Coppa Italia

Cabeças de chave avançam e Coppa Italia terá quartas de final de peso



Na Coppa Italia, não dá para cravar que todos os times mais fortes ou em melhor momento avançaram nas oitavas de final, disputadas entre sábado e segunda. Porém, pela primeira vez em oito anos todos os cabeças de chave pré-definidos pela colocação na última Serie A – ou seja, os oito primeiros – avançaram para as quartas da competição. Os jogos acontecerão na última semana de janeiro, entre terça e quinta, mas as datas e os horários só serão conhecidos nesta terça. De um lado da chave, teremos os duelos entre Milan e Napoli e Inter e Lazio, enquanto do outro se enfrentam Fiorentina e Roma e Juventus e Atalanta. Confira como foram as partidas da fase recém-finalizada.

Lazio 4-1 Novara
Luis Alberto (Immobile), Immobile, Immobile (Lukaku), Milinkovic-Savic | Eusepi (pênalti)

No Olímpico, vida fácil para a Lazio ampliar o domínio sobre o Novara na copa – três jogos, três vitórias. Apesar do clima de amistoso, Simone Inzaghi foi com o time titular quase completo, exceto por Radu, Parolo e Lulic, e seus preferidos rapidamente consolidaram a vitória e a classificação. Comandados por Luis Alberto, os anfitriões começaram pressionando e chegaram ao primeiro gol aos 12 minutos, exatamente com o espanhol.

Depois de dar uma assistência, Immobile deixou sua marca. Duas vezes, aliás. Primeiro, o artilheiro laziale teve a chance após Milinkovic-Savic sofrer pênalti: teve a cobrança defendida pelo samarinês Benedettini, mas aproveitou o rebote. Na sequência, livre na pequena área, completou cruzamento de Lukaku. No final do primeiro tempo, Milinkovic guardou o seu em gol de falta. Já os visitantes descontaram no início da etapa final, em cobrança de pênalti de Eusepi.

Paquetá estreou pelo Milan e foi substituído no segundo tempo (EFE)

Sampdoria 0-2 Milan
Cutrone (Conti) e Cutrone (Çalhanoglu)

No jogo mais longo das oitavas de final, o Milan superou a Sampdoria apenas na prorrogação. Afinal de contas, os anfitriões dominaram a partida no tempo normal e só não avançaram por causa das defesas do veterano Reina. O que não aconteceu do outro lado: também reserva, Rafael Cabral virou vilão nos gols sofridos em momento de superioridade da sua equipe. Dessa forma, acabou aumentando o tabu dos dorianos na copa: desde 2011 a Samp não chega pelo menos até as quartas.

Gennaro Gattuso não quis saber de dar tempo de adaptação a Lucas Paquetá e mandou o garoto a campo desde o minuto inicial – os desfalques no meio-campo e a ausência de Suso contribuíram para isso. O brasileiro teve atuação regular, mas logicamente não pode exibir muito, já que ainda não tem entrosamento com os companheiros e a Samp tem meio-campo que pressiona muito.

Na estreia da joia brasileira, foi um jovem italiano que decidiu: Cutrone. O atacante mais uma vez ofuscou Higuaín e definiu a classificação para os rossoneri com uma doppietta nos seus dois primeiros chutes. No final do primeiro tempo da prorrogação, completou de primeira o cruzamento perfeito de Conti – o lateral voltou calibrado da séria lesão e pode ser uma bela adição ao Milan na segunda parte da temporada. Depois, o camisa 63 decretou a vitória com um bonito gol. Após inversão de Çalhanoglu, aproveitou a indecisão e o posicionamento adiantado de Rafael para encobri-lo, com toque de primeira.

Bologna 0-2 Juventus
Bernardeschi e Kean

Em dia de estreias no Bologna, a Juventus não teve problemas para superar os emilianos. A tranquila vitória no Renato Dall’Ara, aliás, ampliou ainda mais o longo tabu dos bianconeri sobre os felsinei: desde 2011 não perdem o confronto. Na copa, venceram seis das últimas sete partidas e sempre ganharam os duelos disputados fora de casa. Esta ainda foi a 12ª vez seguida que a Velha Senhora avançou às quartas – é a maior série vigente na competição.

Ambos os gols dos visitantes saíram no início de cada tempo, em contribuições da desastrosa defesa do time de Pippo Inzaghi. No primeiro, Bernardeschi aproveitou uma inexplicável trombada do brasileiro Da Costa com Calabresi, numa tentativa de neutralizar lançamento de De Sciglio. Com o choque, a bola sobrou para o meia-atacante, na entrada da área, só empurrar para as redes. Após o intervalo, Kean marcou seu segundo gol pela Juventus – o outro também foi contra o Bologna. Dessa vez, o jovem italiano de origem marfinense aproveitou jogada de Douglas Costa.

Chiesa definiu a classificação da Fiorentina com dois gols sobre o Torino (Ansa)

Torino 0-2 Fiorentina
Chiesa e Chiesa

Em um jogo de baixíssimo nível técnico em Turim, o empenho de Simeone e Chiesa fez a diferença para a Fiorentina se classificar sobre o Torino. Depois de uma disputa bastante travada e sem um claro favorito, os gols saíram somente no final do segundo tempo, aos 87 e 92 minutos, em ambas as vezes com o filho de Enrico, que marcou a primeira doppietta da carreira – justo dias depois de Roberto Mancini declarar, em entrevista, que ele precisa anotar mais gols. Os tentos decretaram a primeira vitória dos violetas como visitantes do Toro em jogos da copa.

O primeiro dos gols do jogo saiu depois de rebote de um escanteio a favor do Torino, que foi pego desprevenido quando Simeone foi lançado por Benassi e puxou contra-ataque quase heroico, vencendo na raça o seu marcador. Na sobra da sua finalização, Chiesa dividiu bola com Djidji e levou a melhor. Nos acréscimos, foi a vez de Federico puxar contra-ataque e bater o sumido Lyanco para, então, chutar de trivela e decretar a classificação da Fiorentina.

Inter 6-2 Benevento
Icardi (pênalti), Candreva, Dalbert (Perisic), Lautaro (Perisic), Lautaro (Perisic) e Candreva | Insigne e Bandinelli (Improta)

Se o jogo da Lazio teve clima de amistoso, o da Inter pareceu um clássico casados contra solteiros – até pela ausência de torcida, já que a Beneamata foi punida por racismo de seus torcedores e jogou com portões fechados. Apesar de a goleada orientar para interpretações equivocadas, o Benevento levou o jogo a sério e pressionou os anfitriões, inclusive terminando a partida com mais chutes – e, merecidamente, dois gols a favor. De qualquer forma, esta foi uma classificação muito mais tranquila para os nerazzurri do que as duas últimas, nas quais precisou jogar a prorrogação para passar pelo Bologna e atravessar uma disputa de penalidades com o Pordenone.

Em uma partida de bate e volta, também fez diferença para os anfitriões a sua pontaria. Os nerazzurri abriram o placar na primeira vez que pisaram na área adversária. Logo no primeiro minuto, Candreva arranjou um pênalti depois de dividir com Antei, e Icardi marcou. O próprio ponta ampliou quatro minutos depois, com boa finalização da entrada da área. No final da etapa inicial, Perisic serviu Dalbert, que encheu o pé para marcar seu primeiro gol pela Inter.

Perisic continuou dando assistências no segundo tempo. Foram duas para Lautaro Martínez: primeiro em cruzamento na medida para o jovem cabecear, e depois após simples toque para o chute do argentino, que marcou sua primeira doppietta na Itália. Entre os gols, Insigne – Roberto, irmão de Lorenzo – fez em cobrança de falta. Depois, Bandinelli aproveitou cochilo e descontou uma vez mais para os visitantes, enquanto Candreva fechou o placar no último lance do jogo, após jogada individual. Desde 1971 a Inter não fazia seis gols em uma partida na copa.

El Toro marcou mais dois com a camisa da Inter (AP)

Napoli 2-0 Sassuolo
Milik e Ruiz (Milik)

Em um equilibrado jogo no San Paolo, mas de poucas oportunidades de gol, Milik fez a diferença para o Napoli. Autor de sete gols nas últimas sete partidas, o polonês marcou pela primeira vez na copa. Esse também foi o primeiro confronto entre as equipes na competição, e os partenopei ampliaram sua invencibilidade contra os neroverdi em casa. Já o Sassuolo foi frustrado mais uma vez, já que nunca avançou para as quartas.

Em formação alternativa de Carlo Ancelotti, Insigne voltou para a ponta esquerda e protagonizou o primeiro gol, levantando a bola para a área, onde Milik aproveitou o rebote para abrir o placar, aos 15 minutos. Os visitantes chegaram a empatar com Locatelli, mas o gol foi corretamente anulado após intervenção do VAR. Na etapa final, Ruiz recebeu passe de Milik e assegurou a classificação napolitana aos 74.

Cagliari 0-2 Atalanta
Zapata (Castagne) e Pasalic (Zapata)

Quem para Zapata? Em grande fase desde novembro, o colombiano segue carregando a Atalanta. Depois de fechar o ano marcando em todas as partidas disputadas em dezembro, totalizando nove gols em seis aparições, o colombiano começou 2019 no mesmo ritmo para classificar seu time. Os bergamascos, aliás, superaram um tabu recente contra o Cagliari na Sardenha, onde tinham perdido as últimas duas partidas. Já os sardos não passam das oitavas desde 2005.

O poder de decisão de Zapata se provou ainda mais especial nessa segunda-feira, porque a partida estava destinada a não terminar no tempo normal. Em um jogo bastante disputado, ambos os times tiveram oportunidades claras de gol, porém o colombiano abriu o placar já aos 88 minutos, ganhando no corpo da marcação e girando rápido. Aos 92, Pasalic, que acabara de substituir Papu Gómez, recebeu do centroavante e ampliou a vantagem.

Em crescimento na temporada, Schick foi o nome do jogo da Roma (Bartoletti)

Roma 4-0 Virtus Entella
Schick (Ünder), Marcano (Schick), Schick (Kluivert) e Pastore (Kluivert)

Fechando os confrontos das oitavas de final, a Roma recebeu a Virtus Entella, que pela primeira vez enfrentou os giallorossi e jogou no Olímpico – enfim, um dia histórico para os lígures. Mas o clima de festa dos visitantes rapidamente foi cortado por Schick, grande jogador da rodada e protagonista de três dos quatro gols da goleada do time de Eusebio Di Francesco. Pela primeira vez como treinador, DiFra avançou para as quartas.

Com apenas 17 segundos, o atacante checo completou de letra cruzamento de Ünder para marcar o gol mais rápido da história da competição. Entre idas e vindas, com direito a gols anulados e bola na trave da Entella, Schick novamente mostrou seus atributos técnicos e deu passe de letra para Marcano ampliar. Logo após a volta do intervalo, Patrik marcou mais uma vez, depois de passe de Kluivert. O holandês ainda serviu Pastore, que fechou o placar.



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