Serie A

21ª rodada: na jornada mais prolífica do torneio, o artilheiro Quagliarella fez história

Se você for daqueles que não acredita em coincidências, a 21ª rodada do Campeonato Italiano foi feita para você. Afinal, o que mais poderia explicar que justo no fim de semana mais repleto de gols desta Serie A (foram 37, média de 3,7/jogo) alguém igualaria a sequência de maior número de partidas comparecendo às redes? Ademais, o “alguém” que equiparou um dos recordes mais impressionantes do futebol da Velha Bota, vigente há duas décadas e meia, foi justamente Quagliarella, artilheiro da competição. Nada é por acaso. Confira no resumo da rodada!

Sampdoria 4-0 Udinese
Quagliarella (pênalti), Quagliarella (pênalti), Linetty (Saponara) e Gabbiadini (Quagliarella)

Tops: Quagliarella e Colley (Sampdoria) | Flops: Behrami e Musso (Udinese)

Quagliarella segue fazendo história. Como um vinho, o atacante de 35 anos melhora a cada temporada em Gênova e dessa vez igualou um recorde que parecia imbatível: o de mais rodadas seguidas marcando gols, que era de Gabriel Batistuta. O argentino foi às redes em onze partidas em sequência pela Fiorentina, há 25 anos, mas o italiano tem uma vantagem: marcou gols de pênalti em três jogos, contra cinco de Batigol. Com a doppietta que abriu a contagem na goleada contra a Udinese, Fabio também se isolou na artilharia do campeonato, com 16 tentos.

Depois da queda entre outubro e novembro, o time de Marco Giampaolo reencontrou o caminho das vitórias graças à grande fase do seu capitão. Esta foi a quarta vitória seguida da Samp no Luigi Ferraris. Os visitantes ficaram na bronca com a arbitragem por causa dos pênaltis (que existiram), mas dificilmente teriam condições de parar Quagliarella. Depois de anotar a doppietta, a partir da marca da cal, o veterano participou dos outros dois gols do jogo. Primeiro, bom trabalho de pivô e passe para Saponara assistir Linetty, e depois um belo cruzamento para Gabbiadini marcar no seu retorno ao Marassi.

A Samp aparece como forte candidata por uma vaga europeia: com 33 pontos, está na sexta posição e tem dois a menos que o Milan, quarto colocado. Por sua vez, a Udinese vive um péssimo momento. Nas três últimas vezes em que teve um aproveitamento tão baixo após 21 rodadas, a equipe friulana acabou rebaixada. Não seria de se admirar se o técnico Nicola fosse demitido.

Atalanta 3-3 Roma
Castagne (Gómez), Rafael Tolói (Gómez) e Zapata (Ilicic) | Dzeko (Zaniolo), Dzeko (N’Zonzi) e El Shaarawy (Zaniolo)

Tops: Gómez (Atalanta) e Dzeko (Roma) | Flops: Berisha (Atalanta) e Olsen (Roma)

Quando você pensa que a Roma finalmente vai engrenar, ela vai lá e dá uma clássica romada. O time de Eusebio Di Francesco teve um primeiro tempo quase perfeito em um ambiente bastante hostil, o sempre traiçoeiro Atleti Azzurri d’Italia – basta lembrar que, lá, a Inter foi goleada e a Juventus quase perdeu sua invencibilidade. O time romano parecia confiante para chegar à quarta vitória seguida no campeonato e, assim, assumir a quarta posição, porém cedeu o empate mesmo depois de abrir 3 a 0.

O intervalo entre os dois tempos marcou uma divisão perfeita na história da partida. No primeiro, os visitantes controlaram a pressão anfitriã e abriram o placar no segundo minuto: após cruzamento de Kolarov, Zaniolo ajeitou com o peito para Dzeko marcar na Serie A pela primeira vez desde outubro. O bósnio foi às redes novamente, após ser lançado por N’Zonzi e aproveitar saída terrível de Berisha para cortar o adversário e fazer sua doppietta. Já Zaniolo inventou outra grande jogada para deixar El Shaarawy cara a cara com o goleiro albanês e fazer o terceiro.

Tudo o que a Roma precisava era administrar o jogo e tentar sofrer o menos possível diante do melhor ataque da competição. No entanto, pouco antes do intervalo a equipe giallorossa sofreu o primeiro golpe, quando Castagne antecipou Karsdorp na segunda trave e completou a jogada de Ilicic e Gómez. No segundo tempo, o argentino levantou a bola na área novamente e dessa vez o ex-romanista Rafael Tolói conferiu, definitivamente recolocando os anfitriões no jogo.

Na sequência, a Atalanta teve a oportunidade de empatar, mas Zapata acabou isolando cobrança de pênalti – jogou a bola para fora do estádio, praticamente. De qualquer forma, o colombiano teve a oportunidade de se redimir logo na sequência, graças a outra jogada de Ilicic, que havia sofrido a penalidade. Com isso, Duván marcou pela oitava rodada seguida e já vislumbra alcançar os recordistas Batistuta e Quagliarella. O empate da Dea já era bom, pelas circunstâncias da partida, e quase se transformou em vitória no final.

A farra do gol de Zapata não acaba nunca; pelo menos não enquanto Ilicic não deixar (EFE)

Chievo 3-4 Fiorentina
Stepinski (Depaoli), Pellissier (pênalti) e Djordjevic (Depaoli) | Muriel, Benassi (Simeone), Chiesa (Dabo) e Chiesa (Gerson)

Tops: Chiesa e Lafont (Fiorentina) | Flops: Sorrentino (Chievo) e Benassi (Fiorentina)

Isso é Premier League? Não, isso é Fiorentina! O time viola definitivamente não tem cuidado com o coração dos seus torcedores, e novamente decidiu uma partida nos últimos minutos. Em Verona, o resultado foi ainda melhor do que o da rodada passada e fez a equipe voltar a se aproximar da zona europeia. Nesse momento, os gigliati encontram-se apenas três pontos atrás da Sampdoria e a dois de Atalanta e Lazio. Já o Chievo continua o seu calvário na lanterna e vê o time ser desmontado no mercado de janeiro.

Em um jogo com arbitragem bastante confusa de Daniele Chiffi, os visitantes saíram na frente do placar logo cedo, com Muriel: o colombiano se tornou o primeiro viola desde Luca Toni a marcar nas duas primeiras partidas da Serie A pelo clube. Os donos da casa, contudo, chegaram ao empate – ou o que poderia ter sido, já que tiveram um gol anulado e depois um pênalti negado. No lance seguinte, Benassi ampliou a vantagem, com um belo chute cruzado.

De qualquer forma, a desvantagem não abalou o Chievo, que descontou ainda no primeiro tempo, com Stepinski, que completou cruzamento de Depaoli. Na etapa final, Benassi passou de herói a vilão, por casa de um lance instintivo: sobre a linha do gol, esticou o braço para evitar que o chute de Léris entrasse, ganhando de presente um cartão vermelho e cedendo um pênalti ao adversário. Na cobrança, Pellissier empatou. Em meio à pressão dos anfitriões, porém, a Fiorentina encaixou mais dois contra-ataques mortais com Chiesa. Na sanha de buscar a virada, o time da casa simplesmente esqueceu de bloquear o melhor atributo do prodígio violeta.

Depois de acertar o travessão, o filho de Enrico foi lançado por Dabo e finalizou com segurança, na saída de Sorrentino. O veterano voltou a ser batido por Chiesa seis minutos depois, dessa vez em jogada de Gerson. No meio disso, Muriel parou na trave e Pellissier teve cobrança de pênalti defendida por Lafont, que evitou novo empate. Após novo cruzamento de Depaoli, que vai para o Genoa junto com Radovanovic, Djordjevic chegou a descontar. Tudo isso debaixo de uma chuva fininha, que deu caráter ainda mais épico ao jogo. Por fim, resta lembrar que o duelo entre Fiorentina e Chievo no primeiro turno também teve sete gols – a viola venceu por 6 a 1.

Lazio 1-2 Juventus
Can (contra) | Cancelo e Cristiano Ronaldo (pênalti)

Tops: Lucas Leiva (Lazio) e Cancelo (Juventus) | Flops: Lulic (Lazio) e Can (Juventus)

Neste domingo, a Lazio jogou como nunca e perdeu como sempre. Contra a Juventus, pelo menos, os biancocelesti têm um longo histórico de freguesia, que não conseguiram estancar nem mesmo diante de uma rival pouco inspirada, acometida pelos desfalques de Pjanic, Khedira, Mandzukic e Bonucci (o último se machucou nos minutos iniciais e ficará um mês de molho). O time de Simone Inzaghi teve grande início de partida, foi capaz de encurralar a líder do campeonato e acabou tornando Szczesny e Rugani os grandes destaques dos bianconeri em grande parte do jogo. A Lazio ainda abriu o placar, mas mais uma cedeu à pressão e sucumbiu.

Dessa forma, os aquilotti ampliaram seu péssimo retrospecto contra as equipes na parte superior da tabela: entre as 11 primeiras colocadas da Serie A, venceu apenas a Fiorentina. Seus outros melhores resultados contra esses adversários foram os empates com Milan e Torino. Com tal desempenho, a Lazio saiu da zona europeia pela primeira vez na temporada, já que foi ultrapassada por Sampdoria e Atalanta e caiu para a sétima posição. Já a Juventus aproveitou os tropeços dos rivais para ampliar sua vantagem, que agora é de 11 pontos – após 21 rodadas, é a maior desde 2006-07.

Szczesny resistiu por bastante tempo a pressão laziale. Em atuação segura, só foi vazado aos 59 minutos, num lance absolutamente fortuito. Após cobrança de escanteio, Can se enrolou todo e acabou marcando contra, com uma cabeçada estranha. A reação juventina começou quando Cancelo saiu do banco para jogar no ataque. Três minutos depois de ter entrado, o camisa 20 marcou o gol do empate, aproveitando grande jogada de Bernardeschi e rebote de Strakosha. No final, o português foi derrubado por Lulic na área e seu compatriota Cristiano Ronaldo converteu a cobrança para garantir a vitória.

Sem risadinha: Juve jogou mal, mas garantiu mais uma vitória (AP)

Milan 0-0 Napoli

Tops: Donnarumma (Milan) e Ospina (Napoli) | Flops: Cutrone (Milan) e Mertens (Napoli)

Em jogo abaixo da expectativa, Milan e Napoli ficaram zerados no primeiro dos confrontos que farão no San Siro em menos de uma semana – o segundo, nesta terça, vale pelas quartas de final da Coppa Italia. Apesar de ambas as equipes terem produzido oportunidades perigosas e os goleiros Donnarumma e Ospina tenham se destacado, com defesas decisivas, os ataques ficaram devendo, a exemplo do duelo entre os poloneses Piatek e Milik.

Com o resultado, o Diavolo mantém um retrospecto recente ruim contra o Napoli, mesmo jogando em Milão. Tem apenas uma vitória nas últimas sete partidas contra os napolitanos. Havia grande expectativa para o retorno de Ancelotti ao estádio em que fez história pelos rossoneri como jogador e treinador. O comandante azzurro foi homenageado até com faixa da Curva Sud, mas acabaria expulso por reclamação. Nos minutos finais, foi mandado para o chuveiro depois da expulsão de Ruiz, que acabou erroneamente recebendo o segundo amarelo por uma falta que não cometeu.

Torino 1-0 Inter
Izzo (Ansaldi)

Tops: Izzo e Djidji (Torino) | Flops: Politano e João Mário (Inter)

Depois de uma boa série de resultados nas últimas rodadas, a Inter voltou a sucumbir. A equipe nerazzurra foi derrotada pela primeira vez em um mês e meio, e justamente em Turim, onde havia caído para a Juventus. Dessa vez, o carrasco foi Walter Mazzarri, que permanece invicto contra sua antiga equipe desde que retornou para a Itália. O Toro de Walterino ainda ampliou o bom retrospecto contra os milaneses e conquistaram a segunda vitória seguida em casa pelo campeonato, o que não acontecia desde abril de 2018.

A rodada só não foi pior para o time de Luciano Spalletti por causa dos tropeços de Napoli, Milan e Roma. O que pesou mesmo foi a péssima atuação, que deixou o torcedor bastante preocupado. Quase sempre utilizado, Politano sente um nítido desgaste físico – que reverbera no psicológico, como mostra sua tonta expulsão por reclamação –, ao passo em que Keita se recupera de lesão e há grande indefinição quanto à permanência de Perisic e Candreva. Com tantas incógnitas nas pontas, Spalletti espelhou o 3-5-2 do Torino, mas não pode tirar nenhuma nota positiva. O desempenho dos anfitriões também não brilhou aos olhos, mas os grenás chegaram à vitória com o gol de Izzo, ainda no primeiro tempo.

Sassuolo 3-0 Cagliari
Locatelli, Babacar (pênalti) e Matri (Duncan)

Tops: Locatelli e Djuricic (Sassuolo) | Flops: Srna e Pisacane (Cagliari)

Enfim uma vitória. Sofrendo da síndrome de “empatite” nos últimos meses, o Sassuolo perdeu protagonismo e, contra o Cagliari, venceu apenas pela terceira vez desde novembro. De qualquer forma, além de ter ampliado o domínio caseiro contra os sardos, o time de Roberto De Zerbi retornou para a parte superior da tabela graças a uma partida conduzida com bastante tranquilidade.

A atuação emiliana teve muita segurança do ponto de vista defensivo, visto que Pavoletti foi controlado e os visitantes foram mantidos longe da sua área – nem mesmo sonharam em interromper a sequência de nove partidas sem vitórias fora da Sardenha. Os donos da casa entregaram a posse de bola e, eficientes nas retomadas, contra-atacaram com facilidade. Os neroverdi asseguraram a vitória nos extremos do primeiro tempo dessa forma. O primeiro foi de Locatelli, que aproveitou rebote de Cragno em chute de Berardi, e o segundo veio com Babacar, convertendo pênalti sofrido por Djuricic.

Após o intervalo, Rolando Maran tentou reagir com Diego Farias e Birsa, mas seu time seguiu improdutivo na criação e na finalização das jogadas, enquanto o meio-campo anfitrião marcou a diferença. No final da partida, Duncan cruzou de trivela para Matri escorar, indo às redes do Mapei Stadium pela primeira vez em quase um ano e meio. O seu último gol no antigo Città del Tricolore havia sido justo contra o Cagliari, clube em que fez história e do qual também é carrasco – já anotou sete gols contra os casteddu. O placar poderia ter sido ainda mais elástico, não fossem duas importantes defesas de Cragno.

O Frosinone goleou o Bologna e fez história (AFP)

Parma 2-3 Spal
Inglese (pênalti) e Inglese | Valoti (Lazzari), Petagna (Kurtic) e Fares

Tops: Inglese (Parma) e Petagna (Spal) | Flops: Sepe (Parma) e Simic (Spal)

Três meses depois, a Spal voltou a vencer. Onze partidas se passaram desde a surpreendente vitória no Olímpico, contra a Roma, e o triunfo no Ennio Tardini, nesta rodada. Com isso, o time de Leonardo Semplici abriu boa vantagem para a zona de rebaixamento, até mesmo porque durante o período negativo continuou pontuando – vem de cinco empates seguidos em casa. Já o Parma manteve o retrospecto ruim diante da sua torcida e perdeu chance de encostar na Lazio.

Apesar disso, o time de Roberto D’Aversa chegou a estar próximo da vitória. Afinal de contas, Inglese passou Gervinho para se tornar o artilheiro da equipe, marcando seus primeiros gols em casa desde setembro. Primeiro, depois de ser derrubado por Simic – o árbitro Rosario Abisso poderia ter deixado o jogo seguir –, Bob abriu o placar em cobrança de pênalti. Depois aproveitou rebote de chute no travessão de Gervinho e, desmarcado, garantiu sua doppietta.

A reação dos visitantes começou com o gol de Valoti, que completou cruzamento na medida de Lazzari aos 70 minutos. Aos 75, em outro gol de cabeça, Petagna marcou seu sétimo tento no campeonato, depois de cobrança de escanteio de Kurtic. Já na reta final da partida, coube a Fares ser o herói da tarde. O argelino aproveitou sobra de bola e avançou até a intermediária, de onde emendou um chute muito forte, sem chances para Sepe.

Empoli 1-3 Genoa
Di Lorenzo | Kouamé (Criscito), Lazovic (Bessa) e Sanabria (Lazovic)

Tops: Lazovic e Bessa (Genoa) | Flops: Veseli e Provedel (Empoli)

Com sua primeira vitória fora de casa desde setembro, o Genoa conquistou três pontos importantes para se afastar da zona de rebaixamento. A última derrota para o Milan tinha deixado marcas, já que o time de Cesare Prandelli foi superior e sucumbiu no final. Dessa vez, conseguiu dar a volta por cima contra o Empoli: não se deixou abater pelo empate sofrido na etapa final e assegurou a vitória. Para os toscanos, nada mudou na tabela, mas a queda de rendimento depois do início promissor de Giuseppe Iachini preocupa: são cinco derrotas nas últimas seis rodadas.

No Carlo Castellani, os visitantes saíram na frente do placar com Kouamé, completando cruzamento de Criscito. A vantagem deu conforto para o time lígure recuar e defender sua área. O que Prandelli não esperava era a falha do goleiro Radu, que cortou mal o cruzamento de Pasqual, e ofereceu a bola para Di Lorenzo empatar. De qualquer forma, em poucos minutos o Genoa voltou a ficar na frente do placar, após grande contra-ataque puxado por Bessa, que passou para Lazovic chutar de fora da área. Na sequência, o próprio sérvio deixou Sanabria na cara do gol para marcar, em sua estreia, com o primeiro toque na pelota. Exatamente ao estilo Piatek, de quem assumiu a camisa 9.

Bologna 0-4 Frosinone
Ghiglione (Beghetto), Ciano (Beghetto), Pinamonti (Cassata) e Ciano

Tops: Ciano e Beghetto (Frosinone) | Flops: Skorupski e Mattiello (Bologna)

Como a Spal, o Frosinone também não vencia há três meses, mas o retrospecto da equipe do Lácio é ainda pior – a vitória contra o time de Ferrara era a única dos ciociari até esta rodada. A visita a Bolonha, vizinha de Ferrara, trouxe bons fluidos para os canários, que pela primeira vez marcaram quatro gols num jogo de Serie A. O grande destaque foi a pontaria cirúrgica dos visitante, que anotaram quatro gols em sete chutes. Para melhorar, o triunfo veio contra um adversário direto na briga contra o rebaixamento. O Bologna, que hoje só tem um ponto de vantagem sobre os frusinati, percebeu a corda apertando o seu pescoço e sacou o técnico Pippo Inzaghi após a derrota. Sinisa Mihajlovic foi o escolhido pela diretoria para substitui-lo e retorna ao clube depois de uma década.

O caminho para a vitória do time de Marco Baroni, que conquistou seu primeiro triunfo como treinador na Serie A somente na 17ª partida, depois de experiências breves com Siena e Benevento, foi facilitada pela expulsão de Mattiello. Ainda aos 12 minutos, o lateral foi afobado e imprudente, chegando com as travas da chuteira na canela de Cassata, após adiantar demais a bola. Em poucos minutos, Beghetto aproveitou a ausência do lateral-direito para fazer a festa na ponta esquerda.

Da canhota do ala saíram os dois primeiros gols. O primeiro marcado por Ghiglione, completando de cabeça o cruzamento, enquanto o segundo saiu após outro drible de Beghetto sobre Poli, improvisado na lateral direita: após passar pelo ex-volante do Milan, o jogador do Frosinone cruzou rasteiro para Ciano antecipar Skorupski. Na volta do intervalo, o goleiro polonês do Bologna ajudou ainda mais os visitantes, falhando no chute de Pinamonti. Ciano fechou a conta numa jogada de inacreditável desatenção e falta de apetite bolonhesa. Ele mesmo aproveitou a sobra de bola de uma falta que Pulgar cobrou mal, em cima dele, e puxou contra-ataque desde o meio do campo completamente sozinho.

Seleção da rodada
Donnarumma (Milan); Cancelo (Juventus), Izzo (Torino), Magnani (Sassuolo), Beghetto (Frosinone); Locatelli (Sassuolo); Chiesa (Fiorentina), Zaniolo (Roma), Gómez (Atalanta), Ciano (Frosinone); Quagliarella (Sampdoria). Técnico: Marco Giampaolo (Sampdoria).

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