Serie A

Review da temporada: Lazio

A torcida da Lazio teve poucos motivos para comemorar. O “fim da linha” para o scudetto da
rival Roma, declarado num Lazio-Inter, valeu pelo fim do campeonato (AP Photo)

A CAMPANHA 12ª colocação, 46 pontos. 11 vitórias, 13 empates, 14 derrotas
FORA DA SERIE A Eliminada nas quartas-de-final da Coppa Italia pela Fiorentina e na fase de grupos da Liga Europa. Campeã da Supercoppa Italiana
O ATAQUE 39 gols
A DEFESA 43 gols
OS ARTILHEIROS Sergio Floccari (8 gols), Tommaso Rocchi (6) e Julio Cruz (4)
OS ONIPRESENTES Fernando Muslera (36 jogos), Stefano Mauri (35) e Aleksandar Kolarov e Stephan Lichtsteiner (ambos com 33)
OS TÉCNICOS Davide Ballardini (até a 23ª rodada) e Edoardo Reja (a partir da 24ª)
QUEM DECIDIU Fernando Muslera
QUEM DECEPCIONOU Mauro Zárate
QUEM SURGIU ninguém
QUEM SUMIU Mourad Meghni
MELHOR CONTRATAÇÃO Sergio Floccari
PIOR CONTRATAÇÃO Thomas Hitzlsperger
NOTA DA TEMPORADA 4

No início da temporada, a torcida da Lazio teve motivos para se animar. Afinal, o presidente Claudio Lotito resolvera desembolsar mais de 30 milhões de euros para contratar de vez os emprestados Zárate e Matuzalém. Além disso, a equipe estava de volta a uma competição europeia e a largada na Supercoppa Italiana não poderia ter sido melhor, com uma vitória inesperada sobre a toda-poderosa Inter. Nas duas primeiras rodadas da Serie A, outras vitórias do time da capital. Parou por aí. Só em seu 16º jogo pelo campeonato é que a Lazio foi vencer outra vez. Numa equipe tão instável, ficou difícil até para apontar algum destaque. Muslera venceu o páreo, apesar das falhas grosseiras contra Bari e Palermo, no primeiro turno. Nos grandes jogos, contra Roma, Inter e Sampdoria, fechou o gol e salvou a equipe de vexames no estádio Olímpico.

Com uma pré-temporada curta e desorganizada priorizando a Supercoppa, a questão física se tornou um problema logo nas primeiras rodadas da Serie A, fazendo com que Davide Ballardini rodasse demais o elenco em busca de uma formação ideal. Outra questão grave foi o afastamento de Ledesma e Pandev durante todo o primeiro semestre, algo inaceitável para um time com poucas opções de nível, mas com 40 jogadores no retiro de pré-temporada. Sem essa qualidade, Zárate se mostrou ainda mais egoísta que o habitual, protagonizando inúmeros lances de individualismo excessivo num ataque falimentar como o biancoceleste, que só se salvou com a chegada de Floccari, em janeiro. Tarde demais para voltar atrás na queda traumática na Liga Europa, ainda na fase de grupos.

As contratações de um estabanado janeiro garantiram ao elenco os inesperados Biava e Hitzlsperger, no meio das polêmicas mal-resolvidas com Golasa e Eguren. Mas resolveram a questão da defesa, com a chegada de André Dias. Depois de um péssimo início, o brasileiro se firmou como esteio a partir da chegada de Edoardo Reja e seu 3-4-1-2 com marcação firme no meio-campo. O esquema acabou sacrificando Mauri e Baronio, que vinham bem, mas deu uma confiança de jogo que a Lazio há muito não tinha. Além de uma produção ofensiva mais forte, com o melhor rendimento de Lichtsteiner e Kolarov pelas laterais. Fora de campo, o amadorismo da dupla Lotito-Tare na gestão do grupo falou mais alto e pode continuar se refletindo em problemas dentro das quatro linhas. Enquanto isso, resta à torcida tripudiar sobre a tristeza rival.

1 comentário

  • Hitzlsperger nao conseguiu se adaptar,talvez nao teve tempo pra isso, e acho que nao vai ter pois deve estar de saida, o que mas complicou foi a falta de Zarate, que na temporada passada era o motor do time, de bom tiveram Koralov e Lichtsteiner que devem sair pq sao otimos e devem tem uma boa participaçao na copa do mundo por Servia e Suiça.

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