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Serie B: instabilidade é aqui mesmo



Com 11 gols, Abel Hernández é a estrela do Palermo na campanha da equipe na Serie B (Getty Images)

Dois meses atrás (aqui) falávamos do
início surpreendente do Lanciano na sua segunda participação na Serie B
e o início abaixo do esperado do Palermo. Eram épocas também de outras surpresas, como o Avellino, que segue na parte alta da tabela, e de decepções, como Palermo e Pescara, que conseguiram reagir. Pois bem, dez rodadas se passaram de
lá pra cá, a segunda divisão do futebol italiano chegou na sua metade e a
situação já é bem diferente. A liderança mudou sete vezes entre quatro times,
agora melhor para os ricos sicilianos (por enquanto?) e a briga por uma vaga
entre os seis do play-off segue quente e imprevisível.

Palermo
Até a 11ª rodada, o Palermo
ocupava a sexta colocação com 18 pontos (de 33 possíveis, ou seja, quase a
metade) e a cabeça de Gattuso, uma aposta questionável, dada a falta de
experiência e referências de sua qualidade, não demorou para ser cortada por Zamparini.
O presidente rosanero, contudo, acertou ao trazer Iachini, com quem já
trabalhara no Venezia entre 2001 e 2002. O ex-mediano da Fiorentina, que também
jogou na Sicília entre 1994 e 1996, vem se especializando em Serie B e já fez
bons trabalhos por Piacenza, Brescia e Sampdoria (promovido com os dois
últimos), além de boa passagem na Serie A pelo Siena na última temporada, apesar do
rebaixamento.
Com o novo treinador, os rosanero
venceram 10 de 15 partidas, empataram três e perderam apenas duas vezes, para
os recém-promovidos Latina e Carpi – para efeito de comparação, Gattuso perdeu
três em seis jogos. Disparada a maior folha salarial da Serie B e com o elenco mais
valorizado (mais até que alguns times da Serie A), o Palermo vem contando com
suas estrelas, a exemplo dos sulamericanos Abel Hernández, Barreto e Múñoz, e
as jovens promessas Belotti e Verre para confirmar o favoritismo e investimento.
Por ter um grupo mais completo e um treinador mais experiente, não deve demorar
para o clube confirmar sua volta para a Serie A, mas deve se ter atenção para a
curta distância em relação a Empoli, Avellino, Pescara, Lanciano e Crotone.
Pescara
Também decepção até a 11ª rodada,
o Pescara vem se recuperando no campeonato e apenas três pontos separa a equipe abruzzesa do
Avellino, terceiro colocado. Nos últimos dois meses, o time de Marino entrou em
campo dez vezes, venceu sete, empatou duas e perdeu apenas uma, justamente para
o Empoli, segundo colocado. A boa sequência tirou os golfinhos da 16ª colocação, e deixou a equipe na zona dos play-offs, com distância alcançável para Avellino e Empoli.
O time não apresenta muita constância, mas o segundo elenco mais caro do
campeonato deve sonhar com mais e lutar pela volta à elite do futebol italiano.
Crotone
Não muito distante das surpresas Avellino e Lanciano, o Crotone não chega a ser uma novidade, já que
desde que subiu para a Serie B, em 2009, se estabeleceu como equipe de meio de
tabela, sem riscos de rebaixamento e quase sempre próxima das lutas por vagas nos play-offs. O clube calabrês costuma
montar seus times com jovens, geralmente de times grandes da Serie A, e, não à
toa, tem o elenco com a segunda média mais jovem do campeonato, atrás do Bari.
Com
32 pontos, nove vitórias, cinco empates, sete derrotas, 32 gols marcados e 31
sofridos, é sempre uma equipe interessante de se acompanhar pela vocação
ofensiva. Nesta temporada, o time de Massimo Drago, cria do clube quando jogador e
também como treinador (na equipe técnica desde 2005 e treinador desde 2012) tem
como maiores destaques os meias Cataldi (Lazio), Dezi (Napoli) e Crisetig
(Inter/Parma), os pontas Bernardeschi (Fiorentina) e Bidaoui (Parma), os
atacantes Pettinari (Roma/Crotone) e Ishak (Parma) e o goleiro Gomis (Torino),
todos com menos de 23 anos.
Trapani
O jogo contra a Inter pela Coppa Italia, o primeira de sua história contra uma equipe de Serie A, parece ter servido de fôlego para o Trapani. Sem grandes investimentos, o clube siciliano vinha cambaleando na sua primeira temporada na Serie B, mas desde a vitória sobre o Novara, no dia 17 de novembro, vem numa crescente e já não perde há oito jogos (venceu cinco), embalado pela boa fase do artilheiro do campeonato, Mancosu, além do talentoso ponta Nizzetto. Será apenas fogo de palha este momento dos sicilianos ou o time tem condições de incomodar os conterrâneos Palermo e Catania para se estabelecer como uma das forças da ilha?
Seleção da Serie B (até a 21ª rodada)
Sepe (Lanciano); Zambelli (Brescia), Cottafava (Latina), Tonelli (Empoli), Garofalo (Modena); Barreto (Palermo), Valdifiori (Empoli), Rosina (Siena); Mancosu (Trapani), Caracciolo (Brescia), Hernández (Palermo). Técnico: Iachini (Palermo)
Perfil tático da Serie B
3-5-2 (11) – Palermo, Avellino, Cesena,
Siena, Latina, Modena, Novara, Ternana, Cittadella, Reggina, Juve Stabia
4-3-3 (4) – Crotone, Lanciano, Varese,
Bari
4-4-2 (3) – Trapani, Spezia,
Padova
4-3-1-2 (1) – Empoli
3-4-3 (1) – Pescara
3-5-1-1 (1) – Brescia
4-4-1-1 (1) – Carpi
Classificação da Serie B aqui

Principais estatísticas da Serie B aqui


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