Serie A

Bari volta à Serie A

Depois de oito anos fora da Serie A, o Bari, uma das equipes mais tradicionais da Itália voltará a disputar a série máxima do país, após a derrota por um a zero do Livorno ante a Triestina, nesta sexta-feira. Com 28 participações em 77 edições do calcio che conta, a última temporada dos galletti na primeira divisão corresponde a temporada de afirmação de Antonio Cassano, “Il Gioiello di Bari Vecchia”. Com a queda para a Serie B na temporada 2000-2001, o clube, que já estava em crise, precisava sanar suas dívidas. Dessa maneira, o presidente Vincenzo Matarrese acabou vendendo o maior talento do clube para a Roma, por 30 milhões de euros.

Tifosi biancorossi lotam as arquibancadas do San Nicola: é Serie A!

Os moradores da Puglia, região localizada na parte sul do país, estiveram acostumados, nas últimas décadas, a participações de equipes pugliesi na Serie A, como o próprio Bari, o Lecce e até mesmo o Foggia. Após a crise econômica do Bari, no entanto, o bom desempenho de uma equipe da região aconteceu quando o Lecce fez duas boas campanhas, nas temporadas 2003-04 e 2004-05. Porém, o clube mais representativo da região é mesmo o Bari, que tem maior torcida e joga em uma grande arena. O estádio San Nicola, que tem capacidade para cerca de 58 mil pessoas é um dos maiores da Itália e deve servir como trunfo na campanha dos pugliesi, nos moldes do San Paolo de Nápoles. Além do mais, os baresi devem ser o único clube da província na Serie A, já que o Lecce não deve alcançar a salvezza.

A subida para a Serie A é fruto de um trabalho competente do promissor técnico Antonio Conte e de uma política de contratações inteligente ao longo dos últimos anos, baseada na mescla de jogadores experientes, como De Vezze, Parisi e Stellini, além daqueles que estão buscando afirmação, como Kamata, Guberti e o brasileiro Barreto. Emprestado pela Udinese, principal jogador da equipe biancorossa, vice-artilheiro do campeonato, com 20 gols, foi o principal jogador desta campanha, e cresceu muito com a chegada do meio-campista Guberti, emprestado pelo Ascoli. A propósito, este é o principal problema dos baresi: como manter estes jogadores emprestados para a campanha na Serie A?

Paci e Barreto: duelo deve se repetir na Serie A da próxima temporada

A segunda vaga
O tropeço do Livorno foi fundamental para definir não apenas o primeiro clube a assegurar vaga para a próxima Serie A, mas também para quase sacramentar o Parma como o segundo classificado direto desta Serie B. A situação dos crociate é extremamente confortável, já que a equipe precisa de apenas um ponto, em nove possíveis, para se livrar dos play-offs. Assim como aconteceu com o Bari, o trabalho do treinador da equipe foi importantíssimo para a campanha do clube. Em Parma, Francesco Guidolin conseguiu estabelecer um clima calmo dentro de uma sociedade que havia frequentado o hall das poderosas Sete Irmãs do futebol italiano na década de 90 e que agora se via na Serie B.

A tranquilidade no ambiente de trabalho favoreceu o desenvolvimento do futebol de jovens como Mariga e Paloschi, que demonstraram evolução durante a temporada. O experiente Cristiano Lucarelli, por outro lado, não fez temporada brilhante e teve sua estrela ofuscada por Vantaggiato, contratado ao Rimini no meio da temporada e autor de 17 gols na temporada. Assim como o Bari, o Parma deve ter dificuldade em assegurar a permanência de seus principais jogadores. Porém, o momento é de dizer benvenutti!

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