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Fique de olho: Kwadwo Asamoah

Com grande poder de marcação e qualidade na saída de bola, Asamoah conquistou
seu espaço na Udinese no fim da temporada passada (New Press/Getty Images)

Originalmente para o Olheiros.

Em janeiro último, o jovem Kwadwo Asamoah apareceu em nível internacional, após integrar a seleção dos melhores jogadores da Copa Africana de Nações, disputada em Angola. O vice-campeonato coroou a grande apresentação do ganense de apenas 21 anos. Asamoah ganhou também o troféu de jogador fair play da competição, depois de uma boa atuação na derrota contra o Egito, na final.

Os prêmios, contudo, não espantam. Pelo menos não aos que acompanham mais de perto o futebol italiano. O meio-campista apareceu muito bem para o público da bota no ano passado, quando fez uma grande segunda parte de temporada pela Udinese. Asamoah impressionou e já é alvo de grandes clubes, como a Juventus, desde o último mercado de verão.

Kwadwo começou a levar o futebol mais a sério em 2005, quando passou a integrar o setor jovem do Kaaseman FC, clube que disputa a primeira divisão nacional, em Gana. Não demorou muito para que passasse para um clube de maior porte. O Liberty Professionals é um time novo, fundando em 1997, mas que alcançou altos patamares rapidamente. Jogadores como Essien, Gyan Asamoah, Sulley Muntari, entre outros, passaram por lá antes de fazer sucesso na Europa. Em 2008, fez parte do grupo que disputou, em casa, a Copa Africana de Nações. Não entrou em campo, mas ganhou experiência e adicionou a seu currículo uma medalha de bronze da mais importante competição africana. Na seleção, herdou a camisa 10, que é tradicionalmente usada pelos grandes jogadores do Black Stars. Já bordaram o número nas costas jogadores como Abdul Razak, Abedi Pelé e, mais recentemente, Stephen Appiah.

Ainda em 2008, o garoto Kwadwo chamou a atenção do Bellinzona, clube suíço que adquiriu o passe do jogador e logo o repassou para o Torino, por empréstimo. Na Itália, chegou sob olhares desconfiados de torcedores que nunca o tinham visto jogar e não sabiam ao certo se ele era um trequartista ou um mediano ofensivo. Asamoah não chegou a jogar no Torino e, depois foi repassado a Udinese. em Apesar de poder fazer parte do time Primavera, o jovem de 20 anos recém completados chegava para compor o elenco principal e não o time da base, como alguns apostavam. Demorou pouco mais de cinco meses para que Kwadwo Asamoah deixasse de ser uma incógnita e mostrasse o que era capaz.

Em janeiro de 2009, finalmente, ganhou uma oportunidade de verdade, com Pasquale Marino, e não decepcionou. A má fase de Gokhan Inler fez com que o treinador apostasse no jovem ganense. Grande cartada. A estreia de Asamoah na Serie A aconteceu dia 11 de janeiro, nos últimos 20 minutos do empate contra a Sampdoria. No domingo seguinte, iniciou a partida entre os 11 titulares e não abandonou mais o posto, chegando a marcar seu primeiro gol vestindo alvinegro, na vitória contra a Fiorentina. No fim das contas, compôs o meio campo bianconero com muita eficiência e tornando-se uma das grandes revelações daquele campeonato.

Atuando como box-to-box, com grande poder de marcação, habilidade para sair jogando, velocidade e boa visão de jogo, Asamoah ajudou a dinamizar o estilo de jogo da Udinese, ao lado dos chilenos Isla e Sanchez. Agradou tanto, que, ao final da temporada, o clube friulano fez valer seu direito de compra e adquiriu o passe do ganense, junto ao Bellinzona, pela bagatela de 800 mil euros. Nesse pequeno espaço de tempo, Kwadwo mostrou o grande jogador que poderia se tornar e valorizou sua marca consideravelmente. Hoje, já vale cerca de 15 milhões de euros. A ascenção meteórica lhe rendeu comparações com compatriotas de peso, como Michael Essien e Stephen Appiah, com a vantagem de ser mais habilidoso que os dois.

Continuidade
Nesta temporada, manteve a titularidade e exerce função importante no meio de campo friulano. Na penúltima rodada do Campeonato Italiano, inclusive, Asamoah marcou seu primeiro gol da temporada, ajudando a Udinese a vencer o Palermo por 3 a 2, em um forte chute de fora da área. A demora para computar seu primeiro tento evidencia um ponto fraco: não é goleador. Cabem nos dedos das mãos os gols de sua carreira: três pela Udinese, dois pela seleção sub-17, quatro pela seleção sub-20 e um pela seleção principal. Seus fortes chutes de esquerda, no entanto, freqüentemente se tornam rebotes para gols, tornando-se uma boa arma.

Por isso o jogador chama atenção. Principalmente no futebol italiano, onde meio campistas velozes e habilidosos como ele estão em falta. Juventus e Inter, além de times médios da Inglaterra não tiram o olho do jogador, que, com certeza, fará uma boa apresentação pela seleção de Gana, na Copa do Mundo. Sua vaga está garantida.

Kojo Kwadwo Asamoah
Nascimento: 09 de dezembro de 1988, em Accra (Gana)
Local de nascimento: Accra (Gana)
Clubes: Liberty Professionals, Bellinzona, Torino e Udinese
Seleções: Sub-17, Sub-20 e Principal

1 comentário

  • Asamoah é maio que o espelho da Udinese. Lembrando o que comentou Gian Oddi ontem na transmissão Palermo-Bologna, emque a maior decepção que ele via no campeonato era o time bianconero friulano. Cavalo paraguaio, fogo de palha e outros adjetivos para um time que imperssionou e tinha elenco pra lutar por algo mais digno na competição

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