Liga Europa

Só vitórias: times da Itália estrearam com o pé direito na Europa League

Se a primeira rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões foi péssima para as equipes italianas, a da Liga Europa foi muito diferente: Atalanta, Lazio e Milan estrearam na competição vencendo seus adversários. Os times lombardos impressionaram, com placares elásticos, enquanto os romanos precisaram de uma boa atuação no segundo tempo para conseguir uma virada.

Às 14 horas (horário de Brasília), Milan e Atalanta foram os primeiros a entrarem em campo. Os rossoneri viajaram até os Alpes para enfrentar o Austria Viena no Ernst Happel Stadion e hipotecaram a vitória ainda nos primeiros acontecimentos da etapa inicial. As ótimas atuações de Kessié, Çalhanoglu e André Silva deram curto-circuito no frágil sistema defensivo violeta, que já na última temporada havia sofrido sete gols da Roma em duas partidas da competição.

Aos 10 minutos, o Milan já vencia por 2 a 0. Primeiro, aos sete, Çalhanoglu roubou bola do zagueiro Kadiri e apareceu na área para concluir a jogada com um forte chute no ângulo. O turco novamente desarmou um adversário, três minutos depois, e acionou André Silva na jogada do segundo tento. Aos 20, nova assistência do camisa 10 rossonero para o segundo gol do português.

Após o intervalo o zagueiro Borkovic até diminuiu, mas Kessié driblou um adversário e deixou o ex-portista na cara do gol, para consagrá-lo com a tripletta: antes dele, o último milanista a fazer três gols em uma partida de competição europeia havia sido Kaká, em 2006. Suso ainda fecharia o placar com um chute de fora da área, que desviou nas costas de Kadiri. Enquanto o zagueiro ganês teve uma noite de terror, o Milan simplesmente voou na Áustria. Embora os vienenses não sejam parâmetro, o 3-5-2 funcionou bem – ninguém vence por 5 a 1 jogando mal. Poderia ter sido ainda mais perigoso se Suso tivesse ocupado a vaga de um apagado Kalinic desde o pontapé inicial.

Papu Gómez fez um golaço, dançou e chamou o Everton para bailar (Ansa)

Simultaneamente à partida em Viena, a Atalanta recebeu o Everton. La Dea não teve o estádio Atleti Azzurri d’Italia liberado pela Uefa e, por isso, terá de mandar seus jogos no Mapei Stadium, de propriedade do Sassuolo. Poderia ser um ponto negativo para a equipe no grupo da morte – que ainda tem os franceses do Lyon e os cipriotas do Apollon –, mas a torcida nerazzurra lotou a arena de Reggio Emilia, distante 200 km de Bérgamo, para empurrar o time na volta às competições europeias após 26 anos de ausência.

Assim como o Milan, a equipe bergamasca conseguiu grande vantagem ainda no primeiro tempo – o 3 a 0 acabaria por ser o resultado final. Aos 27 minutos, o zagueiro Masiello contou com a sorte em uma cobrança de escanteio e finalizou para as redes após uma bola cruzada na área tocar na coxa de Jagielka e sobrar limpa para ele. Aos 41 minutos, uma jogada trabalhada pelos nerazzurri contou com um passe de Petagna para seu parceiro Papu Gómez receber na entrada da área. O argentino dominou, cortou para o pé direito e acertou o ângulo do gol defendido por Stekelnburg.

O segundo gol desnorteou a equipe inglesa, que não chegou a poupar tantos titulares – ficaram de fora o goleiro Pickford e o meia Klaassen, mas jogaram Baines, Jagielka, Sigurdsson e Rooney. Três minutos após o segundo, a Atalanta armou um contra-ataque eficiente e Cristante acabou marcando o terceiro. Após o intervalo, os nerazzurri tiveram apenas o trabalho de administrar a vitória e mantiveram a invencibilidade em jogos disputados em casa por competições europeias. Os Toffees, por sua vez, continuam sua sina de não vencerem na Itália: já são quatro derrotas.

Immobile entrou no segundo tempo e foi um dos artífices da vitória laziale (AP)

Logo após os sucessos de Milan e Atalanta, a Lazio entrava em campo. A equipe biancoceleste foi até a Holanda para enfrentar o Vitesse, clube-satélite do Chelsea, e precisou suar muito mais para garantir os três pontos: 3 a 2, de virada. No GelreDome, o Vitas dominou grande parte do confronto, mas acabou sofrendo a virada após Inzaghi ter tirado titulares do banco de reservas.

A partida da sensação holandesa (a equipe é uma das vice-líderes da Eredivisie) foi muito interessante, em especial por causa das subidas do kosovar Rashica pela ponta direita. O jogador colocou Lukaku em dificuldades durante toda a partida e foi a principal opção da equipe aurinegra. Dos seus pés saiu o cruzamento para Matavz fazer 1 a 0. O esloveno jogou no Genoa e não deixou saudades, mas ratificou a boa fase: é artilheiro do Campeonato Holandês e chegou ao quinto gol em cinco partidas na temporada.

A Lazio buscou o empate no segundo tempo, com Parolo, mas Rashica ressurgiu logo na sequência e, após deixar Lukaku vendido, cruzou para Linssen fazer 2 a 1. Foi aí que Inzaghi percebeu que o rodízio não estava dando certo: a equipe, cheia de reservas, não estava rendendo. De titulares, estavam em campo somente Strakosha, De Vrij e Parolo – além de Immobile, que substituiu o defensor brasileiro Luiz Felipe no intervalo. Após o segundo gol, Lulic e Milinkovic-Savic também entraram e deram equilíbrio aos biancocelesti. Aos 67, Immobile concluiu uma jogada bem trabalhada e, ao receber passe de letra de Caicedo, deslocou o goleiro Pasveer. Minutos depois, deu a assistência para Murgia virar a partida. Com os três pontos na carteira, agora Inzaghi pode pensar em fazer rodízios menos drásticos e arriscados para as próximas partidas.

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