Serie A

Criticado, Stefano Pioli entra para lista de técnicos que treinaram Inter e Milan



Após o mau início de temporada, o treinador Marco Giampaolo foi desligado nessa terça-feira, dia 8 de outubro, do comando técnico do Milan. A diretoria rossonera agiu rápido e contratou para seu lugar o criticado Stefano Pioli, oficializado nesta quarta, dia 9. A torcida milanista rechaçou por completo sua chegada, mas, de todo modo, ele se torna o oitavo comandante a treinar os dois maiores clubes de Milão.

Próximo de completar 54 anos, Pioli – que é interista declarado – aportou na Inter em uma situação semelhante à que encontra no Milan. Em novembro de 2016, o parmegiano foi o escolhido da cúpula nerazzurra para substituir o holandês Frank de Boer, que durou apenas 84 dias como treinador do time. Naquela temporada, a Inter investiu forte no mercado de transferências para dar um salto de qualidade, mas não pegou sequer vaga na Liga Europa. E Pioli acabou demitido em maio de 2017, sucedido pelo interino Stefano Vecchi.

Confira quais foram os outros técnicos que tiveram a honra de treinar Inter e Milan.

József Viola

O primeiro treinador a sentar no banco das duas maiores agremiações de Milão foi József Viola. O húngaro não teve uma grande carreira nem como jogador nem como treinador. Em 1928, após treinar Spezia e Juventus, acertou com a Ambrosiana-Inter. Permaneceu somente uma temporada no comando do time, partindo para a Atalanta em 1930. Três anos depois, fechou com o Milan, onde também não teve sucesso. Deixou os rossoneri ao fim da temporada 1933-34.

Giuseppe Bigogno

O ex-meio-campista, com grande ligação à Fiorentina enquanto jogador, passou pelo banco do Milan entre 1946 e 1949. O clube milanista foi o segundo trabalho de Bigogno como técnico. Obteve bons resultados treinando os rossoneri, mas não conquistou títulos. Rumou ao Torino no final da década de 1940. Já a trajetória de Bigogno pela Inter foi para se esquecer: acabou exonerado na metade da temporada 1958-59, e depois acertou com a Udinese, onde encerrou a carreira de treinador.

Trapattoni só levantou títulos no Milan como jogador, enquanto na Inter chegou a bater recordes (Arquivo/Inter)

Luigi Radice

Cria do Milan, Gigi Radice encerrou a carreira de jogador aos 30 anos, em decorrência de uma grave lesão no joelho. Quatro anos depois, virou treinador. Na década de 1970, revolucionou o futebol italiano ao implementar o pressing em todo o campo – estratégia que o Liverpool de Jürgen Klopp utiliza para recuperar a bola do adversário. Treinador do último scudetto da história do Torino, Gigi teve passagem ruim pelo Milan (1981-82, com direito à rebaixamento à Serie B) e desempenho regular na Inter, em 1983-84.

Ilario Castagner

Conhecido por seu trabalho épico com o “Perugia dos milagres” na década de 1970, Ilario Castagner tirou o Milan da segunda divisão em 1982, mas, após ficar no oitavo lugar da Serie A de 1983-84, deixou a agremiação e assinou com a rival Inter. Ele se tornou o primeiro treinador a trocar o Diavolo pela Beneamata na história. Com os nerazzurri, teve uma boa primeira temporada, mas caiu na seguinte, após dez jogos do campeonato.

Giovanni Trapattoni

Influente e vitorioso na história do futebol italiano, Trapattoni deu seus primeiros passos como comandante no Milan, em 1974. Foi treinador do setor juvenil e depois passou pelo banco da equipe principal, perdendo a final da extinta Recopa para o Magdeburg, na temporada 1973-74. Deixou o clube em 1976, aos 37 anos, para aceitar uma sedutora proposta da Juventus. Permaneceu uma década em Turim e conquistou diversos títulos.

Em 1986, Trap voltou para Milão, desta vez para dirigir a Inter. Com a Beneamata, ganhou um scudetto, uma Supercopa Italiana e uma Copa Uefa. Aliás, Trapattoni se tornou o primeiro técnico a vencer a Serie A com uma equipe milanesa depois de ter treinado a outra. Em 1991, retornou à Juve.

Leonardo treinou os dois grandes de Milão, mas teve maior identificação com o lado rossonero (AFP/Getty)

Alberto Zaccheroni

Zaccheroni não correspondeu às expectativas depositadas nele. Despertou a atenção dos fãs de futebol italiano quando levou a Udinese à terceira posição da Serie A de 1997-98. Na temporada seguinte, faria um Milan desacreditado vencer o scudetto. Em 2001, entretanto, sua trajetória no lado vermelho e preto da capital da Lombardia chegaria ao fim.

O romanholo ficou mais de um ano sem emprego até receber a chance de treinar a Inter, seu time de coração, em 2003. Começou bem, empilhando vitórias, mas o trabalho desandou depois de várias eliminações. Foi demitido e substituído por Roberto Mancini, que iniciou um período vitorioso da agremiação nerazzurra.

Leonardo

Assim como Castagner, Leonardo trocou um clube milanês pelo outro. Em 2009, o brasileiro recebeu a difícil missão de suceder Carlo Ancelotti na panchina do Milan. Com um time recheado de “brazucas”, o então técnico colocou os rossoneri na terceira posição da Serie A. Também conseguiu extrair o melhor futebol de Ronaldinho Gaúcho em seu período na Itália. Contudo, Leonardo acabou desligado ao fim da temporada.

Para a surpresa de muitos, ele firmou vínculo com a Inter após a saída de Rafa Benítez, em dezembro de 2010. A troca de cores não caiu nada bem com os torcedores milanistas, que o taxaram de traidor. De todo modo, o último título que a Inter conquistou, a Coppa Italia de 2011, veio sob o comando do brasileiro. Ele também lutou pelo scudetto, mas um 3 a 0 sofrido ante ao próprio Milan, em San Siro, na reta final da temporada, praticamente eliminou as chances dos nerazzurri. Após passar pelo Paris Saint-Germain, Leo ainda retornou ao Milan para ser diretor.



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