Esquadrões

Times históricos: Juventus 1994-1998

Grandes feitos: Campeã Mundial Interclubes (1996), campeã da Liga dos Campeões (1995-1996), campeã da Supercopa Europeia (1996), tricampeã Italiana (1994-1995, 1996-1997 e 1997-1998), campeã da Coppa Italia (1994-1995) e bicampeã da Supercopa da Itália (1995 e 1997).

Time base: Peruzzi; Pessotto (Porrini), Ferrara (Torricelli), Montero (Vierchowod) e Iuliano (Di Livio); Deschamps, Paulo Sousa (Davids), Conte (Jugovic) e Zidane; Del Piero (Ravanelli) e Vialli (Inzaghi). Técnico: Marcello Lippi.

Uma “senhora” Senhora!

A Juventus sempre foi imponente e colecionadora de títulos em seu país. A equipe de Turim é hegemônica no Campeonato Italiano e já emendou títulos consecutivos por muitos anos. Porém, quando o assunto é Europa, o time nunca teve o mesmo brilho que em casa. Mas nas décadas de 80 e 90 dois esquadrões conseguiram fazer a Juve a maior equipe do continente: o timaço de Platini, na de 80, e o esquadrão de Del Piero, Deschamps e Ferrara na de 90.

Ambas eram brilhantes, como sempre, na defesa, e tinham diversos craques para causar estragos nas defesas adversárias. Trazemos, agora, a história da segunda grande Juventus, a de 1994 até 1998, campeã de tudo e mais um pouco com um time que ficou marcado para sempre na memória de todo torcedor alvinegro. É hora de relembrar.

A chegada do mentor

Marcello Lippi: mito em Turim

A Juventus vivia um jejum de nove anos desde a última conquista do Campeonato Italiano, ainda na era de ouro comandada por Michel Platini. A equipe havia brilhado, antes, na conquista da Copa da Uefa de 1992-1993 ao derrotar de maneira brilhante o Borussia Dortmund com duas vitórias (3 a 1 na Alemanha e 3 a 0 na Itália) com direito a show do então ídolo Roberto Baggio. A equipe era comandada por Giovanni Trapattoni, célebre treinador italiano, mas que não foi capaz de fazer aquele ótimo time brilhar dentro de casa ou na Liga dos Campeões. Trapattoni, que já havia treinado a Juventus por 10 anos e vencido sete vezes a Serie A com a Velha Senhora, ficou outros três anos no clube, até 1994, quando deu lugar a Marcello Lippi.

O novo treinador nunca havia ganhado um título em sua carreira, tendo como ponto alto uma classificação heroica do Napoli à Copa Uefa de 1993-1994. Lippi chegou com o peso de tentar levar uma equipe talentosa, que mesclava jovens promessas com veteranos consagrados, a conquistar títulos importantes. Mas o tal peso seria despachado rapidamente, já em 1995.

Maravilhosa dobradinha

Na estreia de Lippi, dois títulos

A Juventus acabou com o jejum de títulos italianos logo na primeira temporada de Lippi no comando da equipe, em 1994-1995. A equipe foi campeã da Serie A com confortáveis 10 pontos de vantagem sobre a segunda colocada, a Lazio. Os destaques da campanha foram Gianluca Vialli e Fabrizio Ravanelli, atacantes que marcaram 17 e 15 gols, respectivamente.

A equipe disputou, também, dois títulos contra cima do Parma. Na Coppa Italia, venceu os dois jogos da decisão: 1 a 0 em Turim e 2 a 0 em Parma. O Parma, que montava elenco forte há algumas temporadas, acabou sendo terceiro na Serie A – empatado em pontos com a Lazio, perdendo no saldo de gols – e seria pedra no sapato da Juventus na decisão de outra competição, a Copa da Uefa, vencida pelo Parma. Na semifinal, a Juve passou pelo Borussia Dortmund, adversário que se tornou clássico em meados dos anos 90 por conta de três jogos históricos, mas acabou vendo o Parma levar o título. Na ida, vitória parmiggiana por 1 a 0, com gol de Dino Baggio. Na volta, Dino Baggio marcou o gol do empate em 1 a 1, que sagrou o título crociato – Vialli marcou o gol juventino.

A Juve voltou a encontrar o Parma na Supercopa da Itália, poucos meses depois, e deu o troco: vitória por 1 a 0. Em 1995, a Juve se despediu de Roberto Baggio, craque mais do que fundamental nos títulos conquistados no começo da década de 90 e eleito melhor do mundo em 1993. Porém, se Baggio dava adeus, em 1996 começariam a brilhar dois novos ídolos: Del Piero e Zidane.

Ano definitivo

Ravanelli, um dos grandes destaques da Juventus nos anos 90

Depois de muito insistir, a Juventus estava, enfim, de volta à Liga dos Campeões na temporada 1995-1996. A última glória da equipe foi no ano de 1985, quando venceu o Liverpool e conquistou seu primeiro e único título da competição até aquele ano. A equipe era praticamente a mesma que venceu o Campeonato Italiano e a Coppa Italia no ano anterior, com a diferença de depositar suas maiores esperanças no trio formado por Vialli, Ravanelli e pelo jovem Del Piero.

O time desprezou um pouco o Campeonato Italiano, vencido pelo Milan – que deixou a Juve em segundo lugar –, e apostou todas as fichas na competição europeia. A equipe caiu no grupo C ao lado do já grande rival Borussia Dortmund, Steaua Bucareste e Rangers. A Juve mostrou força nas partidas em casa e também fora, sendo a líder com 13 pontos ganhos, 4 vitórias, 1 empate e apenas 1 derrota (para o Borussia). Del Piero foi a estrela da equipe ao marcar gol em cinco dos seis jogos disputados. O jovem craque não marcou apenas no jogo contra o Steaua Bucaresti, na Romênia, que terminou 0 a 0.

Eliminando um titã

Naquela edição da Liga houve apenas quatro grupos na primeira fase, gerando uma fase de mata-mata que se iniciava já nas quartas de final. A Juventus encarou logo de cara o supercampeão Real Madrid, em um teste duríssimo rumo à semifinal. O primeiro jogo foi em Madrid, no Santiago Bernabéu lotado de torcedores merengues. O Real abriu o placar aos 21 do primeiro tempo com o matador Raúl, mas não conseguiu transformar a vantagem de jogar em casa em mais gols. Com isso, levou um placar magro para Turim. Na volta, no Delle Alpi, a estrela de Del Piero voltou a brilhar: o maior artilheiro da Juve, ainda dando seus primeiros passos no clube, marcou o primeiro gol da equipe italiana. No segundo tempo, Ravanelli fez mais um, garantindo a equipe nas semifinais. A vitória épica dava muita moral para o restante da competição.

O francês Deschamps buscava evitar os avanços do Nantes

A Juventus encarou os franceses do Nantes na semifinal. No primeiro jogo, em Turim, vitória italiana por 2 a 0, gols de Vialli e Jugovic. Na volta, Vialli abriu o placar para a Juve, mas Capron empatou para o Nantes. Paulo Sousa deixou a Juve na frente novamente, mas N´Doram e Renou viraram para o Nantes. Já era tarde: a Juventus venceu no agregado por 4 a 3 e estava mais uma vez em uma final de Liga dos Campeões. O adversário seria o então atual campeão europeu recheado de estrelas: o Ajax.

Duas vezes Juve

A Juventus encarou o Ajax jogando em seu país, mas não em casa (a final foi em Roma, no estádio Olímpico). O time italiano apostava suas fichas no ótimo ataque com Del Piero, Vialli e Ravanelli, além da zaga impecável com Ferrara, Vierchwod e Pessotto, e o meio-campo criativo e seguro com Deschamps, Paulo Sousa e Conte. Já o Ajax tinha parte da equipe que brilhou na conquista de 1995, com Van der Sar, Blind, Frank e Ronald de Boer, Bogarde, Davids (que mais tarde iria para a própria Juventus), Kanu, Litmanen e Kluivert, todos comandados pelo técnico Louis Van Gaal.

Vialli levanta a taça: Juve dona da Europa

A Juventus abriu o placar com Ravanelli aos 12 do primeiro tempo, fazendo explodir o estádio Olímpico. Mas a alegria durou pouco: aos 41, Litmanen empatou para o Ajax, deixando o placar estagnado em 1 a 1 até o final da partida, que teve de ser decidida nos pênaltis.

Na decisão por pênaltis, brilhou a estrela do goleiro italiano Angelo Peruzzi, que defendeu as cobranças de Davids e Silooy, dando à Juventus a vitória por 5 a 3 e o bicampeonato europeu. Era a glória máxima para a equipe de Turim, que mesclava com maestria a segurança na zaga e os primores no ataque, com a dosagem e eficiência tática do técnico Marcello Lippi.

A peça que faltava

Zinedine Zidane posa com a camisa da Juventus

O torcedor da Juventus ria à toa em 1996. O time acabara de vencer a Copa dos Campeões, a equipe era brilhantemente comandada pelo futuro campeão mundial com a Itália, Marcello Lippi, e tinha craques do naipe de Ferrara, Pessotto, Vierchwood, Deschamps, Vialli e Del Piero.

Para melhorar, chegava um meia francês que prometia muito, fazendo o torcedor crer em um novo Platini: Zinedine Zidane. Com o tempo, porém, o torcedor veria que aquele francês era muito mais que “um novo Platini”. O jogador logo de cara mostrou a que veio na disputa da Supercopa da Uefa, contra o Paris Saint-Germain. Na época, a competição era disputada em dois jogos. O time italiano humilhou os franceses ao aplicar 6 a 1 em pleno estádio Parc des Princes, em Paris, no primeiro jogo. Foi um show magnífico dos alvinegros de Turim. Na partida de volta, um 3 a 1 para a Juve deu o título aos italianos.

Melhor do mundo

A Juventus conquistou seu terceiro título na temporada de 1996 no Japão, na decisão do Mundial Interclubes, contra o River Plate. A Juve venceu por 1 a 0, gol de Del Piero no finalzinho do jogo, e conquistou seu bicampeonato mundial. A equipe selava mais uma temporada de ouro, com exibições incríveis e certa de que viria muito mais pela frente.

Glórias nacionais, decepções continentais

A Juventus tinha um dos maiores esquadrões da Europa em 1997. O time mesclava a experiência de ótimos defensores e meio campistas com uma talentosa e jovem comissão de frente, liderada, claro, por Zidane e Del Piero.

Depois de ganhar quase tudo em 1995-96, o time de Turim tratou de fazer bonito em casa. A Juve, em uma emocionante disputa contra o ótimo Parma da época, venceu o campeonato italiano de 1996-97 com apenas dois pontos de vantagem sobre o rival.

Del Piero (à dir.) tenta escapar do alemão Möller

O time ainda venceu a Supercopa da Itália ao bater o Vicenza por 3 a 0. Porém, houve uma decepção. Na Liga dos Campeões, o time italiano fez uma campanha quase perfeita, invicta, após cinco vitórias e um empate na fase de grupos e três vitórias e um empate nas quartas e semifinais, com destaque para as duas vitórias sobre o forte Ajax, por 2 a 1 e um acapachante 4 a 1.

Na final, o time encarou os velhos rivais do Borussia Dortmund, da Alemanha. E justamente na decisão o time de Zidane e companhia conheceu a derrota: 3 a 1, com os principais astros da Juventus sendo anulados pelo forte time alemão. A equipe alemã, inclusive, estava recheada de jogadores que haviam passado pelo futebol italiano: Riedle, autor de dois gols na final, viveu três anos na Lazio, enquanto Sammer havia passado pela Inter. Cinco dos jogadores adversários haviam passado pela Juve, quatro deles com Trapattoni: Kohler, Júlio César, Reuter e Möller, além de Paulo Sousa, que foi treinado por Lippi.

Bicampeões

Na temporada seguinte, a Juventus contou com Del Piero, Inzaghi e Zidane para conquistar o bicampeonato italiano, ao ficar cinco pontos à frente da Internazionale. Del Piero, Inzaghi e Zidane marcaram 21, 18 e 7 gols, respectivamente, dos 67 anotados pela equipe, simplesmente mais da metade.

Zidane e Redondo: craques na final da Copa dos Campeões de 1997-1998

Na Liga dos Campeões, a equipe entrou novamente como uma das favoritas. Del Piero foi um monstro em campo, jogando demais e sendo o artilheiro da competição com 10 gols. Zidane e Inzaghi foram outros que brilharam na campanha do time, que chegou ela terceira vez consecutiva a uma final europeia (feito inigualado desde então). Na decisão, a Juve sucumbiu pelo segundo ano seguido, dessa vez diante do Real Madrid, que venceu por 1 a 0 e conquistou sua sétima Liga, depois de jejum de 32 anos.

Fim de uma era

A derrota na final da Liga dos Campeões de 1998 foi um divisor de águas para a Juve. O técnico Marcello Lippi deixou a equipe em 1999 para comandar a Internazionale. Zidane iria logo mais para o Real Madrid, em 2001, e outros craques iriam se aposentar. A Juve voltaria a brilhar na virada do milênio com novos jogadores como Nedved, Thuram, Cannavaro, Buffon e Trézéguet, mas sem o brilho do time que foi unanimidade na Europa por três anos seguidos, dominante em casa e responsável pela última glória europeia da equipe, em 1996. Os shows de Del Piero, Vialli, Ravanelli, Zidane, Deschamps e Ferrara ainda rendem ótimas e nostálgicas lembranças ao torcedor alvinegro.

Os personagens:

Angelo Peruzzi: foi um dos grandes goleiros da Itália do final da década de 80 e ao longo de toda a década de 90. Seguro e de grande presença física, brilhou na Juventus de 1991 até 1999, fazendo parte da era mais gloriosa da velha senhora. Foi herói na decisão por pênaltis da Liga dos Campeões vencida pela Juve em 1996, ao defender duas cobranças. Atuou em 31 partidas pela seleção italiana.

Gianluca Pessotto: depois de jogar no maior rival da Juventus, o Torino, Pessotto foi para a Juve em 1995 e não saiu mais até se aposentar, em 2006. Foi um dos grandes defensores da equipe nas duas eras gloriosas do time, de 1995 até 1998 e de 2002 até 2005. Jogou em 22 partidas pela Squadra Azzurra.

Sergio Porrini: foi brilhante tanto na lateral direita quando na zaga da Juventus de 1993 até 1997. Jogou mais de 75 partidas pela equipe de Turim e teve papel importantíssimo na conquista da Coppa Italia de 1995, quando marcou dois dos três gols da equipe que garantiram o caneco.

Ciro Ferrara: um dos maiores zagueiros da história da Itália e também do futebol mundial, Ciro Ferrara teve o privilégio de jogar com os maiores jogadores do planeta nos dois clubes em que atuou. De 1984 até 1994, brilhou no Napoli de Maradona e Careca e venceu cinco títulos. De 1994 até 2005, foi a referência na zaga da Juventus de Zidane, Del Piero, Deschamps, Nedved, Cannavaro e companhia, jogando nas duas brilhantes gerações da equipe alvinegra e conquistando 15 títulos. É um dos jogadores mais vencedores da Itália e ídolo nos dois clubes por onde passou. Foi um ícone de sua geração.

Moreno Torricelli: podia jogar tanto na lateral como na zaga, sendo um terceiro zagueiro que saia jogando. Atuou de 1992 até 1998 na Juve e fez parte da era brilhante da equipe italiana. Pela Itália, não teve tanto espaço e jogou em apenas 10 partidas de 1996 até 1998. Era uma das vozes da equipe em campo, sempre com muita raça e força de vontade.

Paolo Montero: com este uruguaio na zaga da Juve, não tinha conversa: era a bola ou a perna! Montero é o recordista de cartões vermelhos na Serie A, mas mesmo sendo duro (às vezes até desleal) em campo, era um ótimo zagueiro. Ao lado de Ferrara, Iuliano e outros defensores da Juve na época em que esteve no time (1996 até 2005) impunha respeito nos adversários e foi até o melhor amigo de Zidane na equipe enquanto o francês jogou na equipe. Pela seleção uruguaia, atuou em 61 partidas, de 1991 até 2005.

Pietro Vierchowod: já com 37 anos, Vierchowod jogou apenas uma temporada na Juve, o suficiente para vencer a Liga dos Campeões de 1996 e a Supercopa da Itália em 1995. Campeão do mundo com a Itália em 1982, o zagueiro foi um dos grandes de seu tempo e ídolo na incrível Sampdoria do começo da década de 90, campeã do Campeonato Italiano de 1991 e Vice-campeã da Copa dos Campeões em 1992.

Mark Iuliano: outro grande defensor da Juve super campeã da década de 90. Iuliano brilhou no time alvinegro de 1996 até 2004, atuando em mais de 187 jogos. Tinha grande presença física (1,91m de altura) e muita força na zaga. Pela Itália, foram 19 partidas de 1998 até 2003.

Angelo Di Livio: tinha um fôlego invejável em campo e podia jogar como lateral, volante ou meia de ligação. Di Livio ficou na Juventus de 1993 até 1999, conquistando os principais títulos do período com a equipe. Atuou em 40 jogos pela Itália, inclusive em duas Copas do Mundo (1998 e 2002).

Didier Deschamps: foi o homem incumbido de levantar o primeiro título mundial da França, como capitão daquela grande equipe, em 1998. Porém, antes, o craque brilhou em dois grandes esquadrões europeus: no Marseille campeão da Liga dos Campeões de 1993 e na Juventus também campeã da Liga e Mundial, em 1996. Foi extremamente eficiente e regular durante toda a carreira e esbanjava elegância no meio de campo. Atuou em 103 partidas pela seleção, e levantou, além da Copa, a Euro de 2000. Jogou de 1994 até 1999 na Juve e virou ídolo no time.

Paulo Sousa: um dos grandes volantes da história de Portugal, Paulo Sousa brilhou na Juve de 1994 até 1996, exatamente no período em que a equipe conquistou a Liga dos Campeões. Muito bom no desarme e com ótima visão de jogo, Sousa brilhou, também, no Borrusia Dortmund onde, em 1997, venceu outra Liga dos Campeões, contra seu ex-clube (a Juve).

Edgar Davids: um dos maiores meio-campistas do futebol holandês, Edgar Davids chegou à Juve em 1997, justo quando a equipe começaria a perder a força do time campeão europeu em 1996. Mesmo assim, integrou a segunda geração de ouro do clube até 2004, sendo uma das referências em velocidade, desarmes e passes no meio de campo da equipe.

Antonio Conte: o meia-atacante Antonio Conte foi um dos grandes ícones da Juventus da década de 90. Atuou na equipe de 1991 até 2004, em mais de 418 jogos, marcando 44 gols. Habilidoso e muito bom no passe, Conte ganhou 15 títulos com a equipe de Turim. Hoje, é o atual técnico da Juventus.

Vladimir Jugovic: o meio-campista Jugovic brilhou no começo da década de 90 ao ser um dos protagonistas do Estrela Vermelha, único clube sérvio campeão da Copa dos Campeões, em 1991. Jogou na Juve de 1995 até 1997 já sem o brilho de antes, mas mesmo assim foi importante nas conquistas da equipe no período. Foi dele o gol decisivo na disputa de pênaltis contra o Ajax que deu o título europeu à Juventus, em 1996.

Zinedine Zidane: foi o melhor jogador da história do futebol francês e melhor que Platini, ídolo da Juventus na década de 80. Foi único e decisivo sempre que a Juventus e a França precisaram dele, além de ser primoroso quando o público queria ver um bom futebol. Venceu três vezes o prêmio de melhor jogador do mundo pela Fifa (dois deles, em 1998 e 2000, como jogador da Juve). De 1996 até 2001 foram 151 jogos e 24 gols. Zizou foi um gênio da bola.

Alessandro Del Piero: um dos grandes jogadores que a Itália já revelou para o mundo, Alessandro Del Piero viveu seu auge justamente naquela equipe mágica campeã da Europa e do mundo em 1996. Rápido, habilidoso e goleador, Del Piero virou rapidamente ídolo da torcida e referência na equipe. Coroou sua já brilhante carreira com o título mundial da Itália, em 2006. É o jogador com maior número de jogos com a camisa da Juve (700 jogos), maior artilheiro do clube (289 gols) e dono de muitos outros recordes. Neste ano de 2012, depois de 19 anos, deixou a Juve como campeão italiano invicto. É um imortal do futebol.

Fabrizio Ravanelli: foi decisivo e mortal nos títulos da Juventus de 1992 até 1996. Em 111 jogos pela Juve marcou 41 gols, a maioria em grandes jogos e decisões. Fez um trio de ataque memorável ao lado de Del Piero e Vialli.

Gianluca Vialli: um dos grandes atacantes da Itália na década de 90, Vialli despontou para o mundo na Sampdoria do começo daquela década, ao marcar 85 gols no período. Foi para a Juventus em 1992, onde foi ídolo e capitão da equipe na conquista da Liga dos Campeões de 1996. Pela Juve, marcou 38 gols em 102 jogos. Atuou em 59 jogos pela Itália e marcou 16 gols.

Filippo Inzaghi: antes de se tornar mundialmente famoso no Milan dos anos 2000, Filippo Inzaghi deixou sua marca na Juventus de 1997 até 2001. Na Velha Senhora, Inzaghi já mostrava o faro de gol apurado principalmente em competições internacionais, suas favoritas. Ao lado de Del Piero em plena forma, fez um ataque dos sonhos na equipe alvinegra, com a munição de Zidane no meio de campo. Foram 165 jogos e 89 gols pela Juve.

Marcello Lippi (Técnico): é extremamente identificado com a Juventus, clube onde teve duas passagens marcantes, ambas com uma enchurrada de títulos e muitos craques em pleno brilho. Dono de um conhecimento tático sem igual, Lippi formou uma equipe aguerrida, eficiente, técnica e brilhante, que sabia aproveitar ao máximo o talento de suas estrelas. Em 2006, como técnico da seleção da Itália, entrou definitivamente para o rol dos melhores da história ao conduzir a Itália ao título mundial depois de 24 anos. Em 2010, novamente com a seleção, acabou fracassando, e hoje treina o Guangzhou Evergrande, da China.

Conteúdo do blog Imortais do Futebol. Leia mais sobre times, seleções, jogadores, técnicos e jogos que marcaram época no futebol mundial aqui.

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