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Saída da Liga Europa possibilita ao Milan fazer a manutenção dos pilares da equipe



Ao propor um acordo com a Uefa e ser excluído da Liga Europa 2019-20, o Milan escolheu recuar duas casas para poder galgar uma. Zeradas as dívidas dos últimos dois triênios (2014 a 2017 e 2015 a 2018), o clube agora deve iniciar um projeto financeiro sustentável sem a nuvem que pairava sobre Milanello no passado. Assim, a diretoria milanista, encabeçada pelo presidente Paolo Scaroni e pelo CEO Ivan Gazidis, não precisará vender alguns pilares do time para poder equilibrar as finanças.

O goleiro Gianluigi Donnarumma, o zagueiro Alessio Romagnoli, o meia Lucas Paquetá e o atacante Krzysztof Piatek formam o espinha dorsal do Milan. Jovens de muito potencial, os quatro são vistos como o futuro da agremiação para os próximos anos. Não é para menos: são os jogadores que mais se destacaram na temporada passada. Marco Giampaolo, novo treinador rossonero, montará a equipe ao redor deles em 2019-20.

O comandante, que quer recuperar o bel gioco que marcou gerações no Milan, prioriza em seus times um futebol visto, encantador. “A história do Milan está relacionada a um clube, uma equipe que sempre buscou a beleza, a estética e o resultado. O melhor, alcançou o resultado com a beleza do jogo. O Milan tem uma cultura de jogo, venceu títulos propondo jogo”, disse o técnico, em entrevista à Milan TV.

Donnarumma, Romagnoli, Paquetá e Piatek, dentro de suas características, mostram qualidade de sobra para serem inseridos no modelo de jogo de Giampaolo. No 4-3-1-2, o quarteto será titular de maneira indiscutível. Porém, será preciso de mais peças para montar um time competitivo dentro da Itália – pelo menos durante a temporada 2019-20, já que os rossoneri não disputarão competições continentais. “A missão, a visão, deve ser jogar um futebol atraente e fascinante e assim, através desse futebol, começar a vencer as partidas”, alertou Giampaolo.

Além de blindar seus principais jogadores, a cúpula milanista precisa dar reforços de qualidade ao comandante. O setor que atualmente necessita de mais poder é o meio-campo, que hoje conta com somente cinco jogadores: Lucas Biglia, Frank Kessié, Giacomo Bonaventura, Hakan Çalhanoglu e Paquetá. José Mauri, Riccardo Montolivo e Andrea Bertolacci, todos meio-campistas, não tiveram seus contratados renovados e deixaram oficialmente o clube no último dia 30 de junho. Tiemoué Bakayoko retornou de empréstimo ao Chelsea.

Um dos principais destaques da seleção espanhola sub-21, que recentemente foi campeã do Europeu da categoria em cima da Alemanha, Dani Ceballos é visto com bons olhos pelos dirigentes rossoneri. O jogador, de 22 anos, quer jogar mais e entende que precisa deixar o Real Madrid para fazê-lo. Segundo a imprensa italiana, o talentoso meia é um dos primeiros objetivos de mercado da dupla Paolo MaldiniZvonimir Boban, considerando que Rade Krunic e Theo Hernández estão perto de serem anunciados.

Evidentemente, o Milan não pode despejar um caminhão de dinheiro nesta janela de transferências, como fizera em verões passados. No entanto, com um bom trabalho de scouting e oportunidades de mercado, os cartolas milanistas farão o possível para entregar um plantel qualificado a Giampaolo. Afinal, Donnarumma, Romagnoli, Paquetá e Piatek precisam de apoio para crescerem ainda mais e ajudarem a colocar o clube na Liga dos Campeões em 2020.



1 comentário

  • É o que esperamos. Eu entendo a atual situação do clube. Eu vi esquadras milanistas poderosas que hoje não cabem mais no orçamento do clube. Mas com um bom trabalho de mercado a nossa diretoria pode qualificar o nosso elenco para voltarmos a Champions. E aí sim, pensar em vôos mais altos!

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