Liga Europa

A Roma se sacrificou e venceu o Bayer Leverkusen no jogo de ida das semifinais da Liga Europa

Na primeira partida entre mestre e pupilo, o professor levou a melhor. Mesmo sem poder contar com muitas peças para o jogo de ida das semifinais da Liga Europa, José Mourinho viu a sua Roma ser novamente sólida no Olímpico e bater o Bayer Leverkusen de Xabi Alonso por 1 a 0. O triunfo foi magro, mas deu a vantagem necessária para a equipe italiana se escorar na força de sua defesa também no duelo de volta, que acontecerá na semana que vem, em solo alemão.

Entre 2010 e 2013, Xabi Alonso fez 151 partidas sob o comando de Mourinho. Como os técnicos dos dois times se conhecem bem, o duelo tático entre Roma e Bayer Leverkusen era bastante aguardado – havia muitas expectativas sobre qual deles poderia entender melhor as estratégias do rival.

Logo no início, parecia que o treinador espanhol tivera melhor leitura, pois os aspirinas conseguiram entrar na área giallorossa com facilidade: com 40 segundos, Andrich recebeu cruzamento rasteiro de Hincapié e finalizou fraco, no meio do gol, facilitando para Rui Patrício. Aos 6 minutos, foi a vez de Wirtz concluir de boa posição, após tabelinha com Hlozek. Porém, o chute do alemão passou ao lado da baliza.

Num jogo de raras oportunidades de gol, a Roma foi levemente superior ao Bayer Leverkusen (Getty)

Passado o susto inicial, a Roma entrou no jogo e começou a diminuir muito os espaços do Bayer Leverkusen, que não levou mais perigo ao gol de Rui Patrício na etapa inicial. A propósito, a partida entrou numa fase de muita disputa e poucas chances. A única digna de nota foi da Loba, aos 19 minutos, e quase terminou nas redes. Após bola levantada na área, Hrádecky fez uma defesa à queima-roupa numa forte cabeçada de Ibañez e, no rebote, Cristante não conseguiu concluir para as redes.

As equipes voltaram do intervalo na mesma toada: a Roma conseguia manter o Leverkusen longe de sua meta, brigava muito pela bola no centro do gramado e não permitia contragolpes. Vez ou outra, os comandados de Mourinho até tentavam ameaçar, mas não encontravam Abraham e Belotti em condições de finalizar. Uma boa troca de passes até chegou a Çelik, na entrada da área, mas o ala direito chutou fraco e sem direção, mandando a pelota pela linha de fundo.

A Roma de Mourinho manteve o jogo morno e em ritmo pouco elevado, como gosta. A equipe giallorossa aprendeu a jogar assim e a tentar buscar o seu gol em brechas concedidas pelos adversários – como aconteceu aos 63 minutos. Um lançamento longo do campo de defesa encontrou Abraham, que fez o pivô do jeito que deu, cabeceando para o alto, em busca de quem vinha do meio-campo. A bola quicou no gramado e ia ficando com Andrich, mas o meia cochilou e foi antecipado por Bove, que ainda driblou Tapsoba antes de devolver a pelota ao camisa 9. O inglês chutou para Hrádecky espalmar e, no rebote, a própria cria na base romanista aproveitou para abriu o placar.

Falta de comunicação entre Ibañez e Rui Patrício originou um dos poucos sustos da Roma na partida (AFP/Getty)

Atrás no placar, o Leverkusen tentou sair em busca do empate, mas quase levou o segundo na sequência. Aos 67, Pellegrini abriu para Belotti no lado direito e o centroavante experimentou um chute cruzado, que parou em Hrádecky. O finlandês não conseguiu segurar a forte finalização e o rebote caiu novamente nos pés de Bove, que não conseguiu aproveitá-lo dessa vez.

Dali em diante, a Roma optou por não se expor mais e, mesmo fisicamente desgastada, sustentou o bom trabalho defensivo contra o time alemão. Com um banco recheado de jogadores sem condições de jogo adequadas, Mourinho fez apenas duas substituições, lançando Dybala e Wijnaldum, que também não estão 100%, nos lugares de Belotti e Bove.

Só que tudo quase foi por água abaixo aos 87 minutos, por conta de uma trapalhada entre Rui Patrício e Ibañez. Wirtz levantou bola na área e não ia achar nenhum companheiro, não fosse a falta de comunicação entre o português e o brasileiro. A posse ficou com Frimpong, que tinha a baliza praticamente desguarnecida à frente. O holandês, porém, não contava que Cristante, atuando como zagueiro nesta semifinal, fosse aparecer na trajetória de seu chute e bloqueá-lo com o peito, quase em cima da linha.

Apesar do sufoco no início e no fim da partida, a Roma fez o jogo que está acostumada a fazer e saiu do Olímpico sem ser vazada – o fez em 11 de seus 15 compromissos como mandante em 2023. A forte defesa é a aposta de Mourinho também para a volta, que acontecerá na BayArena, na próxima quinta, 18 de maio.

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