Bologna, não havia muita opção no mercado (Delio Rossi e Ballardini já tinham recusado propostas).

    Vamos ver, né?! Fato é que esse ano vai ser mais difícil para o Bologna se salvar do rebaixamento.

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