Liga dos Campeões

Aula de organização

Decisivo: no jogo de ida, Quagliarella já tinha feito importante gol contra o Chelsea. Ontem, fez o primeiro e abriu caminho para a Juve (Reuters)

No jogo mais importante do ano para a Juventus, justamente contra o atual campeão europeu, o que se viu foi uma inesperada superioridade do time italiano sobre o Chelsea. Muito bem postada em um 3-5-2 flexível, a equipe da casa deu poquíssimos espaços aos ingleses e não teve problemas para controlar a partida e contruir o placar. Quagliarella, Vidal e Giovinco fizeram os gols que deixam a equipe bianconera em situação bem confortável na competição: um empate contra o Shakhtar, na última rodada, garante a classificação para as oitavas.

Sabendo da necessidade de vencer, a Juve começou o jogo com tudo e não demorou para assustar Cech. Aos três minutos, Vucinic cruzou e Lichtsteiner desviu bola que acertou a trave. Pouco depois, o Chelsea respondeu em boa jogada de Oscar e chute de Hazard, que terminou com defesa de Buffon. Mas os visitantes não fizeram muito mais que isso. Di Matteo montou o time no 4-2-3-1, com Hazard de centroavante e o lateral-direito Azpilicueta na linha ofensiva de meio-campo, para evitar as descidas de Asamoah, e viu seu esquema ser engolido pelo da Juve.

Nessa formação, os blues perderam força ofensiva e facilitaram a marcação juventina: Bonucci e Chiellini cuidavam de Hazard, Barzagli deslocou-se para a lateral a fim de parar Juan Mata e Marchisio e Vidal evitavam as investidas de Mikel e Ramires, respectivamente. Dessa forma, os visitantes forçavam a ligação direta e perdiam a posse com facilidade. Com a bola, a Juve trabalhou bem o jogo pelos lados e, principalmente, com o bom toque de Pirlo.

O primeiro gol saiu depois que o regista arriscou chute de fora da área e Quagliarella desviou para tirar Cech da jogada. Em seguida, Lichtsteiner apareceu na área com perigo de novo e quase fez 2 a 0, mas Ashley Cole salvou em cima da linha. No segundo tempo, Conte avançou as linhas para pressionar mais e ampliou o placar ainda aos 16 minutos: com a saída de Azpilicueta para a entrada de Torres, Asamoah teve liberdade pelo lado esquerdo e avançou até a linha de fundo. No cruzamento para trás, Vidal apareceu para marcar seu quinto gol nos últimos seis jogos.

Com boa vantagem no placar, a Velha Senhora recuou para um 5-3-2, com Cáceres (que entrou no lugar de Lichtsteiner) e Asamoah voltando para ajudar a linha defensiva, e se preparou para o contra-ataque. E foi assim que saiu o terceiro gol do jogo, já no final, com Giovinco. No fim, a Juve acumulou 25 chutes a gol, contra apenas 12 do Chelsea. Para aqueles que duvidavam que a Juventus poderia fazer bonito fora da Itália, o jogo de ontem serviu como prova que pode sim.

Taticamente, poucos times na Europa estão tão bem resolvidos como a Juve. E essa organização pode fazer a diferença. Se ainda falta um atacante mais decisivo, o fortíssimo meio de campo compensa. Pirlo continua em grande forma, Vidal e Marchisio são os pulmões do time e Lichtsteiner e Asamoah mostram muita qualidade para chegar ao ataque. A vitória culminou na demissão de Di Matteo no Chelsea e pode consolidar, na última rodada, a eliminação de um campeão na fase de grupos pela primeira vez na história. Falta só um ponto.

Clique aqui para ver os gols da partida.

Juventus 3-0 Chelsea
JUVE (3-5-2): Buffon; Barzagli, Bonucci, Chiellini; Lichtsteiner (Cáceres), Vidal, Pirlo, Marchisio, Asamoah; Quagliarella (Pogba), Vucinic (Giovinco). Técnico: Conte (Alessio no banco)
CHELSEA (4-2-3-1): Cech; Ivanovic, Cahill, David Luiz, Cole; Mikel (Torres), Ramires; Azpilicueta (Moses), Oscar, Mata; Hazard. Técnico: Di Matteo
Gols: Quagliarella, aos 38′ do 1º tempo; Vidal, aos 16′ do 2º tempo; e Giovinco, aos 46′ do 2º tempo.
Árbitro: Cakir (Turquia)
Cartões amarelos: Bonucci (J), Ramires (C), Marchisio (J) e Giovinco (J).
Público: 41.000

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