Serie A

23ª rodada: Juve se mantém invicta, enquanto briga por G4 e permanência esquentam



A 23ª rodada do Campeonato Italiano não foi uma das mais entusiasmantes do torneio, é verdade. A atípica jornada estendida da Serie A começou na quinta e teve média de apenas 1,8 gol por jogo – bem abaixo da proporção geral do campeonato, que é de 2,64 por partida. Por outro lado, o que aumentou foi a vantagem da Juventus. A Velha Senhora nada de braçada e abriu onze pontos para o Napoli, vice-líder.

Antes disso, o duelo entre Lazio e Empoli abriu a rodada, na quinta, já que no sábado o Olímpico receberia a seleção italiana de rúgbi, pelo torneio Seis Nações. Derrotados, os azzurri da Toscana acabaram entrando na zona de rebaixamento e esquentaram ainda mais a briga pela permanência. Afinal, tivemos uma vitória inesperada do Frosinone e o empate entre Bologna e Genoa. O fim de semana ainda teve vitórias importantes de Inter, Lazio, Roma, Milan, Atalanta e Torino, que acirraram mais ainda a luta pelas vagas europeias. Vale destacar, a propósito, que a dupla romana, os interistas e o Napoli entram em campo nesta semana por competições da Uefa. Confira a seguir o resumo dos dez jogos!

Sassuolo 0-3 Juventus
Khedira, Ronaldo (Pjanic) e Can (Ronaldo)

Tops: Ronaldo e Pjanic (Juventus) | Flops: Consigli e Lirola (Sassuolo)

Depois da eliminação na Coppa Italia e do tropeço diante do Parma, a Juventus voltou a jogar bem e bateu o Sassuolo fora de casa. Destaque para Cristiano Ronaldo, que mais uma vez foi o melhor em campo e participou dos três gols. Ele ainda atingiu uma marca interessante: marcou pela nona vez consecutiva em jogos fora de casa.

A Juve jogou bem, mas apenas a partir de meados do primeiro tempo. O Sassuolo começou bem no jogo, e teve à disposição diversas falhas e lances de incerteza da defesa juventina. No entanto, o time neroverde não aproveitou as chances e tomou um banho de agua fria quando a Juventus subiu a marcação e forçou o goleiro Consigli a se desfazer da bola, dando um presente para Cristiano Ronaldo. O português finalizou e, no rebote, Khedira empurrou para o gol vazio. No segundo tempo, Cristiano ampliou ao receber bom cruzamento de Pjanic e cabecear para as redes, contando com uma saída em falsa do goleiro adversário. Já aos 40 do segundo tempo, o português serviu Can, que invadiu a area e bateu no contrapé de Consigli.

Um dos pontos negativos no time bianconero foi o goleiro Szczesny, que fez uma partida insegura e assustou a torcida. Primeiro, ao tentar corrigir erro crasso num recuo de Rugani, precisou fazer uma saída perigosa e quase cometeu pênalti em Djuricic, nos minutos iniciais – o VAR acabou mostrando que foi uma defesa difícil, mas temerária. No segundo tempo, o polonês foi quase ao meio-campo para rebater um chutão de Locatelli, mas pegou de canela e deixou a meta vazia. Berardi ainda teve a proeza de desperdiçar a chance.

No mais, a Juventus caminha a passos largos para o oitavo scudetto seguido, continua invicta fora de casa após 23 partidas e já começa a se preocupar com o grande objetivo da temporada: a Champions League. O Sassuolo se mantém na 11ª posição, já que o Parma foi derrotado em casa e não conseguiu a ultrapassagem.

Paquetá marcou o seu primeiro na Itália e homenageou meninos da base do Flamengo (Getty)

Milan 3-0 Cagliari
Ceppitelli (contra), Lucas Paquetá (Calabria) e Piatek

Tops: Lucas Paquetá e Piatek (Milan) | Flops: Ceppitelli e Srna (Cagliari)

O Milan de Gattuso praticou um futebol ofensivo no San Siro, quando entrou em campo para enfrentar – e, como de praxe – derrotar o Cagliari. Os rossoneri fecharam a rodada e, depois de verem todos os seus concorrentes diretos conquistarem três pontos, fizeram o dever de casa para assegurar a quarta posição na tabela. Contra os sardos, tudo fica mais fácil para os milanistas: afinal, em toda a história os casteddu só lhes derrotaram pela Serie A em oito ocasiões. O Cagliari não vence o Milan em San Siro desde 1997, e ainda amarga um tabu ainda mais expressivo. Como o Chievo, acumula 14 derrotas seguidas para o adversário no estádio.

Foi mais uma partida em que as contratações de inverno fizeram a diferença: Lucas Paquetá e Piatek foram responsáveis por dois dos três gols da vitória milanista. Logo no começo, o Milan já se impôs e começou atacando. A primeira finalização saiu da canhota de Çalhanoglu e Cragno caiu para fazer boa defesa. Não demorou muito para o Milan encontrar as redes. Em jogada no setor direito, Suso puxou para o meio e chutou de esquerda. Cragno espalmou e levou azar pois a bola foi para dentro do próprio gol depois de rebater em Ceppitelli. Pela nona vez no campeonato, os sardos foram vazados antes de 15 minutos de jogo.

O segundo tento também saiu em jogada pelo setor direito: Calabria fez cruzamento na diagonal e Paquetá infiltrou nas costas da zaga como elemento surpresa, pegando de primeira. Na comemoração, se emocionou muito ao fazer homenagem às vítimas do incêndio no CT do Flamengo, seu clube do coração. Com o jogo dominado, o Milan ainda ampliou na etapa final. O terceiro gol saiu dos pés da grande sensação da temporada: Piatek foi oportunista ao se aproveitar de um chutão e ganhar disputa contra Ceppitelli. No duelo contra Cragno levou a pior na primeira tentativa, porém na segunda apenas empurrou para o gol vazio e deu números finais a partida. Os rossoblù somaram a terceira derrota consecutiva e continuam em busca da primeira vitória em 2019. A distância para a zona da degola diminuiu e o alerta foi ligado para os comandados de Rolando Maran.

Fiorentina 0-0 Napoli

Tops: Lafont (Fiorentina) e Maksimovic (Napoli) | Flops: Muriel (Fiorentina) e Callejón (Napoli)

Fiorentina e Napoli fizeram uma boa partida no Artemio Franchi, porém não saíram do zero. Isso aconteceu muito por conta da noite inspirada dos jovens goleiros Lafont e Meret – especialmente o primeiro. Mais uma vez, os napolitanos obtêm um resultado que atrapalha seu ritmo na corrida pelo sonhado scudetto, ao passo que a Viola pisou no breque em sua busca pelo retorno às competições internacionais – ainda que também possa atingir seu objetivo via Coppa Italia. Cada vez mais distante da Juve, os partenopei agora volta suas atenções para o mata-mata da Liga Europa, no qual enfrentará o Zürich quinta-feira.

O jogo foi bastante equilibrado, contudo o Napoli teve ligeira superioridade. Mesmo assim, time de Carlo Ancelotti não conseguiu quebrar o tabu de cinco anos sem vencer em Florença. Os visitantes criaram as chances mais claras com Mertens e Zielinski, mas no máximo renderam ao goleiro Lafont defesas “para colocar no DVD”. No finalzinho, Milik ainda chegou atrasado numa tentativa de escorar a bola para o gol vazio e desperdiçou ótima chance. A equipe gigliata, que marcava gols havia cinco partidas consecutivas, parou diante de Koulibaly e Maksimovic, e não criou como estava acostumada.

Diante do Parma, Nainggolan fez seu melhor jogo pela Inter (Getty)

Parma 0-1 Inter
Martínez (Nainggolan)

Tops: Bruno Alves (Parma) e Nainggolan (Inter) | Flops: Kucka (Parma) e Icardi (Inter)

A Inter visitou o Parma e entrou em campo pressionada. Afinal, não tinha nenhuma vitória em 2019, não vencia havia quatro partidas e fora recentemente eliminada da Coppa Italia em pleno San Siro. Parte da torcida já está descontente com Luciano Spalletti há um bom tempo e vinha cobrando melhores resultados ao treinador. O futebol apresentado nessa rodada não foi o melhor possível, mas o segundo tempo foi jogado em nível bem superior ao dos últimos jogos e acabou sendo suficiente para bater o Parma pela contagem mínima. Com a vitória, um pouco de tranquilidade na Pinetina antes do compromisso europeu na Áustria, diante do Rapid Vienna. Já os crociati permanecem com boa vantagem sobre a zona de rebaixamento e projetam a permanência no meio da tabela.

No primeiro tempo, o Parma teve a melhor chance em jogada individual. Gervinho invadiu a área e chutou forte no travessão, assustando uma Inter que teve muitas dificuldades na criação de jogadas. Na segunda etapa, os nerazzurri chegaram a abrir o marcador, mas o gol foi anulado devido a um toque de mão de D’Ambrosio. Depois de conseguir balançar as redes pela primeira vez na Serie A neste ano – mesmo sem valer –, a Beneamata tirou um peso das costas e começou a jogar melhor, tendo em Nainggolan o seu principal articulador. O belga fez sua melhor partida pelo clube.

Foi dos pés do camisa 14 que saiu o passe para o gol que decidiu a partida, em sua reta final. Após vacilo de Kucka no meio-campo, a defesa do Parma ficou desarrumada, Nainggolan veio conduzindo com bastante espaço e fez ótimo passe para a finalização mortal do atacante argentino da Inter. Falamos, nesse caso, de Lautaro Martínez, que saiu do banco e precisou de apenas dois minutos para marcar o gol, já que Icardi mais uma vez foi mal e manteve seu jejum na Serie A: agora são sete jogos sem balançar as redes, o maior período que já viveu sem comemorar com a camisa interista. A Inter ainda teve a chance de ampliar, depois que Vecino aproveitou cruzamento de El Toro e viu Gagliolo tirar em cima da linha; na sobra, Brozovic acertou a trave.

Chievo 0-3 Roma
El Shaarawy (N’Zonzi), Dzeko (Karsdorp) e Kolarov (Dzeko)

Tops: Dzeko e El Shaarawy (Roma) | Flops: Frey (Chievo) e Giaccherini (Chievo)

A Roma visitou o Chievo, lanterna do campeonato, e aplicou um 3 a 0 com autoridade e sem muito esforço. A ótima vitória pode fazer o time recuperar a confiança e a dignidade, que foram perdidas no Artemio Franchi, depois do 7 a 1 aplicado pela Fiorentina. O time da capital foi a campo sem Ünder e Perotti lesionados, e Pellegrini, suspenso, enquanto os mandantes estavam sem Tomovic e Pellissier. Nem precisa dizer que as ausências não fizeram falta alguma aos romanos, que seguem na parte mais embolada da tabela, com a mesma pontuação de Atalanta e Lazio, colados no G4. Último colocado e dono da pior defesa da Itália, o time de Verona parece ter seu destino já definido.

O primeiro gol saiu em uma bola rebatida do meio-campo para El Shaarawy, que apareceu por trás da defesa, fintou o goleiro e guardou. Ainda no primeiro tempo Dzeko deu uma de ponta e invadiu a área pela lateral, cortou para o meio e bateu rasteiro de pé esquerdo, ampliando o marcador. Para fechar o placar, um belo gol coletivo, que rememorou o melhor futebol mostrado pela Roma nos anos anteriores. Em contra-ataque puxado com velocidade, El Shaarawy passou para Dzeko, que fez o pivô e deixou o sérvio Kolarov cara a cara com Sorrentino: com a finalização de esquerda, o lateral chegou ao sexto gol no certame. A Roma ainda teve boas oportunidades de fazer o quarto gol, enquanto o Chievo praticamente se desmilinguiu.

Em boa performance coletiva, a Roma voltou a triunfar no campeonato (Getty)

Lazio 1-0 Empoli
Caicedo (pênalti)

Tops: Caicedo e Rômulo (Lazio) | Flops: Provedel (Empoli) e Lulic (Lazio)

Lazio e Empoli abriram a rodada na quinta-feira. O primeiro tempo pode até ter sido sem graça e com poucas emoções, mas o segundo… também foi. Numa das partidas mais fracas do campeonato, a Lazio naturalmente se impôs, como toda grande equipe faz quando joga em casa contra uma menor, e conseguiu manter sua posição, empatada com Roma e Atalanta na quinta posição. No entanto, criou pouquíssimas ocasiões e finalizou pouco. Pesaram, certamente, as ausências de Luis Alberto e Immobile, poupados para o confronto da Liga Europa, contra o Sevilla. Mesmo diante de um dono da casa que foi privado de seu poder de fogo, o Empoli sucumbiu e chegou à nona partida consecutiva sem vitórias pela Serie A. O time da Toscana continua ocupando o posto de pior visitante do torneio, com apenas quatro pontos somados fora de casa e nenhuma vitória.

O único gol da partida saiu no final do primeiro tempo, quando o Empoli foi pressionado no campo de defesa e se viu obrigado a recuar para o goleiro Provedel. No entanto, o mediano arqueiro azzurro foi antecipado por Caicedo e acabou derrubando o atacante na área, com um toque por baixo. O próprio equatoriano pôs a bola em baixo do braço e deixou a sua marca, chegando ao segundo tento consecutivo pela Serie A – na última rodada também havia garantido o triunfo contra o Frosinone. A partida também teve a estreia do ítalo-brasileiro Rômulo com a camisa laziale: o único reforço biancoceleste deste inverno fez boa partida no Olímpico.

Atalanta 2-1 Spal
Ilicic (Zapata) e Zapata (Hateboer) | Petagna (Kurtic)

Tops: Ilicic (Atalanta) e Kurtic (Spal) | Flops: Castagne (Atalanta) e Bonifazi (Spal)

A Spal chegou a sonhar com a vitória diante da ótima Atalanta de Gian Piero Gasperini, porém não conseguiu segurar a vantagem e levou a virada na segunda etapa. Com uma vitória suada, o time de Bérgamo quebrou um tabu ao conquistar sua primeira vitória sobre a Spal pela Serie A em 52 anos. Além disso, somou 38 pontos na competição – dois a mais do que tinha na 23ª rodada da temporada passada. O time nerazzurro continua flertando com a zona da Liga dos Campeões e tem tudo para competir com as equipes grandes e disputar pela primeira vez na sua história a maior competição do continente. Por sua vez, a Spal deixou escapar a oportunidade de se distanciar da “zona da confusão”.

O time de Leonardo Semplici surpreendeu, abrindo o placar no oitavo minuto. O gol teve requintes duplos de lei do ex, com jogada de Kurtic e finalização de Petagna. O esloveno apareceu com espaço pela esquerda e fez o cruzamento para o centroavante, que antecipou a marcação e, livre, subiu para cabecear e abrir o placar. Em sinal de respeito, preferiu não comemorar diante da torcida de seu antigo clube. Entretanto, se a Atalanta só perdeu uma vez como mandante desde 21 de outubro, deve haver alguma razão. A equipe biancazzurra esbarrou em duas delas – Zapata e Ilicic – e não conseguiu segurar a vantagem.

No segundo tempo a Atalanta explorou a velocidade de Zapata contra uma zaga lenta, que não conseguiu acompanhá-lo em nenhuma das duas jogadas de gol. Depois de perder ótima chance, o colombiano se redimiu aos 12 do segundo tempo: recebeu bola em profundidade pela esquerda e cruzou rasteiro para Ilicic finalizar de primeira, empatando a peleja. Mais tarde, aos 34 minutos, uma jogada muito semelhante: Hateboer recebeu por elevação pela direita e cruzou rasteiro para o meio da área, onde estava Duván. Implacável, Zapata se antecipou aos zagueiros para fazer o gol da virada e chegar aos 16 no certame.

Torino 1-0 Udinese
Aina (Ansaldi)

Tops: Sirigu (Torino) e Musso (Udinese) | Flops: Djidji (Torino) e De Paul (Udinese)

Torino e Udinese fizeram um duelo para lá de polêmico. O jogo foi recheado de reclamações dos dois times, gols anulados, expulsões, uso do VAR e onze minutos de acréscimos, por conta das inúmeras paralisações. O Toro saiu vitorioso graças ao solitário gol de Aina, conquistou seu terceiro triunfo consecutivo em casa, depois de bater Empoli e Inter, e subiu para a oitava posição. Agora, a equipe de Walter Mazzarri volta a sonhar com competições europeias, ao passo em que a Udinese de Davide Nicola dá sinais de que brigará contra o rebaixamento até os últimos instantes.

Logo aos 5 minutos, a torcida do Torino levou o primeiro susto. Djidji deu um presente a Pussetto, que saiu cara a cara com Sirigu, e obrigou o goleiro granata a operar um milagre. Com meia hora de jogo, a primeira polêmica apareceu quando o Torino foi às redes, com cabeceio de Aina. A reclamação dos friulanos veio de uma suposta falta cometida por ele em Nuytinck, mas o árbitro não deu nada. No último lance do primeiro tempo, as reclamações mudaram de lado quando Falque invadiu a área pela direita e tentou fazer um cruzamento rasteiro, que foi obstruído pelo braço direito de Stryger, que tentava dar um carrinho. Marco Guida não viu irregularidade e o Torino foi enfurecido para os vestiários.

No segundo tempo, a primeira expulsão veio aos 12 minutos, quando Mazzarri foi excluído por reclamação. Sem seu treinador, o Toro passou a sofrer pressões e a 20 minutos do apito final, aconteceu um lance que poderia mudar a partida. Djidji falhou mais uma vez e derrubou Okaka na área. Guida deixou seguir, mas, com auxílio da arbitragem de vídeo, apontou a marca da cal. De Paul telegrafou a cobrança, mas Sirigu teve seus méritos, já que defendeu a quinta das sete últimas cobranças que enfrentou. A Udinese lutou até o fim pelo gol de empate e conseguiu balançar as redes com Okaka. No entanto, a consulta ao VAR flagrou impedimento de Lasagna e invalidou o tento. Ainda houve tempo para a expulsão de De Maio e uma jogada rocambolesca aos 110 minutos: De Paul finalizou no contrapé de Sirigu, Djidji cortou e a bola espirrou em Izzo, rebatendo no travessão e não entrando por muito pouco.

Destro voltou a marcar após um ano e o Bologna saiu da zona de rebaixamento (Bologna FC)

Sampdoria 0-1 Frosinone
Ciofani (Goldaniga)

Tops: Praet (Sampdoria) e Salamon (Frosinone) | Flops: Colley e Gabbiadini (Sampdoria)

Aproximadamente 19 mil pessoas estiveram presente para acompanhar a zebra da rodada no Luigi Ferraris. O vento soprou contra a Sampdoria, que perdeu a chance de se manter na cola da Lazio, e a favor do Frosinone, que conseguiu sua primeira vitória fora de casa na história do confronto. Também pela primeira vez em sua existência, o time canarinho conseguiu dois triunfos seguidos como visitante na elite. A Samp sofre com o mesmo problema das temporadas anteriores. Apesar de repor muito bem as saídas e montar um time competitivo, capaz de arrancar ponto dos times mais fortes da Bota, tropeça diante de equipes na parte de baixo da tabela. Essa irregularidade se manifesta nos blucerchiati como se fosse uma doença crônica, que os impede de alçar voos mais altos.

A inconstância se manifestou aos 25 minutos de jogo, quando o Frosinone abriu o placar com seu maior ídolo. Daniel Ciofani faz a sua sexta temporada com a camisa ciociara, é o jogador que mais vezes defendeu os leoni e também é o maior artilheiro da história do clube, com 75 gols e larga vantagem para o segundo colocado. Seu tento saiu depois de um cruzamento rasteiro de Goldaniga, que lhe encontrou livre de marcação, para emendar de primeira. Daí em diante o jogo ganhou um roteiro dramático: ataque contra defesa, domínio quase absoluto do time da casa, que teve 72% de posse de bola e 16 finalizações. A bola não entrava com as finalizações de Praet e Quagliarella ou pelo jogo aéreo. No final das contas, três pontos que ficaram pelo caminho e não estavam nas contas de Marco Giampaolo.

Bologna 1-1 Genoa
Destro (Poli) | Lerager (Lazovic)

Tops: Skorupski (Bologna) e Lazovic (Genoa) | Flops: Mattiello (Bologna) e Radu (Genoa)

O duelo rossoblù terminou empatado no Dall’Ara. Na segunda partida do retorno de Sinisa Mihajlovic ao comando do Bologna, o time já soma quatro pontos e dá sinais de reação na luta contra o rebaixamento. O empate pode ter cara de tropeço, mas bastou para os veltri ultrapassarem o Empoli, deixarem a zona de rebaixamento e se aproximarem dos times acima. Afinal, da metade da tabela para baixo – onde estão seus concorrentes diretos – ninguém conseguiu somar pontos, exceto Frosinone e Genoa.

Os dois gols da partida saíram em bolas aéreas. O time da casa abriu o placar com cruzamento do capitão Poli para Destro, que fez valer a lei do ex graças a um toque de cabeça e à falha do goleiro Radu, que perdeu completamente o tempo de bola. O camisa 22 emiliano não marcava na Serie A desde 24 de fevereiro de 2018. O Bologna, no entanto, não teve muito tempo para comemorar: em cobrança de escanteio feita por Lazovic, Lerager subiu livre e deixou tudo igual.

Apesar de ambos os gols terem saído no primeiro tempo, a segunda etapa foi muito mais movimentada. O Genoa voltou do vestiário criando mais oportunidades, mas lhe faltou pontaria. Minutos depois o panorama se inverteu e foi o Bologna a levar perigo, sobretudo nas jogadas de bola parada. As redes, no entanto, ficaram intactas após o intervalo.

Seleção da rodada
Lafont (Fiorentina); Calabria (Milan), Acerbi (Lazio), Salamon (Frosinone), Kolarov (Roma); Ilicic (Atalanta), Nainggolan (Inter), Lucas Paquetá (Milan); Ronaldo (Juventus), Dzeko (Roma), Piatek (Milan). Técnico: Gennaro Gattuso (Milan).



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