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A base vem como? Itália perde Europeu Sub-19, mas mostra evolução mais uma vez

Há um ano, produzimos um especial que colocava a Itália entre as melhores seleções em termo de matéria-prima para a Copa do Mundo de 2022. E os azzurrini estão fazendo jus à alta expectativa. Ainda em 2017, a seleção italiana sub-20 terminou o Europeu da categoria na semifinal, depois de perder por 3 a 1 para a Espanha, que venceu com tripletta do meio-campista Saúl Ñíguez. Agora em 2018, a Itália também alcançou frutos com sua base.

Em maio, a seleção sub-17 terminou como o segundo lugar do Europeu da categoria. Os italianos perderam para a Holanda por 6 a 3 nos pênaltis, depois de um empate em 2 a 2 no tempo normal e na prorrogação. Neste domingo, 29 de julho, os azzurrini sub-19 perderam o Europeu diante de Portugal por 4 a 3 – o maior placar de uma final da competição.

Nos acréscimos do primeiro tempo, João “Jota” Filipe finalizou fraco da entrada da área e Alessandro Plizzari, que tinha defendido cinco chutes difíceis, engoliu o frango. Na etapa final o jogo ganhou mais emoção, principalmente depois de Portugal marcar o segundo: Jota passou por Davide Bettella, arrematou, Plizzari defendeu, e Francisco Trincão pegou o rebote.

A Itália estava abatida após levar o segundo, mas Moise Kean, promessa de 18 anos de Juventus, entrou em cena. O atacante, que havia entrado em campo logo no início da segunda etapa na vaga do interista Andrea Pinamonti, chamou a responsabilidade para si. Em um chute seco da intermediária, diminuiu o prejuízo para os italianos. Um minuto depois, recebeu cruzamento de Nicolò Zaniolo e bateu rasteiro no contrapé do goleiro. A comemoração do bianconero foi igual à de Mario Balotelli na Eurocopa de 2012 contra a Alemanha: tirou a camisa e mostrou todos os seus músculos próximo à bandeirinha de escanteio.

Com o placar igualado, ambas as seleções não se arriscaram muito ao ataque e o jogo seguiu à prorrogação. Faltando um minuto para o término do primeiro tempo extra, Portugal pulou na frente do marcador: João Filipe abriu espaço na intermediária e soltou uma bomba no canto esquerdo de Plizzari, que até chegou a tocar na redonda. Nos 15 minutos finais, os azzurrini reagiram com um golpe de cabeça do capitão Gianluca Scamacca, após cruzamento milimétrico de Raoul Bellanova. Porém, não deu nem tempo de comemorar, pois a defesa azzurra vacilou no reinício da partida e o reserva Pedro Correia matou o duelo com um chute no cantinho.

Apesar dos dois reveses neste ano, as seleções sub-17 e sub-19 mostraram que a próxima geração pode render bons frutos e apagar os últimos vexames da Itália em Copas do Mundo. Se a seleção francesa que conquistou o Mundial de 2018 tinha uma média de idade de 25,5 anos, os italianos podem criar muita expectativa para os próximos anos. A base vem forte e, junto com jogadores já revelados e/ou consagrados, pode fazer barulho.

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