Serie A

Até o apito final

Delio Rossi comemorando o gol da vitória

Lazio 3-2 RomaTaddei; Pandev, Rocchi; Perrotta e Behrami
Perder um derby da cidade eterna é como perder um título. Ser derrotado após um tropeço da líder Intermazionale então, tem um gosto ainda mais amargo. Foi o que aconteceu no duelo desta última quarta entre Roma e Lazio.

Assim como em boa parte da temporada, a Roma mais uma vez viu um resultado positivo – considerando que a Lazio havia jogado melhor boa parte da partida e que a Inter também tinha empatado – ir por água a baixo nos minutos finais. A derrota por 3 a 2 para os celesti serviu para mostrar que, o que falta para uma Roma mais vencedora, passa menos pela qualidade técnica do seu futebol, e mais pelos fatores psicológicos do seu vestiário.

As derrotas históricas de 7 a 1 para o Manchester, e 4 a 3 de virada para a Inter, exibem um elenco que muitas vezes não sabe jogar com o resultado favorável. Contra a Lazio, após o empate no gol de Perrotta, mais uma vez a Roma mostrou imprecisão. Totti e Vucinic desperdiçaram contra-ataques perigosos por não tocarem a bola. Aquilani deu bicicleta de costas para a área, do meio de campo, e a equipe foi castigada por um gol após Doni e Juan assistirem à bola atravessar a pequena área e sobrar nos pés de Behrami que só empurrou para as redes.

A equipe não parece conseguir aplicar o ‘cinismo’ tradicional de Juventus e Inter, em segurar resultados magros até o fim. Seja por buscar muito o gol, ou por abdicar-se do direito de atacar, não existe um equilíbrio quando a Roma detêm a vantagem em um jogo importante.

Outro ponto que parece ter influência direta no futebol dos giallorossi é seguir a onda da imprensa. Depois das derrotas para Siena, e o empate contra a Inter, o futuro da equipe na Serie A e na Champions League era profetizado como trágico pela (exagerada) mídia italiana. Duas vitórias frente ao Real Madrid e pronto. Era novamente o melhor futebol da Itália. Pelo menos até ontem. O grande problema é a squadra embarcar nos comentários da imprensa e deixar que isso influencie seu rendimento dentro de campo. No derby da última temporada, a equipe também havia entrado como favorita. Levou uma sacolada de 3×0 para não se esquecer.

A Lazio por sua vez, sem maiores pretensões no campeonato – pois a equipe está longe de uma vaga na Copa da Uefa e sem risco de rebaixamento – atuou como os verdadeiros gladiadores romanos. Perdendo após um gol de sorte da Roma, não entregou os pontos e conquistou uma vitória importante; mais pelo significado que pelo planejamento no restante da temporada. Uma pena o time atuar com essa vontade em apenas algumas partidas. Com um elenco regular, a vontade poderia ser o fator de superação para uma melhor posição na tabela.

Para crescer, a Roma deve se adaptar à cobrança do ‘jogo bonito’ pela imprensa, assim como deve ter mais atenção às partidas em que o resultado favorável parece já consolidado. Numa batalha, enquanto você ignorar as condições e a capacidade de combate do inimigo, estará completamente despreparado. Caso o clube não compreenda a velha máxima ‘o jogo só acaba quando o juiz termina’, a temporada da Roma é que pode não terminar nada bem.

QuattroTratti e Olheiros:

Carlos Tévez (por Mateus Ribeirete) – Aqui.
Emir Faccioli (por Braitner Moreira) – Aqui.

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