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Craque e goleador, Antonio Di Natale recusou os grandes para ser o maior ídolo da Udinese

É impossível dissociar a Udinese do ex-atacante Antonio Di Natale na história recente. Dotado de grande técnica, Totò se aposentou em 2016 depois de honrar o manto bianconero por 12 anos. Duas vezes artilheiro da Serie A, sempre entregou o máximo em campo e brindou os fãs com lances plásticos. Embora não tenha conseguido dar um título ao povo friulano, marcou estrondosos 227 gols em 444 jogos pelas zebrette, transformando-se em um dos atacantes mais letais deste século. Um daqueles craques que não precisou jogar pelos principais times do mundo para ser reconhecido enquanto tal.

Natural de Nápoles, Di Natale despertou para o futebol bem cedo. Aos 13 anos, frequentava uma escolinha afiliada ao Empoli no município de Castello di Cisterna, na região metropolitana de Nápoles, e foi convidado a ingressar nas categorias de base do clube da Toscana. Baixinho, veloz e com bom arremate, o jovem se destacou entre os juvenis do time azzurro. Em janeiro de 1997, aos 19 anos, ganhou sua primeira chance no profissional, numa partida na Serie B. Totò entrou em campo somente uma vez na campanha que levou o Empoli à elite. Naquele mesmo ano, conheceu o amor de sua vida: Ilenia Betti, com quem se casou em 2002 e tem dois filhos, Filippo e Diletta.

Pouco aproveitado por Luciano Spalletti, que, à época, iniciava sua trajetória como treinador, Di Natale acabou destinado a amadurecer em times menores. O atacante disputou a Serie C2 na temporada 1997-98 emprestado ao Iperzola (mudou o nome para Boca Pietri Carpi), pelo qual realizou 33 partidas e anotou seis tentos. Depois, o Empoli o cedeu mais duas vezes: ao Varese e, posteriormente, ao Viareggio. Ao perceber o bom rendimento do atacante pela última equipe – 25 jogos e 12 gols na Serie C2 –, o clube da Toscana resolveu aproveitar o jogador.

Totò, de fato, ganhou mais chances pelo Empoli na Serie B. Marcou seu primeiro gol pelos azzurri em 1999, contra o Monza, numa goleada por 4 a 1 pela Coppa Italia. No entanto, foi na temporada 2000-01 que Di Natale se tornou titular de vez da equipe comandada à época por Silvio Baldini. Na seguinte, não perdeu nem um embate sequer na segunda divisão, cumpriu quatro funções no setor ofensivo, balançou as redes 16 vezes e conduziu os toscanos ao quarto lugar e à elite. O baixinho de 1,70m estava pronto para disputar sua primeira Serie A.

Promessa de gols do Empoli para o retorno à máxima divisão, o versátil atacante – podia atuar pelas pontas, um pouco mais recuado ou na referência – não desapontou e estreou com o pé direito: marcou um gol na derrota por 4 a 3 para a Internazionale, em casa, e guardou outro no triunfo sobre o Como por 2 a 0, longe dos domínios de sua equipe. Na décima rodada, o camisa 9 brilhou e aplicou uma tripletta em cima da Reggina, 4 a 2, no Carlo Castellani. O Empoli concluiu aquela Serie A no 13º posto, e Di Natale foi o artilheiro azzurro, com 13 bolas na rede.

Totò começou sua carreira no Empoli, na segundona (BZona)

Em evidência na máxima competição do Belpaese, o napolitano entrou no radar do técnico da seleção italiana à época, Giovanni Trapattoni. O atleta, que não passou pelas seleções de base da Itália, recebeu sua primeira convocação para a Squadra Azzurra em novembro de 2002, aos 25 anos. Foi titular no amistoso com a Turquia, em Pescara, que terminou em 1 a 1. No ano seguinte, serviu à Nazionale em duas oportunidades, nas vitórias sobre Suíça (2 a 1) e Irlanda do Norte (2 a 0).

O atacante ficou de fora da lista final de Trapattoni para a Eurocopa de 2004 em função de seu mau rendimento na Serie A 2003-04. O Empoli fez uma campanha fraca – o que refletiu no desempenho de Totò – e acabou rebaixado. O baixinho marcou apenas seis gols em 35 partidas, de modo que passou em branco de fevereiro a maio de 2004. Coincidentemente, nesse período de seca em seu clube, ele guardou seu primeiro gol pela seleção italiana: foi no amistoso com a República Checa (2 a 2), em Palermo, realizado em fevereiro.

Com o retorno do Empoli à segundona, Di Natale encerrou sua ilustre passagem pelos azzurri: em 179 aparições, marcou 55 gols e até hoje é o quarto maior artilheiro da agremiação. Totò trocou a Toscana pelo Friuli, naquela que se revelaria a decisão mais importante de sua carreira. Ao assinar contrato com a Udinese, Totò reencontrou Spalletti, que já o conhecia bem, e teve a chance de formar um trio de ataque sagaz com Vincenzo Iaquinta e David Di Michele. O elenco bianconero também contava com outros nomes conhecidos dos amantes de futebol italiano, como Morgan De Sanctis, Samir Handanovic, Valerio Bertotto, Roberto Sensini, Marek Jankulovski, David Pizarro, Sulley Muntari, Stefano Mauri e Alberto Valentim.

Em sua temporada de estreia pela Udinese, Di Natale atuou como ponta-esquerda no 4-3-3 de Spalletti e anotou sete tentos em 33 embates, considerando todas as competições. Os bianconeri terminaram a Serie A na quarta colocação e se classificaram aos playoffs da Liga dos Campeões. Após passar pelo Sporting, graças a duas atuações inspiradas de Iaquinta, a equipe friulana conseguiu avançar à fase de grupos. O trio Di Natale-Iaquinta-Di Michele estava em boa fase, mas a Udinese terminou a chave C no terceiro lugar, atrás do campeão Barcelona e do Werder Bremen. Empatada em pontos com os alemães, a formação italiana perdia no confronto direto e teve de se contentar com a Copa Uefa: no segundo principal torneio do continente, caiu nas oitavas, diante do Levski Sofia, da Bulgária.

Enquanto Iaquinta começava a ser chamado por Marcello Lippi para defender a seleção italiana, Di Natale seguia escanteado pelo técnico que forjaria o grupo campeão mundial da Copa de 2006, na Alemanha. Totò, na verdade, só foi receber outra convocação para vestir o manto azzurro em 2007, sob a batuta de Roberto Donadoni. Na Udinese, o camisa 10 continuava arrebentando, ainda que a tríade ofensiva tenha sido desmanchada em 2006 com a saída de Di Michele.

Em 2007, Di Natale fez um dos gols mais belos de sua carreira, contra a Reggina, em Údine, pela quarta rodada da Serie A. Ele recebeu um lindo lançamento dentro da área, dominou a bola sem deixá-la cair e emendou um chute cruzado. Tudo isso sem permitir que a redonda tocasse na grama. Foi no mesmo ano que o baixinho se tornou capitão da Zebra. Oficialmente, Giampiero Pinzi ainda era o dono da faixa, mas como pouco jogava, Totò usou a braçadeira na maioria da campanha e a herdou em definitivo ao fim da campanha, com a saída do volante.

Os italianos Iaquinta e Di Natale e os ganeses Gyan e Muntari: referências da Udinese em meados da década passada (EFE)

Um pouco antes, em junho de 2007, quem deixou o Friuli foi Iaquinta. Para substitui-lo, a Udinese contratou Fabio Quagliarella para ajudar Di Natale na missão de balançar as redes adversárias. Assim, Totò passou a jogar mais próximo do gol, abdicando da ponta esquerda e ocupando a referência do ataque com mais frequência: em 2007-08, acabou tendo sua temporada mais prolífica na elite até aquele momento, com 17 gols anotados. Além disso, o napolitano virou uma constante nas chamadas da seleção italiana na época, o que culminou na convocação para a Eurocopa de 2008.

Na Euro, ele foi titular na derrota por 3 a 0 frente à Holanda, na abertura do torneio, e entrou durante o jogo contra a Espanha, nas quartas de final. Essa última partida ficou sem gols no tempo normal e teve de ser decidida nos pênaltis: Di Natale e Daniele De Rossi perderam suas penalidades, e os espanhóis se classificaram à semifinal. A eliminação causou a queda de Donadoni e o retorno de Lippi ao banco da Nazionale.

Principal destaque da Udinese, Di Natale conseguiu superar a desconfiança de Lippi. Porém, perdeu a Copa das Confederações de 2009 devido a uma lesão no joelho que sofrera em março, três meses antes do início da competição, contra a seleção de Montenegro, em Lecce, em compromisso válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.

Recuperado da lesão e pronto para a temporada 2009-10, Di Natale chegou ao auge em sua carreira. Marcou gols a rodo e fez diversas vítimas na Itália. Artilheiro da Serie A, ele estufou as redes 29 vezes, superando o recorde do alemão Oliver Bierhoff (autor de 28 pelo clube), e participou de 54% de todos os gols da Udinese na liga. Em maio de 2010, o camisa 10 anotou dois tentos diante do Bari e alcançou a marca de 100 gols na primeira divisão da Itália. Naquela mesma temporada, Totò conseguiu fazer duas triplettas, contra Catania e Napoli, e guiou as zebrette até a semifinal da Coppa Italia.

Devido à sua alta performance, o napolitano foi eleito pela Associação Italiana de Jogadores como o melhor jogador da temporada 2009-10. Os 29 gols credenciaram Di Natale a almejar a Chuteira de Ouro, mas ele acabou ficando com a segunda posição, empatado com Didier Drogba, do Chelsea. Ambos perderam para o “extraterrestre” Lionel Messi, que marcou 35 vezes e foi o artilheiro da Europa na ocasião.

Em destaque no Belpaese, o napolitano entrou na pauta da Juventus, que estava em processo de reposicionamento após disputar a segunda divisão devido ao Calciopoli. Uma oferta da maior campeã de títulos nacionais faria qualquer jogador ficar balançado. Mas Di Natale nunca foi um qualquer: ele recusou a oferta para continuar em Údine, um lugar mais pacato do que Turim, junto com sua mulher e seus dois filhos. “Quando uma palavra é dada, é isso. Gosto de dizer que eu fiz como [Francesco] Totti e [Alessandro] Del Piero: me tornei uma bandeira”, explicou, em entrevista à revista Max.

Goleador e capitão: Totò foi líder técnico e emocional da Udinese (EPA)

Esse foi apenas um dos gestos grandiosos da vida de Totò. Em 2012, o meia Piermario Morosini jogava no Livorno, por empréstimo junto à Udinese, e sofreu um ataque cardíaco numa partida contra o Pescara, vindo a óbito. O jogador era órfão desde os 17 anos e tinha dois irmãos portadores de necessidades de especiais. Um deles se suicidou em 2004 e a outra ficaria desamparada após o mal súbito que acometeu o mano jogador. Di Natale não deixou. Requereu à justiça a guarda da jovem Maria Carla e passou a lhe prestar os cuidados devidos. Foi além do papel de capitão.

Futebolisticamente falando, depois de uma temporada fora da curva em 2009-10, o capitão bianconero carimbou sua passagem para a Copa do Mundo da África do Sul com antecedência. O hype era tanto que Lippi lhe deu a camisa de número 10. A expectativa era de um grande Mundial, pelo menos por parte de Totò. A seleção, como um todo, não inspirava tanta confiança, já que o comandante do tetra não atendeu os muitos apelos de renovação e manteve boa parte do envelhecido elenco que participou da campanha anterior. Dessa forma, a Itália passou vergonha no torneio, sendo lanterna de um grupo que tinha Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia. O atacante até tentou, mas não conseguiu destoar do grupo azzurro: em solo africano, guardou apenas um gol, na derrota por 3 a 2 perante aos eslovacos, pela última rodada da chave.

Di Natale não deixou se abater após o fracasso na Copa do Mundo. A vergonha na África do Sul foi sucedida por mais um rendimento estrepitoso do camisa 10 friulano, que teve números semelhantes à época anterior. Anotando 28 tentos em 36 partidas, Totò foi figura de extrema importância na classificação da Udinese para os playoffs da Liga dos Campeões. Em 2010-11, ninguém na Itália marcou mais vezes que o baixinho: 0,78 por jogo. Foi a terceira melhor média de gols da Europa, atrás apenas das estabelecidas por Messi e Cristiano Ronaldo.

Entre 2010 e 2013, a Udinese montou times competitivos e conseguiu brigar com os peixes grandes por vagas nas competições europeias, através da Serie A. O time comandado por Francesco Guidolin contava com peças que fizeram e/ou fazem sucesso não só no futebol do Belpaese, mas em todo o continente europeu: Samir Handanovic, Mehdi Benatia, Danilo, Mauricio Isla, Gökhan Inler, Kwadwo Asamoah, Pablo Armero, Allan, Piotr Zielinski, Juan Cuadrado, Luis Muriel, Alexis Sánchez.

Os bianconeri, no entanto, caíram duas vezes nos playoffs da Champions. A primeira, para o Arsenal, foi justificável, mas a outra, diante do Braga, esquentou o ambiente: afinal, a equipe italiana era favorita e, após dois empates por 1 a 1, foi eliminada em casa nos pênaltis, devido a uma cavadinha muito mal executada pelo meia-atacante brasileiro Maicosuel, que fazia apenas seu terceiro jogo pelos friulanos. Guidolin, inclusive, descreve o lance como a pior decepção de sua carreira como técnico. Di Natale, que durante o período de 2010 a 2013 se converteu de vez num atacante centralizado, também deve concordar com a opinião do treinador.

Em 2012, Totò foi premiado por sua boa fase com um lugar na lista dos 23 convocados de Cesare Prandelli para a Eurocopa de 2012. O torneio simbolizou a reformulação da Nazionale, cuja base era a Juventus de Antonio Conte. Com o número 10 às costas, o atacante começou a Euro na reserva dos excêntricos Antonio Cassano e Mario Balotelli, mas ganhou pontos com Prandelli ao sair do banco na estreia e tirar o zero do placar contra a Espanha – minutos depois, Cesc Fàbregas empatou e deu números finais ao embate.

Di Natale nunca levou sorte na seleção, mas pôde se despedir com bons momentos na Euro 2012 (LaPresse)

A Itália fez uma excelente campanha e conseguiu chegar à final da Eurocopa, porém tomou um vareio da própria seleção espanhola na decisão: 4 a 0. Di Natale entrou no intervalo, na vaga de Cassano, mas não conseguiu fazer muita coisa para evitar a goleada. Após a competição, o napolitano optou por se aposentar da Squadra Azzurra – Prandelli chegou a convocá-lo para a Copa das Confederações de 2013, porém o jogador recursou a chamada. Totò não deixou grande legado vestindo a camisa azzurra: participou de dois Europeus e uma Copa do Mundo, mas foi coadjuvante, nunca decisivo. Em 42 jogos pela Itália, estufou as redes 11 vezes.

Após a Udinese falhar na qualificação à fase de grupos da Liga dos Campeões 2012-13 graças ao fatídico erro do “mago” Maicosuel, Di Natale pelo menos ganhou uma oportunidade única. Na Liga Europa, a equipe friulana foi lanterna do Grupo A, mas Totò pelo menos anotou um dos gols da histórica vitória por 3 a 2 sobre o Liverpool, em Anfield. No Italianão, manteve o status de carrasco das metas adversárias, com 23 gols marcados. Curiosamente, seu desempenho naquela edição do certame nacional se notabilizou pela quantidade de doppiettas: as sete vítimas foram Roma, Catania, Inter, Fiorentina, Chievo, Sampdoria e Atalanta.

O craque também recusou um contrato de 10 milhões de euros anuais oferecido pelo Guangzhou Evergrande, à época treinado por Marcello Lippi, para seguir na Udinese com o intuito de realizar o sonho de seu pai: superar o número de gols marcados pelo craque Roberto Baggio na Serie A (205). Em janeiro de 2014, no entanto, Di Natale anunciou, em entrevista à Sky italiana, que iria pendurar as chuteiras em maio, aos 36 anos. “No final da temporada eu vou parar. Já conversei com a minha família e com meu advogado, agora tenho que comunicar o clube. Dói, porque em dez anos eu marquei mais gols pela Udinese do que saí com a minha esposa. Eu me preocupo com a Udinese, este clube é como se fosse minha família”, disse.

O jogador, contudo, voltou atrás em sua decisão e optou por continuar jogando na temporada seguinte. E foi recompensado: em novembro de 2014, marcou seu gol de número 200 em sua 400ª aparição na Serie A – a vítima foi o Chievo. Cinco meses depois, em duelo com outro rival do Vêneto, o Hellas Verona, o astro bianconero finalmente conseguiu superar Baggio na classificação histórica dos goleadores, transformando-se no sexto maior artilheiro da história da Serie A.

Além disso, Di Natale alcançou um feito absurdo, sobretudo para um jogador que mudou de função já aos 30 anos de idade. Totò fez mais de dez gols na Serie A em dez das 14 temporadas em que disputou a competição. Só outros seis jogadores, que também fizeram história no campeonato, tiveram número maior de épocas tão prolíficas: Silvio Piola (16 vezes), Francesco Totti (13), Giuseppe Meazza (12), Amedeo Amadei (11), Carlo Reguzzoni (11) e Robi Baggio (11). Isso retrata com clareza o quão difícil é passar tantos anos em alto nível e quão importante Totò é para o futebol italiano.

Com Di Natale, Udinese se afirmou como presença frequente na parte alta da tabela da Serie A e nas competições europeias (AP)

Depois de 12 anos atuando constantemente pela Udinese, Di Natale decidiu se aposentar de vez ao fim da temporada 2015-16, aos 37. Desgastado devido a problemas físicos, Totò perdeu a reta final daquela época, porém entrou em campo no último jogo do campeonato, diante do Carpi, no Friuli, dia 15 de maio de 2016, para se despedir da torcida bianconera. O time de Údine havia acabado de garantir sua permanência na elite, mas os emilianos ainda tinham a esperança de desbancar o Palermo.

O atacante iniciou o embate no banco, mas entrou no segundo tempo, quando o desesperado Carpi vencia por 2 a 0, com dois de Simone Verdi. O Palermo, porém, também estava triunfando e relegava os biancorossi para a segundona. Di Natale, que nada tinha a ver com isso, só precisou de 90 segundos para colocar seu nome na súmula: fez, de pênalti, seu último gol como atleta profissional, e decretou o placar final. “Até ontem eu estava relaxado, mas quando me sentei no vestiário esta noite, eu chorei como um bebê. Eu vi 12 anos passando como um flash diante dos meus olhos”, desabafou, emocionado, à Sky.

Em seu longo percurso pela Udinese, Di Natale disputou 444 jogos, marcou 227 gols e serviu de garçom para outros 63. Ele é o recordista geral de tentos e partidas realizadas pelos friulanos. Também encerrou a carreira como o sexto maior artilheiro da história da Serie A, com 209 gols. Nunca venceu um título, mas deixou sua marca no topo da lista de ídolos do clube. “Foram 12 anos vividos intensamente e a minha carreira na Udinese é digna de um filme, só que agora não sou mais o protagonista”.

Dois anos depois de sua aposentadoria, Di Natale aceitou, no verão europeu deste ano, a proposta de Pasquale Marino para ser seu auxiliar no Spezia, equipe da Ligúria que milita na Serie B. Totò visa aproveitar a oportunidade para ganhar experiência para o seu próximo objetivo: iniciar carreira como treinador. Se o napolitano conseguir ser tão bem-sucedido à beira do gramado como foi dentro das quatro linhas, teremos mais um técnico importante no futebol italiano.

Antonio Di Natale
Nascimento: 13 de outubro de 1977, em Nápoles, Itália
Posição: atacante
Clubes: Empoli (1996-97 e 1999-2004), Iperzola (1997-98), Varese (1998), Viareggio (1998-99) e Udinese (2004-2016)
Seleção italiana: 42 jogos e 11 gols

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