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Versátil e aguerrido, Tomás Ujfalusi se aprimorou durante trajetória frutífera na Fiorentina

Nem sempre Tomás Ujfalusi esteve no lugar certo e na hora certa. Nascido na Chéquia, o defensor troncudo e de longas madeixas teve uma carreira consistente, atuando em grandes ligas e conquistando títulos importantes. A nível de seleção, fez parte daquela que talvez tenha sido a melhor geração de seu país após a dissolução da antiga Checoslováquia. No entanto, Ujfalusi também costuma ser lembrado por episódios menos dignos.

Ujfalusi pode se lembrar de um recuo que virou gol de título ou de uma disputa de pênaltis perdida em semifinal de Copa Uefa e ainda convive com a lembrança de uma entrada violenta em Lionel Messi, que lhe rendeu uma expulsão direta e suspensão posterior. Além disso, o checo encerrou sua carreira na seleção de maneira conturbada e repentina, após ser pego em uma festa com o elenco durante as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010.

No entanto, entre os acertos de sua trajetória, a passagem pelo futebol italiano é, com certeza, bastante especial para Tomás Ujfalusi. Na Fiorentina, em meados da década de 2000, o zagueiro virou lateral, aprimorou seu futebol e conquistou o coração dos tão exigentes torcedores florentinos. Ao longo de quatro anos com a camisa violeta, ele foi um dos responsáveis pela grande evolução do sistema defensivo do time, que chegou a ser o melhor da Itália em 2007. Até hoje identificado com a cidade de Florença, o lateral, já desprovido de grande parte de seus cabelos, foi escolhido por torcedores para integrar uma lista com os 11 melhores jogadores de todos os tempos da Viola. Seguramente, uma condecoração um pouco exagerada, mas que demonstra a importância deste checo na história gigliata.

Após bom desempenho na Euro, Ujfalusi foi uma das apostas da Fiorentina na busca pela redenção (imago/Hoch Zwei/GN)

Os primeiros passos

Ujfalusi, de família com origem húngara, nasceu em 24 de março de 1978 na pequena cidade de Rymarov, no leste da Chéquia. Desde o início de sua carreira, se apresentava como um zagueiro forte fisicamente e exímio no jogo aéreo, apesar de não ser extremamente alto – tem 1,85 m. Seu clube de formação foi o Sigma Olomouc, com sede localizada a pouco menos de 50 quilômetros de sua terra natal. Por lá, estreou na categoria profissional aos 18 anos e permaneceu por quatro temporadas antes de se transferir para o Hamburgo, da Alemanha, em dezembro de 2000. À época, o defensor já havia mostrado potencial ao ter ajudado o seu país a ser vice-campeão europeu sub-21.

No tradicional clube alemão, já chegou como titular absoluto da zaga. Ele atuou em todos os 19 jogos restantes de 2000-01, sendo que, em 18 deles, ficou em campo pelos 90 minutos. A adaptação foi rápida e Ujfalusi conseguiu ajudar o Hamburgo a se manter na elite da Bundesliga, com a 13ª colocação. No entanto, não foram seus desarmes – tampouco as duas assistências distribuídas – que marcaram sua temporada inaugural na Alemanha. Isso porque, um outro episódio, ocorrido na rodada final, relacionou o checo, de certa forma, com o destino do campeão daquele torneio.

Na rodada derradeira, Bayern Munique e Schalke 04 ainda tinham chances matemáticas de título. Para os bávaros, tratava-se apenas de mais um troféu, visto que eles haviam conquistado as duas edições anteriores do toneio. No entanto, do outro lado, a equipe de Gelsenkirchen buscava a primeira taça do campeonato nacional desde 1958.

Pois bem. Em casa, o Schalke ia fazendo sua parte, com uma vitória por 5 a 3 no Unterhaching. Já em Hamburgo, o time da casa empatava por 0 a 0 com o Bayern até os 45 minutos do segundo tempo. De cabeça, Sergej Barbarez, artilheiro do campeonato, colocou o Hamburgo à frente. Aquele resultado dava o título para o Schalke, no que seria uma reviravolta histórica. Só que o destino não foi cordial com os Azuis Reais.

No último lance da partida, o treinador do Bayern, Ottmar Hitzfeld, já lamentava o título perdido quando um recuo de bola foi parar nas mãos do goleiro do Hamburgo, Mathias Schober. O coautor daquela lambança havia sido Ujfalusi, que estava pressionado por Paulo Sérgio e passou para o arqueiro. Schober acreditou que a bola tinha vindo do brasileiro.

O juiz, então, marcou a falta em dois lances, e o inacreditável aconteceu. Numa verdadeira bagunça dentro da área, com direito a Oliver Kahn quase dentro do gol adversário, Patrik Andersson, zagueiro do Bayern, fuzilou de perna direita e balançou as redes para delírio do time de Munique. O título do Schalke havia sido “afanado” no último segundo do campeonato, e os bávaros eram tricampeões da Alemanha por conta de um lance que envolvia Ujfalusi.

Apesar de ficar marcado por este episódio, o checo teve desempenho extremamente sólido nas temporadas seguintes. O defensor ajudou o Hamburgo a evoluir na tabela e, inclusive, conseguir uma classificação à Copa Uefa de 2003-04. Em 2003, também, ele conquistou seu único troféu com o time na Copa da Liga Alemã, um torneio que teve a edição inaugural em 1972, mas, que depois disso, só voltou a ser disputado em 1997. Na finalíssima, o HSV bateu o Borussia Dortmund por 4 a 2.

No futebol italiano, o checo Ujfalusi passou a atuar como lateral-direito (imago/IPA Photo)

A chegada a Florença e a mudança de posição

Ujfalusi foi contratado pela Fiorentina após a Eurocopa de 2004. Naquele torneio, a Chéquia chegou às semifinais e só foi batida, por 1 a 0, pela surpresa Grécia – que depois sagrou-se campeã, frente a Portugal. O zagueiro atuou em grande parte daquela campanha e despertou a atenção de alguns clubes italianos. Na verdade, sua trajetória com a seleção começara em 2001, quando ele ainda vestia a camisa do Hamburgo.

Aos 26 anos, Ujfalusi optou, então, pela Viola, que voltava à elite da Itália após a traumática falência ocorrida em 2002. Para garantir que o roteiro não se repetisse, os irmãos Della Valle, no comando do clube de Florença, investiram em diversos reforços. Pelo checo foram pagos cerca de 6,2 milhões de euros.

Entretanto, a primeira temporada de Tomás com o uniforme violeta foi tortuosa. Em dificuldades na Serie A, a Fiorentina só conseguiu escapar do rebaixamento na última rodada, graças a uma vitória por 3 a 0 sobre o Brescia e uma combinação milagrosa de resultados. Pessoalmente, para o zagueiro, também foi um período difícil, inclusive com uma lesão no joelho que o deixou fora de ação por dois meses.

Em sua temporada de estreia na Viola, Ujfalusi até foi testado como lateral-direito, em um esquema com cinco homens atrás, e quebrou o galho como primeiro volante. Ainda assim, a maioria das atuações foi, de fato, na linha de zaga. Isso iria mudar a partir de 2005, com a chegada de Cesare Prandelli.

O treinador italiano sempre montou suas equipes com quatro homens na defesa. E, já satisfeito com a dupla de zaga formada por Alessandro Gamberini e Dario Dainelli, a solução encontrada para aproveitar o jogador foi adequá-lo de vez à função de lateral direito. A princípio, a “novidade” não agradou muito o checo, mas o tempo tratou de ajeitar as coisas pelos lados do Artemio Franchi.

Ao longo de 2005-06, sua evolução foi notável. Com Manuel Pasqual atuando pela lateral esquerda, Ujfalusi podia desempenhar um papel mais defensivo. No entanto, isso não o impediu de desenvolver um ímpeto interessante na construção de jogadas, principalmente com relação às ultrapassagens e cruzamentos para a área. A isso somava-se a raça habitual do checo, que foi conquistando a torcida.

Sem lesões no caminho, Tomás marcou um gol e atuou em 36 das 38 partidas da Serie A. O desempenho da Viola, a princípio deslumbrante, foi frustrado pelas investigações do Calciopoli, um esquema de corrupção envolvendo dirigentes e arbitragem da Itália, que foi descoberto em 2006. Às vésperas da Copa do Mundo, a Fiorentina perdeu o posto de quarta colocada e caiu para a nona colocação. Punição módica, perto do que aconteceu com a Juventus, rebaixada à Série B naquele ano. Com o clima fervendo na Itália, Ujfalusi se apresentou à Chéquia, no fim da temporada, para a disputa do mundial, na Alemanha.

Curiosamente, sua seleção esteve no caminho da Squadra Azzurra ainda na primeira fase do torneio. Contudo, mais uma vez o azar cruzou o caminho de Ujfalusi, que falhou em um gol e ainda acabou expulso na segunda partida, contra Gana. Suspenso, ele não enfrentou a Nazionale na terceira rodada. Os gols de Marco Materazzi e Filippo Inzaghi sacramentaram a eliminação da Chéquia, que também perdera para a seleção africana pelo mesmo placar de 2 a 0. A vitória por 3 a 0 no primeiro jogo, frente aos Estados Unidos, não bastou.

Apesar de terem chegado ao Mundial com certa badalação e expectativas altas, Tomás e a Chéquia, que tinha Pavel Nedved como maior estrela, decepcionaram e ficaram pelo caminho ainda na fase de grupos. Já a Itália, como todos sabem, acabou sendo tetracampeã da Copa do Mundo, a despeito de todo o caos no futebol local por conta do escândalo do Calciopoli. Contexto, inclusive, semelhante ao do tricampeonato dos azzurri, em 1982.

Com moral na Itália, Ujfalusi exerceu sua liderança na Fiorentina e chegou a assumir a faixa de capitão quando Dainelli não jogava (EFE)

Melhor defesa da Itália e eliminação nos pênaltis

De volta à Viola, Ujfalusi compensou a decepção do Mundial com atuações consistentes ao longo da temporada 2006-07. A Fiorentina, que começou a Serie A com 15 pontos negativos, como punição por participação de dirigentes no Calciopoli, fez uma campanha simplesmente espetacular e terminou em sexto na tabela, garantindo uma vaga na Copa Uefa. Neste momento, o checo já estava completamente adaptado à função de lateral-direito, motivo pelo qual sequer atuou como zagueiro no campeonato. Na verdade, ele ainda quebrou o galho como lateral-esquerdo, em uma vitória por 4 a 0 sobre o Ascoli.

Por mais que Ujfalusi tenha sido resistente logo no início, sua mudança para a lateral foi o melhor que poderia ter lhe acontecido nos tempos de Viola. A verdade é que Prandelli gozava de inúmeras opções para compor a linha de zaga. Além de Gamberini e Dainelli, já citados, Per Kroldrup e Alessandro Potenza também faziam parte do elenco. Da mesma forma, a lateral esquerda também estava bem coberta, com Pasqual e Massimo Gobbi. O lado direito seria, portanto, o setor defasado daquele time.

Seria. Porque Ujfalusi tratou de solucionar os problemas de Prandelli. Entre 2006 e 2007, a Fiorentina teve a melhor defesa do Campeonato Italiano, com apenas 31 gols sofridos em 38 rodadas. De 50 para 41 e, enfim, 31. Esta era a evolução do desempenho defensivo desde a chegada do lateral checo. Nítido, portanto, que o sistema de Prandelli e a manutenção das peças estava fazendo a diferença. A espinha dorsal da equipe se modificava pouquíssimo entre os anos, o que permitia um maior entrosamento.

Na temporada 2007-08, a Fiorentina novamente foi bem no campeonato nacional e ainda teve grande campanha na Copa Uefa, para a qual tinha se classificado de maneira heroica no ano anterior. Pela primeira vez desde 2001, a equipe disputava uma competição europeia. Ujfalusi atuou em 13 dos 14 jogos da trajetória continental, com direito a três prorrogações e três disputas de pênaltis. Em duas delas, a Viola se deu bem – contra Groningen e Everton. Só que, nas semifinais, a sorte se esgotou, e o time de Prandelli acabou eliminado pelo Rangers após dois empates por 0 a 0. Na disputa da cal, 4 a 2 para os escoceses, em pleno estádio Artemio Franchi.

A eliminação traumática não interferiu na campanha excelente em âmbito nacional. Na Serie A, os gigliati melhoraram ainda mais a colocação: alcançaram o quarto lugar, com 66 pontos, e novamente um número baixo de gols sofridos (39). O jogo que garantiu o retorno da Fiorentina à Champions League foi lendário.

Na última rodada, contra o Torino, o empate não servia, visto que o Milan estava vencendo sua partida. Já na segunda etapa do nervoso duelo, o atacante ítalo-argentino Pablo Osvaldo achou um gol memorável de bicicleta. O placar magro colocou a Viola à frente dos rossoneri na tabela, novamente. Marcada pelo tento antológico e pelo retorno aos palcos mais badalados da Europa, a tarde de 18 de maio de 2008 também representou a última aparição de Ujfalusi com a camisa lilás.

Ao final de sua quarta temporada com o clube, o contrato se encerrou. Sem grandes contornos dramáticos, ele optou por se aventurar na Espanha, deixando Florença em meio a disputa de mais uma Eurocopa – assim como em sua chegada. Só que, dessa vez, a campanha da Chéquia não chegou nem perto daquela de 2004. Com time envelhecido, os checos pararam na primeira fase, após vitória sobre a Suíça e derrotas para Portugal e Turquia. Após a participação na Euro, Ujfalusi iniciou sua aventura no Atlético de Madrid.

Na Fiorentina, o defensor de cabelos compridos atuou em 149 partidas (mais do que em qualquer outro clube), fez dois gols, deu cinco assistências, recebeu 23 cartões amarelos e jamais foi expulso. Este último item, porém, representaria uma marca negativa em sua passagem pela Espanha.

Competente, Ujfalusi viveu fase mais sólida de sua caminhada na Itália (Getty)

Títulos e final de carreira

No Atlético, Ujfalusi voltou a atuar, na maioria das vezes, como zagueiro. Ainda muito físico, porém mais completo na parte técnica, o checo teve uma boa trajetória na equipe madrilenha. Impossível não atribuir créditos a sua experiência com a camisa Viola. Certamente, os anos como lateral o ajudaram a se tornar um jogador mais habilidoso na condução, nos passes e na saída de bola. Com os colchoneros, o defensor conseguiu algo que faltou em sua passagem por Florença: títulos.

Foram dois. Em 2009-10, ele faturou a já renomeada Liga Europa – antiga Copa Uefa, na qual bateu na trave com a Fiorentina. Ujfalusi atuou nos 120 minutos da final contra o Fulham, decidida somente na prorrogação a favor dos espanhóis, pelo placar de 2 a 1. Depois, no início da temporada 2010-11, conquistou a Supercopa da Europa, com triunfo por 2 a 0 sobre a Inter.

Só que, infelizmente, sua passagem pelo Atlético não ficou apenas marcada pelos triunfos. Em 19 de setembro de 2010, a imagem de uma entrada violentíssima do defensor em Lionel Messi rodou o planeta. Ujfalusi acertou o argentino em cheio no tornozelo, que virou ao ficar preso no gramado. Imediatamente, o árbitro expulsou o zagueiro, que depois veio a público pedir desculpas pela agressão. A falta lhe rendeu uma suspensão de dois jogos, além da automática. Já Messi também teve de ficar afastado dos gramados por algumas partidas devido à gravidade da lesão.

De fato, o desempenho mais “violento” de Ujfalusi é algo intrigante ao longo de sua passagem pelo Atlético. Ao todo, ele recebeu 33 cartões amarelos: 10 a mais que na Fiorentina, com 16 jogos a menos. Além disso, três expulsões, contando com essa pela falta em Messi. Antes disso, o checo, que não era um jogador agressivo, só acumulava um vermelho por clubes, ainda dos tempos de Hamburgo. Talvez isso tenha se dado por conta do estilo de jogo do Atlético, mais físico, somado ao envelhecimento do jogador e à sua perda de agilidade na caça aos adversários.

Mesmo não sendo desleal ao longo de toda a carreira, o episódio pontual com Messi ainda é recordado hoje em dia, antes mesmo das glórias obtidas pelo defensor. Certamente uma injustiça diante de uma trajetória em alto nível por mais de um decênio. Antes de se despedir de vez dos gramados, ele ainda ergueu mais algumas taças pelo Galatasaray, time que defendeu entre 2011 e 2013 após deixar o Atlético de Madrid. Na Turquia, já com os cabelos mais curtos, venceu o campeonato nacional em duas temporadas consecutivas, além de uma Supercopa local. O fim de sua carreira se deu de forma discreta, na Chéquia. No Sparta Praga, fez apenas dois jogos antes de decidir se aposentar, aos 35 anos, por conta das sucessivas lesões.

Pela seleção, sua trajetória já havia chegado ao fim alguns anos antes. Em 2009, durante as eliminatórias para a Copa do Mundo da África do Sul, Ujfalusi se envolveu numa polêmica com companheiros de equipe. O time foi flagrado em um restaurante, supostamente acompanhado de garotas de programa, após derrota para a Eslováquia. O tropeço praticamente acabava com as chances da Chéquia de disputar o Mundial.

Indignado com a repercussão do caso – que, segundo o jogador, não correspondia às informações veiculadas –, Ujfalusi abandonou sua seleção para nunca mais voltar. O detalhe é que o defensor sequer tinha entrado em campo contra a Eslováquia. Seu último jogo com a camisa nacional, portanto, foi contra a Eslovênia, em 28 de março de 2009, num empate por 0 a 0. Tomás é o nono jogador que mais defendeu a Chéquia, com 78 partidas. A lista é encabeçada por Petr Cech, com 124 presenças.

Ujfalusi aprimorou sua técnica em Florença e nunca foi expulso com a camisa violeta (imago/IPA Photo)

Entre os maiores da Fiorentina?

Com um espírito contagiante em campo, Ujfalusi caiu nas graças do torcedor durante sua passagem de quatro anos pela cidade de Florença. Até hoje, o ex-jogador gosta de exaltar que, para ele, na Itália só existe a Fiorentina – tal qual o Atlético na Espanha. Simpático aos times pelos quais fez história, o checo ainda é sinônimo de raça e entrega em campo. Seu importante papel tático e a aceitação ao sistema de Prandelli, que o desafiava, foram fatores que o fizeram ser bem querido pelos fãs gigliati.

Tomás é tão querido que, em 2019, até ganhou uma surpresa. Um site de torcedores do clube intitulado Viola Nation realizou uma votação para escolher a melhor formação da Fiorentina de todos os tempos. Por conta do esquema tático “exótico” adotado na brincadeira, Ujfalusi acabou sendo escalado como titular, justamente por sua flexibilidade em atuar tanto como zagueiro quanto como lateral. Sendo assim, em um momento com a bola, sua presença permitiria liberar Angelo Di Livio e Giancarlo Antognoni para atacarem neste time hipotético. A equipe ideal da história ainda conta com o brasileiro Dunga, fazendo a função de volante e, eventualmente, zagueiro, além de uma ataque formado por Kurt Hamrin, Roberto Baggio e Gabriel Batistuta. Já imaginaram?

Evidentemente, colocar Ujfalusi no melhor time da história da Fiorentina é um ato de grande exagero. Se pensarmos rapidamente, é possível considerar a técnica de Daniel Passarella ou a raça de Moreno Torricelli como mais salientes do que tais características no checo. Entretanto, a homenagem é válida. Ainda mais quando ela tange o que de melhor Tomás Ujfalusi entregou durante sua passagem na Fiorentina: a versatilidade em campo, a capacidade de adaptação e a vontade de evoluir.

Tomás Ujfalusi
Nascimento: 24 de outubro de 1978, em Rymarov, Checoslováquia
Posição: zagueiro e lateral-direito
Clubes: Sigma Olomuc (1996-2000), Hamburgo (2000-04), Fiorentina (2004-08), Atlético de Madrid (2008-11), Galatasaray (2011-13) e Sparta Praga (2013-14)
Títulos: Copa da Liga Alemã (2003), Liga Europa (2010), Supercopa Uefa (2010), Campeonato Turco (2012 e 2013) e Supercopa da Turquia (2012)
Seleção checa: 78 jogos e 2 gols

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